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	<title>história islâmica &#8211; Portal IslamBR</title>
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	<description>Portal da Comunidade Muçulmana na América Latina</description>
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		<title>190 Anos do Levante dos Malês</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jan 2025 11:40:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p><a rel="nofollow" href="https://markaz.org.br">Portal IslamBR</a><br />
<img src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_g_0000003107.png" style="display: block; margin: 1em auto"><br />
<a rel="nofollow" href="https://markaz.org.br/males/">190 Anos do Levante dos Malês</a></p>
<p>Malês (do hauçá málami, “professor”, “senhor”, no iorubá imale, “muçulmano”) era o termo usado no Brasil, nos século XIX, para designar os escravizados muçulmanos, os quais eram muitas vezes mais instruídos que seus senhores, e, apesar da condição de escravizados, não eram submissos, mas muito altivos. Na História do Brasil, notabilizaram-se pela chamada Revolta dos Malês, que ocorreu em 1835, na Bahia, onde eram mais numerosos. Também existiam comunidades de malês em Pernambuco, Alagoas e Rio de Janeiro.</p>
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<a rel="nofollow" href="https://markaz.org.br/males/">190 Anos do Levante dos Malês</a></p>



<h4 style="text-align: justify;">OS MALÊS</h4>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Malês (do hauçá málami, &#8220;professor&#8221;, &#8220;senhor&#8221;, no iorubá imale, &#8220;muçulmano&#8221;) era o termo usado no Brasil, nos século XIX, para designar os escravizados muçulmanos. Eram muitas vezes mais instruídos que seus senhores, e, apesar da condição de escravizados, não eram submissos, mas muito altivos. Na História do Brasil, notabilizaram-se pela chamada Revolta dos Malês, que ocorreu em 1835, na Bahia, onde eram mais numerosos. Também existiam comunidades de malês em Pernambuco, Alagoas e Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">O movimento de 1835 é conhecido como Revolta dos Malês, por serem assim chamados os negros muçulmanos que o organizaram. A expressão malê <a href="https://cdial.org.br/o-islam-num-relance/" target="_blank" rel="noopener">significa muçulmano</a>, portanto os malês eram especificamente os muçulmanos de língua iorubá, conhecidos como nagôs na Bahia.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Outros grupos, até mais islamizados como os haussás, também participaram, porém contribuindo com muito menor número de rebeldes.</p>
<h5>O LEVANTE</h5>
<p style="text-align: justify;">A revolta envolveu cerca de 600 homens, o que parece pouco, mas esse número equivale a 24 mil pessoas nos dias de hoje. Os rebeldes tinham planejado o levante para acontecer nas primeiras horas da manhã do dia 25, mas foram denunciados.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Uma patrulha chegou a uma casa na ladeira da Praça onde estava reunido um grupo de rebeldes. Ao tentar forçar a porta para entrarem, os soldados foram surpreendidos com a repentina saída de cerca de sessenta guerreiros africanos. Uma pequena batalha aconteceu na ladeira da Praça, e em seguida os rebeldes se dirigiram à Câmara Municipal, que funcionava no mesmo local onde funciona ainda hoje.</p>



<p style="text-align: justify;"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-6.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" td-modal-image alignleft wp-image-3112 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-6.jpg" alt="187 ANOS DO LEVANTE DOS MALÊS" width="450" height="303" title="190 Anos do Levante dos Malês 1" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-6.jpg 450w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-6-300x202.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-6-160x108.jpg 160w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /></a>Câmara foi atacada porque em seu subsolo existia uma prisão onde se encontrava preso um dos líderes malês mais estimados, o idoso Pacifico Licutan, cujo nome muçulmano era Bilal. Este escravo não estava preso por rebeldia, mas porque seu senhor tinha dívidas vencidas e seus bens, inclusive Licutan, foram confiscados para irem a leilão em benefício dos credores.  O ataque à prisão não foi bem sucedido. O grupo foi surpreendido no fogo cruzado entre os carcereiros e a guarda do palácio do governo, localizado na mesma praça. Daí este primeiro grupo de rebeldes saiu pelas ruas da cidade aos gritos, tentando acordar os escravos da cidade para se unirem a eles.</p>





<figure id="attachment_6949" aria-describedby="caption-attachment-6949" style="width: 306px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.png" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="wp-image-6949 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.png" alt="Muçulmano de etnia mandinga (Fonte: P. David Boilat/ As imagens. Olhares sobre o tráfico e a escravidão/UFPR)." width="306" height="448" title="190 Anos do Levante dos Malês 2" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.png 306w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_-205x300.png 205w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_-109x160.png 109w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_-287x420.png 287w" sizes="(max-width: 306px) 100vw, 306px" /></a><figcaption id="caption-attachment-6949" class="wp-caption-text">Muçulmano de etnia mandinga (Fonte: P. David Boilat/ As imagens. Olhares sobre o tráfico e a escravidão/UFPR).</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Dirigiram-se à Vitória onde havia um outro grupo numeroso de malês que eram escravos dos negociantes estrangeiros ali residentes. Após se unirem nas imediações do Campo Grande, os rebeldes atravessaram em frente ao Forte de São Pedro sob fogo cerrado dos soldados, indo dar nas Mercês, de onde retornaram para o centro da cidade.<br /><br />Aqui atacaram um posto policial ao lado do Mosteiro de São Bento, outro na atual Rua Joana Angélica (imediações do Colégio Central), lutaram também no Terreiro de Jesus e outras partes da cidade. Em seguida desceram o Pelourinho, seguiram pela Ladeira do Taboão e foram dar na Cidade Baixa. Daqui tentaram seguir na direção do Cabrito, onde tinham marcado encontro com escravos de engenho. Mas foram barrados no guartel da cavalaria em Água de Meninos. Neste local se deu a última batalha do levante, sendo os malês massacrados. Alguns que tentaram fugir a nado terminaram se afogando. A revolta deixou a cidade em polvorosa durante algumas horas, tendo sido vencida com a morte de mais de 70 rebeldes e uns dez oponentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Mas o medo de que um novo levante pudesse acontecer se instalou durante muitos anos entre os seus habitantes livres. Um medo que, aliás, se difundiu pelas demais províncias do Império do Brasil. Em quase todas elas, principalmente na capital do país, o Rio de Janeiro, os jornais publicaram notícias sobre o acontecido na Bahia e as autoridades submeteram a população africana a uma vigilância cuidadosa e muitas vezes a uma repressão abusiva.</p>



<p style="text-align: justify;"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-14.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image alignleft wp-image-3128 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-14.jpg" alt="187 ANOS DO LEVANTE DOS MALÊS" width="450" height="237" title="190 Anos do Levante dos Malês 3" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-14.jpg 450w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-14-300x158.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-14-160x84.jpg 160w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /></a>Salvador tinha na época da revolta em torno de 65.500 habitantes, dos quais cerca de 40 por cento eram escravos. Entre a população não-escrava a maioria era também formada por africanos e seus descentes, chamados na época de crioulos quando eram negros nascidos no Brasil, além dos mestiços de branco e negro, chamados de pardos, mulatos e cabras. Juntando os negros e mestiços escravos e livres, os afro-descendentes representavam 78 por cento da população. Os brancos não passavam de 22 por cento. Entre os escravos, a grande maioria (63 por cento) era nascida na África, chegando a 80 por cento na região dos engenhos de açúcar, o Recôncavo. Esses escravos eram trazidos de diversos portos da costa africana.</p>
<p style="text-align: justify;">Um grande número vinha de Luanda, Benguela, Cabinda, mas na época da revolta de 1835 a grande maioria era embarcada nos portos do golfo do Benim (portos de Ajudá, Porto Novo, Badagri, Lagos).</p>



<figure id="attachment_6952" aria-describedby="caption-attachment-6952" style="width: 223px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.br_m0000001.png" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="wp-image-6952" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.br_m0000001.png" alt="População da Costa da Mina, de etnia nagô (Fonte: Augusto Stahl/Brasiliana Fotográfica/BN)." width="223" height="282" title="190 Anos do Levante dos Malês 4" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.br_m0000001.png 336w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.br_m0000001-237x300.png 237w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.br_m0000001-126x160.png 126w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.br_m0000001-331x420.png 331w" sizes="(max-width: 223px) 100vw, 223px" /></a><figcaption id="caption-attachment-6952" class="wp-caption-text">População da Costa da Mina, de etnia nagô (Fonte: Augusto Stahl/Brasiliana Fotográfica/BN).</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Foram alguns desses últimos grupos os mais diretamente ligados à revolta. Eles podiam ser de diversas origens, segundo a língua que falavam: iorubá, haussá, fon, mahi, nupes, bornus etc. Na Bahia a maioria desses escravos era conhecida por nomes diferentes daqueles que tinham na África: os de língua iorubá chamavam-se nagôs, os fon e mahi eram conhecidos como jejes, os nupes como tapas. Em 1835 a grande maioria dos escravos da Bahia nascidos na África era realmente de língua iorubá, cerca de 30 por cento. Eram como nagôs. </p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Muitos deles professavam a religião muçulmana, embora a maioria dos nagôs fosse de fato adepta do candomblé dos orixás. A cidade de Salvador tinha uma economia baseada na escravidão, que girava em torno da cana-de-açúcar produzida na região denominada de Recôncavo, terras que circundam a Baía de Todos os Santos. Ali também se plantava o fumo, que era exportado para a Europa e para a África. Na África o fumo era utilizado na compra de escravos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-16.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image  alignleft wp-image-3130" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-16.jpg" alt="187 ANOS DO LEVANTE DOS MALÊS" width="199" height="326" title="190 Anos do Levante dos Malês 5" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-16.jpg 275w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-16-183x300.jpg 183w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-16-98x160.jpg 98w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-16-257x420.jpg 257w" sizes="(max-width: 199px) 100vw, 199px" /></a>No Recôncavo, os escravos eram empregados em todo tipo de atividade rural, não apenas no setor açucareiro e fumageiro. Eles também labutavam na criação de gado e no cultivo da mandioca. A farinha de mandioca já era naquela época um item fundamental da dieta de ricos e pobres, senhores e escravos. Como o fumo, a farinha estava também ligada ao tráfico, pois constituía um dos principais alimentos a bordo dos navios negreiros. Da mesma forma, os escravos eram utilizados nas vilas e cidades, sobretudo na capital, onde se ocupavam no trabalho doméstico, nos diversos ofícios (pedreiro, sapateiro, ferreiro), nas atividades do mar (marinheiro, remador, canoeiro, pescador). Eles lavravam a terra em pequenas plantações existentes na periferia da cidade, trabalhavam em variados tipos de construção pública e privada, vendiam uma grande variedade de pequenas mercadorias, principalmente comida pronta, verduras, peixe, carne.</p>
<p style="text-align: justify;">E eram empregados no transporte de volumes grandes e pequenos, como caixas de açúcar, barris de cachaça, mercadorias importadas, água de gasto e potável, dejetos humanos, balaios de compras e até cartas eram levadas ao correio por escravos. Eles também transportavam pessoas nas cadeiras de arruar, talvez a mais típica atividade dos escravos nas ruas de Salvador.<br /><br /><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-5.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-3119 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-5.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="562" height="421" title="190 Anos do Levante dos Malês 6" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-5.jpg 562w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-5-300x225.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-5-160x120.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-5-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-5-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-5-180x135.jpg 180w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-5-238x178.jpg 238w" sizes="(max-width: 562px) 100vw, 562px" /></a>As ocupações dos presos por suspeita de participação na revolta de 1835 refletem a variedade de atividades desempenhadas pelos escravos urbanos. Havia entre eles lavradores, remadores, domésticos, pedreiros, sapateiros, alfaiates, ferreiros, armeiros, barbeiros, vendedores ambulantes, carregadores de cadeira, entre outras atividades. A grande maioria dos rebeldes se empregava em ocupações tipicamente urbanas. Foram pouquíssimos os ocupados na lavoura, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ou outro tinha vindo do Recôncavo para participar do levante em Salvador. Na escravidão urbana os cativos gozavam de maior independência do que na escravidão rural, e isso facilitou muito a organização do movimento de 1835. Em geral, os escravos percorriam por toda a cidade trabalhando para seus próprios senhores ou, principalmente, contratados por terceiros para serviços eventuais.<br /><br /><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-15.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image alignright wp-image-3129 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-15.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="269" height="450" title="190 Anos do Levante dos Malês 7" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-15.jpg 269w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-15-179x300.jpg 179w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-15-96x160.jpg 96w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-15-251x420.jpg 251w" sizes="(max-width: 269px) 100vw, 269px" /></a>Muitos escravos sequer moravam na casa senhorial. Chamados negros ou negras de ganho, e também de ganhadores ou ganhadeiras, esses homens e mulheres escravizados contratavam com seus senhores entregar certa quantia diária ou semanal de dinheiro, e tudo que ultrapassasse esta quantia podiam embolsar. O escravo que trabalhasse muito e poupasse muito podia após cerca de nove longos anos comprar sua liberdade, e muitos assim o fizeram. Alguns chegavam se tornar prósperos homens de negócio, que era a ocupação mais comum dos que prosperavam. Muitos africanos, depois de libertos da escravidão, tornavam-se eles próprios senhores de escravos. Calcula-se em cerca de 7 por cento a proporção dos africanos libertos na população de Salvador na época da revolta dos malês. Eles representariam em torno de 25 por cento da população africana na cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">Africanos escravos e libertos com frequência trabalhavam e viviam juntos, desempenhando as mesmas tarefas, morando nas mesmas casas. No trabalho de rua organizavam se em associações chamadas cantos de trabalho, nos quais se reuniam principalmente os da mesma etnia chefiados por um “capitão” encarregado de acertar os serviços desempenhados pelo grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim associados enfrentavam o trabalho diário e desenvolviam laços de amizade e solidariedade que constantemente se desdobravam em ações políticas. Esses grupos de trabalho foram essenciais na mobilização dos africanos para a revolta em 1835 e em outras ocasiões. Enquanto esperavam por serviço nas esquinas onde se reuniam, os africanos iam formulando e aperfeiçoando suas idéias de liberdade e de ataque à escravidão na Bahia.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-2.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-3115 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-2.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="1265" height="550" title="190 Anos do Levante dos Malês 8" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-2.jpg 1265w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-2-300x130.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-2-1024x445.jpg 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-2-768x334.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-2-160x70.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-2-966x420.jpg 966w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-2-640x278.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-2-681x296.jpg 681w" sizes="(max-width: 1265px) 100vw, 1265px" /></a>Infelizmente não sabemos detalhes do que planejavam fazer os rebeldes depois de vitoriosos. Há indícios de que não tinham planos amigáveis para as pessoas nascidas no Brasil, fossem estas brancas, negras ou mestiças. Umas seriam mortas, outras escravizadas pelos vitoriosos malês. Isso refletia as tensões existentes no seio da população escrava entre aqueles nascidos na África e aqueles nascidos no Brasil.</p>
<figure id="attachment_6954" aria-describedby="caption-attachment-6954" style="width: 346px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.br_m0000002.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="wp-image-6954" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.br_m0000002.jpg" alt="Escravizados muçulmanos protagonizaram, na Bahia, revolta que abalou a estrutura da dita &quot;boa sociedade&quot;. Templo maometano no Senegal. In: L&#039;Afrique, ou Histoire, Moeus, Usages et Coutumes des Africains: le Sénégal, de René Villeneuve, 1814. Domínio público." width="346" height="193" title="190 Anos do Levante dos Malês 9" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.br_m0000002.jpg 560w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.br_m0000002-300x167.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2021/01/islambr.com_.br_m0000002-160x89.jpg 160w" sizes="(max-width: 346px) 100vw, 346px" /></a><figcaption id="caption-attachment-6954" class="wp-caption-text">Escravizados muçulmanos protagonizaram, na Bahia, a revolta que abalou as estruturas da dita &#8220;boa sociedade&#8221;. Mesquita islâmica. In: L&#8217;Afrique, ou Histoire, Moeus, Usages et Coutumes des Africains: le Sénégal, de René Villeneuve, 1814. Domínio público.</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Que fique bem claro: os negros nascidos no Brasil, e por isso chamados crioulos, não participaram da revolta, que foi feita exclusivamente por africanos. Por isso, se o levante tivesse sido um sucesso, a Bahia malê seria uma nação controlada pelos africanos, tendo à frente os muçulmanos. Talvez a Bahia se transformasse num país islâmico ortodoxo, talvez num país onde as outras religiões predominantes entre os africanos e crioulos (o candomblé e o catolicismo) fossem toleradas. De toda maneira a revolta não foi um levante sem direção, um simples ato de desespero, mas sim um movimento político, no sentido de que tomar o governo constituía um dos principais objetivos dos rebeldes.</p>





<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-3.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="td-modal-image  alignright wp-image-3117" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-3.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="298" height="180" title="190 Anos do Levante dos Malês 10" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-3.jpg 1200w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-3-300x181.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-3-1024x618.jpg 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-3-768x463.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-3-160x97.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-3-696x420.jpg 696w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-3-640x386.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-3-681x411.jpg 681w" sizes="(max-width: 298px) 100vw, 298px" /></a>Apesar de apoiados por africanos não-muçulmanos, que também entraram na luta, os malês foram os responsáveis por planejar e mobilizar os rebeldes. Suas reuniões — feitas nas casas de libertos, nas senzalas urbanas, nos cantos de trabalho — misturavam conspiração, rezas e aulas em que se exercitavam a recitação, a memorização e a escrita de passagens do Corão, o livro sagrado do <a href="https://cdial.org.br/o-islam-num-relance/" target="_blank" rel="noopener">islam</a>. O próprio levante foi marcado para acontecer no final do mês sagrado do Ramadã, o mês do jejum dos muçulmanos.<br /><br /><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-12.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image  alignleft wp-image-3126" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-12.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="391" height="301" title="190 Anos do Levante dos Malês 11" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-12.jpg 450w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-12-300x231.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-12-160x123.jpg 160w" sizes="(max-width: 391px) 100vw, 391px" /></a>Os malês foram para as ruas guerrear usando um abadá branco, espécie de camisolão tipicamente muçulmano, além de também carregar em volta do pescoço e nos bolsos amuletos protetores, que eram cópias em papel de rezas e passagens do Corão dobradas e enfiadas em bolsinhas de couro ou pano. Esses amuletos eram confeccionados por mestres muçulmanos, muitos deles líderes da revolta, que teriam dado a seus seguidores suas bênçãos e a certeza da vitória. Cientes de que constituíam minoria na comunidade africana da Bahia, composta de escravos e libertos de diferentes grupos étnicos e religiosos, os malês não hesitaram em convidar escravos não-muçulmanos para o levante. Neste sentido, a identidade e a solidariedade étnicas constituíram um outro fator de mobilização a entrar em jogo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align: justify;">De fato identidade étnica e religiosa foi muito importante para deslanchar o movimento. A maioria dos muçulmanos que viviam na Bahia em 1835 era nagô. Apesar de na África, e mesmo no Brasil, outros grupos, como os haussás, serem mais islamizados do que os nagôs, coube a estes o predomínio no movimento de 1835. Os nagôs islamizados não só constituíram a maioria dos combatentes, como a maioria dos líderes. Mais de 80 por cento dos réus escravos em 1835 eram nagôs, sendo eles apenas 30 por cento dos africanos de Salvador; dos sete líderes identificados, pelo menos cinco eram nagôs. Eram nagôs os seguintes líderes: os escravos Ahuna, Pacifico Licutan, Sule ou Nicobé, Dassalu ou Damalu e Gustard. Também nagô era o liberto Manoel Calafate. Os outros eram o escravo tapa Luís Sanim e o liberto haussá Elesbão do Carmo ou Dandará, que negociava com fumo.<br /><br /><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-13.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image alignright wp-image-3127" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-13.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="362" height="185" title="190 Anos do Levante dos Malês 12" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-13.jpg 450w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-13-300x153.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-13-160x82.jpg 160w" sizes="(max-width: 362px) 100vw, 362px" /></a>Vistos enquanto grupo étnico os nagôs eram na sua maioria não-muçulmanos, e sim devotos dos orixás, embora fizessem incursões no campo muçulmano. Por exemplo usavam os famosos amuletos malês, considerados de grande poder protetor, e provavelmente recorriam a adivinhos malês, entre outras práticas. Ou seja, naquela fronteira em que as duas religiões se encontrava, os nagôs como um todo, malês e filhos de orixá, também se encontravam. E se encontravam como entidade étnica, como pessoas que falavam a mesma língua, tinham histórias comuns, em muitos casos haviam obedecido aos mesmos reis africanos. Essas convergências facilitaram a mobilização em 1835 para além das colunas muçulmanas.</p>
<figure id="attachment_3133" aria-describedby="caption-attachment-3133" style="width: 282px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-19.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-3133" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-19.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="282" height="379" title="190 Anos do Levante dos Malês 13" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-19.jpg 454w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-19-223x300.jpg 223w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-19-119x160.jpg 119w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-19-313x420.jpg 313w" sizes="(max-width: 282px) 100vw, 282px" /></a><figcaption id="caption-attachment-3133" class="wp-caption-text">Africano Nagô</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Os nagôs vinham de uma parte específica da África, qual seja a região sudeste da atual Nigéria e a parte leste da atual República do Benin. Eram de diversos reinos espalhados por esse território, como Oió, Queto, Egba, Yagba, Ijexá, Ijebu, Ifé entre outros. Esses reinos durante muito tempo viveram sob a égide do reino de Oió, embora numa espécie de federação imperial. Na época do levante de 1835 essa federação dominada por Oió estava em franca desintegração em função de lutas intestinas generalizadas. Os malês especificamente tiveram sua origem principalmente em Ilorin, que era uma dependência do reino de Oió que se rebelou sob a liderança de Afonjá. Este homem se aliou aos muçulmanos haussás, fulanis e iorubás contra o alafin, que era o título do rei de Oió. Essas guerras foram responsáveis pela transformação de milhares dos habitantes locais em prisioneiros, que eram vendidos como escravos aos traficantes do litoral, e daí exportados para a Bahia.<br /><br />Embora a grande maioria dos interrogados em 1835 respondesse que era apenas “nagô”, alguns fizeram questão de ser mais precisos, indicando também o local específico de onde vinham. O carregador de cadeira Joaquim de Mattos, por exemplo, respondeu ser de “nação Nagô Gexá”, quer dizer de origem Ijexá, um grupo étnico do leste do território iorubá. Joaquim havia se alforriado há pelo menos sete anos e portanto deveria estar na Bahia há cerca de nove anos no mínimo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image alignright wp-image-3113 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-1.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="296" height="400" title="190 Anos do Levante dos Malês 14" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-1.jpg 296w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-1-222x300.jpg 222w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-1-118x160.jpg 118w" sizes="(max-width: 296px) 100vw, 296px" /></a>A liberta Edum disse ser de “nação nagô-bá” e um outro africano interrogado disse ser ela apenas “Bá”, significando ser oriunda de Egba ou Yagba. O liberto Lobão Machado foi bem claro: era de nação “Nagô-Ebá”, ou seja de Egba. Francisco, cerca de 25 anos de idade, escravo doméstico e comprador, que vivia em Salvador há cerca de 6 anos, era Yaba, ou, segundo suas próprias palavras, “Nagô-Abá”. E o escravo José se disse “nagô jabu”, provavelmente natural de Ijebu. A expressão nagô remetia à África descoberta no Brasil, pois só aqui eles se tornariam conhecidos por aquela expressão, enquanto Ijebu, Egba, Yagba, Oyo, Ijexá (ou Ilesha) representavam a África deixada do lado de lá do Atlântico. O escravo nagô Antônio, doméstico e carregador de cadeira, resumiu bem a questão quando afirmou: “ainda que todos são Nagôs, cada um tem sua terra”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-18.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-3132" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-18.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="354" height="265" title="190 Anos do Levante dos Malês 15" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-18.jpg 515w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-18-300x224.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-18-160x120.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-18-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-18-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-18-180x135.jpg 180w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-18-238x178.jpg 238w" sizes="(max-width: 354px) 100vw, 354px" /></a>Ao deporem sobre o grau de envolvimento com o <a href="https://cdial.org.br/o-islam-num-relance/" target="_blank" rel="noopener">islam</a>, muitos interrogados se reportaram a suas experiências africanas. Alguns disseram abertamente que haviam recebido instrução islâmica na África, possivelmente em escolas corânicas ou madrasas. O nagô Pedro, ao ser perguntado sobre um livro e vários manuscritos em árabe encontrados em seu poder, respondeu: “o livro continha rezas de sua terra e os papéis várias doutrinas cuja linguagem e sua ciência ele sabia antes de vir de sua terra”.</p>
<p style="text-align: justify;">Pompeo da Silva, nagô forro, com cerca de 30 anos de idade, “perguntado se ele sabia ou entendia das letras arábicas que usavam os Nagôs, disse, que tendo aprendido em sua terra pequenino que agora quase nada se lembrava”. Antônio, escravo Haussá, pescador, disse que sabia escrever em árabe, mas só escrevia “orações segundo o cisma de sua terra”. Ou seja, não escrevia coisas subversivas, políticas, só orações. Acrescentou que “quando pequeno em sua terra andava na escola”.</p>
<figure id="attachment_3118" aria-describedby="caption-attachment-3118" style="width: 354px" class="wp-caption alignright"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-4.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image  wp-image-3118" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-4.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="354" height="395" title="190 Anos do Levante dos Malês 16" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-4.jpg 515w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-4-269x300.jpg 269w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-4-143x160.jpg 143w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-4-376x420.jpg 376w" sizes="(max-width: 354px) 100vw, 354px" /></a><figcaption id="caption-attachment-3118" class="wp-caption-text">Documento Malê contendo versículos do alcorão.</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">O escravo nagô Gaspar, preso com grande quantidade de escritos árabes, amuletos, um tessubá (o rosário malê) etc, disse ter sido ele autor dos escritos, e que aprendera o árabe em sua terra. Ele leu trechos do que havia escrito, embora alegasse não saber traduzir para o português. Observamos em todas essas declarações as lembranças de uma educação muçulmana na África, às vezes lembranças de quando estes escravos eram ainda crianças. Isso acontecia mesmo no caso dos nagôs, que vinham de um lugar onde o <a href="https://cdial.org.br/o-islam-num-relance/" target="_blank" rel="noopener">islam</a> era adotado por uma minoria, ao contrário do país haussá, onde a religião estava arraigada há tempos. Outras tradições islâmicas também atravessaram o Atlântico, como o já mencionado uso do amuleto.<br /><br /><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-17.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image alignleft wp-image-3131 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-17.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="356" height="450" title="190 Anos do Levante dos Malês 17" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-17.jpg 356w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-17-237x300.jpg 237w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-17-127x160.jpg 127w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-17-332x420.jpg 332w" sizes="(max-width: 356px) 100vw, 356px" /></a>O liberto Lobão Machado acima mencionado, quando preso, levava diversos amuletos protetores em volta do pescoço. Perguntado para que usava aquilo, disse ser para proteger contra o vento. Provavelmente referia-se ao jinn ou anjonu, espécie de espíritos malês. Outros interrogados responderam como ele que os amuletos eram para proteger do vento. Pela quantidade de amuletos apreendidos pela polícia em 1835, muita gente se protegia desta forma contra espíritos malignos. O escravo haussá Antônio acima mencionado usava a educação muçulmana recebida em sua terra para escrever amuletos, que vendia por bom preço — equivalente ao jornal de um escravo de aluguel — a africanos que também desejavam se proteger dessas forças espirituais que haviam acompanhado os africanos ao Novo Mundo. Tais informações têm o valor de explicitar, através da fala dos interrogados, tradições aprendidas na África e mantidas na Bahia. Estes depoimentos mostram com muita nitidez uma projeção da história africana na história brasileira.<br /><br /><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-8.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-3122 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-8.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="480" height="640" title="190 Anos do Levante dos Malês 18" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-8.jpg 480w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-8-225x300.jpg 225w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-8-120x160.jpg 120w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-8-315x420.jpg 315w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /></a>É preciso esclarecer que nem todos os africanos muçulmanos existentes na Bahia em 1835 participaram da revolta. As autoridades, porém, usaram a posse de papéis malês como prova de rebeldia e por isso muitos inocentes foram presos e condenados. Os malês receberam diversos tipos de sentença. Foram elas: prisão simples, prisão com trabalho, açoite, morte e deportação para a África. Esta última pena foi atribuída a muitos libertos presos como suspeitos mas contra os quais nenhuma prova definitiva foi encontrada. Mesmo assim, apesar de absolvidos, foram expulsos do país. A pena de açoites variava de 300 até 1.200 chicotadas, que foram distribuídas ao longo de vários dias. O idoso Pacifico Licutan foi sentenciado a 1.200 chibatadas. Sabe-se de pelo menos um condenado que morreu em decorrência desta pena de tortura, o escravo nagô Narciso.</p>
<figure id="attachment_3123" aria-describedby="caption-attachment-3123" style="width: 354px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-9.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-3123" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-9.jpg" alt="LEVANTE DOS MALÊS" width="354" height="233" title="190 Anos do Levante dos Malês 19" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-9.jpg 450w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-9-300x197.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_males_00023-9-160x105.jpg 160w" sizes="(max-width: 354px) 100vw, 354px" /></a><figcaption id="caption-attachment-3123" class="wp-caption-text">Ladeira da Praça.</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">A pena de morte, foi imposta, inicialmente a 16 acusados, mas posteriormente 12 deles conseguiram sua comutação. Quatro foram no final executados. Eram eles o liberto Jorge da Cruz Barbosa, cujo nome iorubá era Ajahi, carregador de cal; Pedro, nagô, carregador de cadeira, escravo de um negociante inglês; Gonçalo e Joaquim, ambos escravos nagôs. Todos quatro foram executados por um pelotão de fuzilamento no Campo da Pólvora, no dia 14 de maio de 1835. E assim se findava um dos episódios mais empolgantes da resistência escrava no Brasil.</p>
<p><strong>Religião e a escravidão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Naquela época, e é importante registrar, não existiam bem definidas uma identidade étnica e outra religiosa entre os africanos que viviam no Brasil. Porém, particularmente na Bahia, o <a href="https://cdial.org.br/o-islam-num-relance/" target="_blank" rel="noopener">islam</a> estava mais difundido em determinadas etnias, como a dos os nagôs e a dos haussas.</p>
<p style="text-align: justify;">Analisando o movimento, sobre o prisma religioso e investigando documentos oficiais da época, há indícios de que os envolvidos na Revolta dos Malês buscavam proteção da sua crença no dia a dia e, por isso, se insurgiram. A presença da questão religiosa apresenta-se por meio do nome da revolta. Afinal, malê era como os negros mulçumanos eram chamados na Bahia.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, nos incontáveis interrogatórios, assentados em extensa documentação oficial que reúne manuscritos e impressos referentes à “insurreição de escravos malês” custodiados pela Fundação Pedro Calmon (Salvador), faltam pistas que caracterizem o movimento posicionado contra o cristianismo, contra os cultos de outras etnias africanas ou objetivando o estabelecimento da religião muçulmana.</p>
<p style="text-align: justify;">Diversos pesquisadores, examinando registros governamentais frequentemente produzidos sob tortura ou sob pressão policial, consideram inexistir tal indicativo. Observam que os prisioneiros nas inquirições não transitaram pelo viés de “guerra religiosa”. A participação de africanos não muçulmanos é mais um dado que pode conduzir à interpretação de que a revolta não era estritamente religiosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da questão da etnia e da religiosidade, as consultas nos mais de seis mil documentos processuais judiciais e policiais indicam que os envolvidos em declarações tratam de outro importante aspecto. Referem-se à situação degradante em que viviam, ao sentimento negativo dirigido a inúmeros “brancos e mestiços”, ao fato de não terem direito algum e ao desejo de não serem mais escravos. Novamente vale ressaltar que a maioria dos implicados, na qual se incluiu preponderantemente a liderança malê, era de indivíduos escravizados. Então, apesar de, nas inúmeras consultas realizadas na documentação produzida pelas autoridades policiais não ficarem definidas as exatas intenções dos participantes, é possível deduzir, diante da situação do cativeiro, que intencionavam por meio do movimento alcançar a liberdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa direção, o historiador João José Reis considera que a revolta “teria tido também uma orientação de classe por ter sido feita e dirigida majoritariamente por escravos e porque a linguagem antissenhorial dos presos revela sua face antiescravista. Foi também assim considerada pelo Estado escravocrata, que definiu, reprimiu e castigou os rebeldes, acionando uma linguagem e uma legislação especificamente antiescrava”.</p>
<p style="text-align: justify;">A influência da arquitetura islâmica na igreja da lapinha no Bairro da Liberdade, Salvador/BA:</p>
<p style="text-align: center;">
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-10.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-10-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 10" title="190 Anos do Levante dos Malês 20"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-15.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-15-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 15" title="190 Anos do Levante dos Malês 21"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-1.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 1" title="190 Anos do Levante dos Malês 22"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-4.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 4" title="190 Anos do Levante dos Malês 23"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-8.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-8-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 8" title="190 Anos do Levante dos Malês 24"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-6.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 6" title="190 Anos do Levante dos Malês 25"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-21.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-21-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 21" title="190 Anos do Levante dos Malês 26"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-14.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-14-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 14" title="190 Anos do Levante dos Malês 27"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-19.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-19-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 19" title="190 Anos do Levante dos Malês 28"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-18.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-18-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 18" title="190 Anos do Levante dos Malês 29"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-13.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-13-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 13" title="190 Anos do Levante dos Malês 30"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-12.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-12-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 12" title="190 Anos do Levante dos Malês 31"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-9.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 9" title="190 Anos do Levante dos Malês 32"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-3.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 3" title="190 Anos do Levante dos Malês 33"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-5.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 5" title="190 Anos do Levante dos Malês 34"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-7.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-7-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 7" title="190 Anos do Levante dos Malês 35"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-17.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-17-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 17" title="190 Anos do Levante dos Malês 36"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-16.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-16-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 16" title="190 Anos do Levante dos Malês 37"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-2.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 2" title="190 Anos do Levante dos Malês 38"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-11.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-11-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 11" title="190 Anos do Levante dos Malês 39"></a>
<a href="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-20.jpg"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_lapinha_00-20-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="islamBR lapinha 00 20" title="190 Anos do Levante dos Malês 40"></a>
</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 12px;">BIBLIOGRAFIA:</span></strong></p>
<h6 style="text-align: left;"><span style="font-size: 12px;">&#8211; Sobre a África dos malês, ler Robin Law, The Oyo Empire, c. 1600-c. 1836: A West African Imperialism in the Era of the Atlantic Slave Trade, Oxford: Claredon, 1977;</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; Paul Lovejoy, A escravidão na África, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003, capítulo 9;</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; Pierre Verger, Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o golfo do Benim e a Bahia de Todos os Santos, Salvador, Corrupio, 1987; e Alberto da Costa e Silva, A manilha e o libambo, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2002, pp. 451-562.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; Sobre trabalho escravo urbano, alforria e africanos libertos na Bahia, leia Maria Inês C. de Oliveira, O liberto: seu mundo e os outros, Salvador, Corrupio, 1988;</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; João José Reis, “A greve negra de 1857 na Bahia”, Revista USP, nº 18 (1993), pp. 6-29;</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; Stuart B. Schwartz, “A Manumissão dos escravos no Brasil Colonial – Bahia 1684-1745, Anais de Historia, nº 6 (1974), pp. 71-114; Kátia M. de Queirós Mattoso, “A propósito de cartas de alforria”, Anais de História, nº 4 (1972), pp. 23-52.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; Sobre a Revolta dos Malês especificamente, ler Joâo José Reis, Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos malês em 1835, São Paulo, Companhia das Letras, 2003; Décio Freitas, Insurreições escravas, Porto Alegre, Movimento, 1976;</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; O livro de Pierre Verger, Fluxo e refluxo, capítulo IX.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; Os depoimentos dos malês presos em 1835 se encontram nos inquéritos policiais e processos judiciais depositados no Arquivo Público do Estado da Bahia. Esses documentos já foram publicados em diversos números dos Anais do Arquivo do Estado da Bahia. Também estão sob a guarda do Arquivo o que sobrou dos documentos escritos em árabe.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; BRITO, Luciana da Cruz. A legalidade como estratégia: africanos que questionaram a repressão das leis baianas na primeira metade do século XIX. Disponível em http://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/rhs/article/viewFile/231/217. Acesso em 19/05/2016.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; FERRETTI, Sérgio Figueiredo. Revoltas de Escravos na Bahia em início do século XIX. Disponível em http://www.pppg.ufma.br/cadernosdepesquisa/uploads/files/Artigo%205(5).pdf. Acesso em 30/05/2016.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; GONÇALVES, Aline Najara da Silva. Luiza Mahin Entre Ficção e História. Disponível em http://www.ppgel.uneb.br/wp/wp-content/uploads/2011/09/goncalves_aline.pdf. Acesso em 17/05/2016.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; LIMA, Dulcilei da Conceição. Luiza Mahin: estudo sobre a construção de um mito libertário. Disponível em http://anais.anpuh.org/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S25.1043.pdf. Acesso em 19/05/2016.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; MATTOS, Regiane Augusto de. Os grupos étnicos africanos e suas formas de organização social na cidade de São Paulo na primeira metade do século XIX. Disponível em http://anais.anpuh.org/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S23.0853.pdf. Acesso em 16/06/2016.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; MELLO, Priscila Leal. Leitura, Encantamento e Rebelião: O Islã Negro no Brasil- Século XIX. Disponível em http://www.historia.uff.br/stricto/td/1111.pdf. Acesso em 16/05/2016.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; OLIVEIRA, Maria Inês Côrtes de. O Liberto: o seu mundo e os outros (Salvador, 1790/1890). Disponível em http://www.ppgh.ufba.br/wp-content/uploads/2015/11/O-Liberto-O-seu-mundo-e-os-outros.pdf. Acesso em 19/05/2016.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; OLIVEIRA, Maria Inês Côrtes de. Viver e morrer no meio dos seus. Nações e comunidades africanas na Bahia do século XIX. Disponível em http://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/28376/30234. Acesso em 12/06/2016.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; PEREIRA, Alexandre José Vieira Machado. Revolta dos Malês Um Levante Islâmico no Brasil do Sec. XIX. Disponível em http://encontro2008.rj.anpuh.org/resources/content/anais/1212959626_ARQUIVO_artigoanphu2008.pdf . Acesso em 30/05/2016.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; PRANDI, José Reginaldo. De africano a afro-brasileiro: etnia, identidade, religião. Disponível em www.revistas.usp.br/revusp/article/download/32879/35450+&amp;cd=2&amp;hl=pt-BR&amp;ct=clnk&amp;gl=br. Acesso em 13/06/2016.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; REIS, João José. A Revolta dos Malês. Disponível em http://educacao.salvador.ba.gov.br/adm/wp-content/uploads/2015/05/a-revolta-dos-males.pdf. Acesso em 31/06/2016</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; REIS, João José. Há duzentos anos: a revolta escrava de 1814 na Bahia. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2237-101X2014000100068. Acesso em 26/05/2016.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; REIS, João José. O sonho da Bahia muçulmana. Disponível em http://www.revistadehistoria.com.br/secao/dossie-imigracao-italiana/o-sonho-da-bahia-muculmana Acesso em 16/05/2016</span></h6>
<h6 style="text-align: left;"><span style="font-size: 12px;">Livros:</span></h6>
<h6 style="text-align: left;"><span style="font-size: 12px;">&#8211; CARVALHO, José Murilo de (Coord.). A Construção Nacional: 1830-1889. São Paulo: Editora Objetiva, 2012.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; KARASCH, Mary C. A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro 1808-1850. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; REDIKER, Marcus. O Navio Negreiro: Uma História Humana. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; REIS, João José et al. O Alufá Rufino. Tráfico, Escravidão e Liberdade no Atlântico Negro (c. 1822- c. 1853). São Paulo: Companhia das Letras, 2010.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; REIS, João José. Rebelião Escrava no Brasil: A História do Levante dos Malês em 1835. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.</span><br /><span style="font-size: 12px;">&#8211; REIS, João José e AZEVEDO, Elciene (org.). Escravidão e Suas Sombras. Salvador: EDUFBA, 2012.</span></h6>
<h6 style="text-align: left;"><span style="font-size: 12px;">Sites:</span></h6>
<h6 style="text-align: left;"><span style="font-size: 12px;">http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/LuiMahin.html</span><br /><span style="font-size: 12px;">http://povohaussa.blogspot.com.br/p/breve-resumo.html</span><br /><span style="font-size: 12px;">http://encontro2008.rj.anpuh.org/resources/content/anais/1212959626_ARQUIVO_artigoanphu2008.pdf</span><br /><span style="font-size: 12px;">http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/viewFile/64283/66969</span><br /><span style="font-size: 12px;">http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/reg.html</span><br /><span style="font-size: 12px;">http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v8n2/a09v08n2.pdf</span><br /><span style="font-size: 12px;">http://observatoriodaimprensa.com.br/armazem-literario/_ed833_movimento_revisto_em_textos_de_escravos_e_de_jornais_da_epoca</span><br /><span style="font-size: 12px;">http://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/?revoltas_categoria=1814-conspiracao-dos-negros-haussas-bahia</span><br /><span style="font-size: 12px;">http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/reg.html</span><br /><span style="font-size: 12px;">http://abihbahia.org.br/localidade/agua-de-meninos</span></h6>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10px;">

</span></p>
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		<title>A Presença Islâmica em Portugal</title>
		<link>https://markaz.org.br/a-presenca-islamica-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Feb 2019 18:52:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[história islâmica]]></category>
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<p>O Gharb al-Ândalus era a parte mais ocidental do al-Ândalus, que corresponde a parte do atual território português. Em 711, os muçulmanas atravessaram o estreito de Gibraltar e deram início à conquista da Península Ibérica, o al-Ândalus. O ocidente peninsular de influência mediterrânica, o Gharb al-Ândalus — corresponde aproximadamente aos limites da antiga Lusitânia — [&#8230;]</p>
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<p style="text-align: justify;">O Gharb al-Ândalus era a parte mais ocidental do al-Ândalus, que corresponde a parte do atual território português. Em 711, os muçulmanas atravessaram o estreito de Gibraltar e deram início à conquista da Península Ibérica, o al-Ândalus.</p>
<p style="text-align: justify;">O ocidente peninsular de influência mediterrânica, o Gharb al-Ândalus — corresponde aproximadamente aos limites da antiga Lusitânia — embora intensamente islamizado, não assumiu o protagonismo de outras regiões do al-Ândalus, resistindo sempre aos processos de centralização do califado de Córdova (Córdoba), ou posteriormente de Sevilha. O Gharb incluía cinco territórios principais correspondentes ao termo de Coimbra, ao estuário do Tejo, ao Alto Alentejo, ao Baixo Alentejo e ao Algarve.</p>
<p style="text-align: justify;">Estes territórios estendiam-se ainda para as atuais Estremadura espanhola e Andaluzia Ocidental. Destacavam-se as cidades de Coimbra, Lisboa, Santarém, Silves, Mértola, Faro, Mérida e Badajoz.</p>
<p style="text-align: justify;">O Gharb começou a perder terreno aquando da Reconquista, na qual os reis cristãos do norte da península, nomeadamente D. Afonso Henriques, começaram a conquistar o território para Sul. O fim do Gharb foi assinalado com a conquista do Algarve pelo rei D. Afonso III.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Reino do Algarve</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Reino do Algarve, foi um antigo reino que existiu na região do Algarve, em Portugal. O Algarve (do árabe &#8220;al-Gharb al-Ândaluz&#8221;, al-Gharb, «o Ocidente»; do &#8220;al-Andaluz&#8221;), foi considerado, durante séculos, e até à proclamação da República Portuguesa em 5 de Outubro de 1910, como o segundo reino da Coroa Portuguesa — um reino de direito separado de Portugal, ainda que de fato não dispusesse de instituições, foros ou privilégios próprios, nem sequer autonomia — na prática, era apenas um título honorífico sobre uma região/comarca que em nada se diferenciava do resto de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Note-se, porém, que nunca nenhum rei português foi coroado ou saudado como sendo apenas &#8220;Rei do Algarve&#8221; — no momento da sagração, era aclamado como &#8220;Rei de Portugal e do Algarve&#8221; (até 1471), e mais tarde como &#8220;Rei de Portugal e dos Algarves&#8221; (a partir de 1471).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Primeira conquista</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O título de &#8220;Rei do Algarve&#8221; foi pela primeira vez utilizado por Sancho I de Portugal, aquando da primeira conquista de Silves (Portugal), em 1189. Silves era apenas uma cidade do império almóada, posto que nesta altura todo o Andaluz se achava unificado sob o seu domínio.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, D. Sancho usou alternadamente nos seus diplomas as fórmulas &#8220;Rei de Portugal e de Silves&#8221;, ou &#8220;Rei de Portugal e do Algarve&#8221;; excepcionalmente, conjugou os três títulos no de &#8220;Rei de Portugal, de Silves e do Algarve&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O único motivo que pode justificar esta nova intitulação régia prende-se com a tradição peninsular, de agregar ao título do monarca o das conquistas efetuadas (assim, por exemplo, os Reis de Leão e Castela eram também &#8220;Reis de Toledo, de Sevilha, etc.&#8221;). Com a reconquista muçulmana de Silves, em 1191, o rei cessou de usar este título.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Reconquista</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O império almóada viria a desagregar-se na Hispânia (Espanha) em 1234, dissolvendo-se em vários pequenos emirados, as taifas. O Sul de Portugal ainda em mãos muçulmanas ficou anexado à taifa de Niebla, na moderna Espanha; o seu emir, Musa ibn Mohammad ibn Nassir ibn Mahfuz, proclamou-se pouco tempo mais tarde &#8220;Rei do Algarve&#8221; (amir al-Gharb), posto que o seu Estado compreendia, de fato, a região mais ocidental do Andaluz muçulmano.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mesmo tempo, as conquistas portuguesas e castelhanas para o Sul prosseguiam. Em reinado de D. Sancho II conquistaram-se as derradeiras praças alentejanas e ainda a maior parte do Algarve moderno, na margem direita do rio Guadiana; à data da sua deposição e posterior abdicação, restavam do Algarve muçulmano apenas pequenos enclaves em Aljezur, Faro, Loulé e Albufeira, os quais, devido à descontinuidade territorial e à distância que os separava de Niebla, se tornaram independentes do seu domínio.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, de fato, Sancho II de Portugal afigurar-se-ia como o segundo rei português a poder usar o título de rei do Algarve, na esteira de seu avô — o que provavelmente só não fez devido às suas outras preocupações internas, designadamente a guerra civil que o opôs ao seu irmão, o conde de Bolonha e infante Afonso.</p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, foi este que, subido ao trono em 1248, se encarregou da conquista dos derradeiros enclaves mouriscos no Algarve, assumindo em 1249 o título de &#8220;Rei de Portugal e do Algarve&#8221;, que não mais deixaria de ser utilizado pelos seus sucessores até ao fim da monarquia em Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">O rei de Niebla e emir do Algarve, para obstar às conquistas perpetradas pelos Portugueses nos seus territórios, fez-se vassalo de Afonso X de Castela (o qual passou por isso também a usar o título de Rei do Algarve entre as suas múltiplas conquistas), cedendo-lhe o domínio do Algarve português.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, muito provavelmente, a intitulação de Afonso III de Portugal serviria como reação a esta tomada de posição pelo vizinho castelhano, destinando-se a fortalecer os direitos do monarca português sobre a região em causa (pois que, como já foi dito, à intitulação e ao estatuto de reino não correspondia nem foros nem privilégios nem autonomia própria).</p>
<p style="text-align: justify;">A questão acabou por ser dirimida entre os soberanos de Castela e de Portugal, pelo tratado de Badajoz de 1267; o rei Afonso X desistia das suas pretensões sobre o antigo Gharb al-Ândalus, fazendo do seu neto D. Dinis o herdeiro do trono do Algarve, o que ditava a sua incorporação a prazo na coroa portuguesa. Reservava, porém, a utilização do título por si e pelos seus descendentes, dado ter adquirido em 1262 os restos do reino de Niebla/ Algarve, situados já além do Odiana – os demais reis de Castela, e depois da Espanha, até à subida ao trono da rainha Isabel II (1833), continuaram a usá-lo entre os seus diversos títulos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Arte islâmica em Portugal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Arte Islâmica desenvolveu-se em Portugal durante a presença muçulmana do país (712 &#8211; 1249). O termo Arte Islâmica refere-se à unidade criativa de uma arte e uma arquitetura próprias de uma civilização de enorme extensão geográfica. Nos primeiros tempos do Islam surgiu uma arte rica e variada baseada na tradição clássica, na arte bizantina, persa e de outros povos orientais conquistados. A originalidade das estruturas arquitetônicas e dos motivos ornamentais deram origem a uma arte própria, tipicamente muçulmana.</p>
<p style="text-align: justify;">A ornamentação é sem dúvida, um dos aspectos que mais contribuiu para a unificação da arte islâmica. A grande profusão de superfícies decoradas faz com que as estruturas fiquem parcialmente escondidas, num fenômeno preenchido de todos os espaços com decoração conhecido como horror ao vazio.</p>
<p style="text-align: justify;">A repetição de motivos &#8211; geométricos, cosmológicos, a caligrafia e motivos de origem vegetal estilizados &#8211; e a combinação de materiais e texturas originam um efeito tridimensional que confere aos edifícios uma certa aura de mistério e harmonia, para o que contribuem igualmente a luz e a presença de água. Outros dos elementos decorativos mais característicos são os adornos em estuque trabalhado.</p>
<p style="text-align: justify;">A rejeição de qualquer imagem figurativa (aniconismo) é também característica da arte islâmica. Deve-se ao receio da idolatria, ou seja, da veneração de imagens que simbolizassem seres do outro mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na arquitetura destacam-se os edifícios de carácter religioso, as mesquitas, cuja origem foi a casa do profeta Muhammad ﷺ em Madina na atual Arábia Saudita. As primeiras estruturas de ordem religiosa apareceram depois da deslocação do centro do poder de Madina para Damasco e Jerusalém: a Cúpula do Rochedo, em Jerusalém, e também a Mesquita de Damasco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Arte Islâmica no Gharb al-Ândalus</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com o Emirado Omíada de Córdoba, que se manteve até 1031, o al-Ândalus, transformou-se no ponto mais importante do Ocidente Islâmico. Desenvolveram-se estilos culturais muito característicos devido à situação geográfica do território, ao contato entre as culturas cristã e muçulmana e à influência dos conquistadores anteriores: romanos e visigodos. A arte no Gharb foi bastante idêntica à do resto da Península Ibérica, embora os vestígios que chegaram até nós não tenham a grandeza espetacular de Córdoba, Sevilha ou Granada, devido à sua posição periférica em relação aos grandes centros de poder.</p>
<p style="text-align: justify;">O urbanismo, a arquitetura, tanto civil como militar e religiosa, e os objetos para uso diário, foram os campos artísticos mais desenvolvidos na arte islâmica no Gharb al-Ândalus. O arco em ferradura, de influência visigótica, é sem dúvida uma imagem marcante da civilização muçulmana em Portugal e na Espanha. A sua imagem, ligada aos mais conhecidos monumentos civis e religiosos, vai rapidamente confundir-se, de forma definitiva, com a própria arte islâmica.</p>
<p style="text-align: justify;">A pintura e a escultura foram áreas pouco desenvolvidas, por questões religiosas, exceto no que se refere às artes decorativas, com o fim de ornamentar edifícios e objetos. São notáveis os capitéis de colunas. A cerâmica teve um papel muito importante no quotidiano das alcáçovas e alcarias islâmicas. Muitas das formas e utilizações dos objetos produzidos pelos artesãos da época perduraram até aos nossos tempos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Urbanismo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Após a conquista muçulmana do século VIII, a região de Sintra foi ocupada, erguida a primitiva fortificação da penedia, entre o século VIII e o IX. As cidades islâmicas estava localizadas em pontos estratégicos do Gharb, dominando em geral, importantes cursos de água, como por exemplo: Al-Uśbuna (Lisboa), Santarin (Santarém), Kulūmriyya (Coimbra), Mārtula (Mértola) ou Silb (Silves). As cidades islâmicas reaproveitaram espaços, estruturas e materiais do período romano.</p>
<p><figure id="attachment_4918" aria-describedby="caption-attachment-4918" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola3.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4918 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola3.jpg" alt="mertola3" width="600" height="399" title="A Presença Islâmica em Portugal 45" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola3.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola3-300x200.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola3-160x106.jpg 160w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4918" class="wp-caption-text">Castelo de Mértola que a partir do século VIII conheceu a dominação muçulmana, os quais foram responsáveis pela remodelação das defesas deste próspero povoado.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Na alcáçova fortificada ficava o alcácer, com funções exclusivamente militares, e uma zona residencial, onde se situavam os paços do alcaide, as dependências da corte e as residências, entre outros, militares e funcionários ligados ao palácio. Os arrabaldes eram uma espécie de subúrbios, zonas residenciais situadas fora das muralhas.</p>
<p><figure id="attachment_4920" aria-describedby="caption-attachment-4920" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/silves.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4920 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/silves.jpg" alt="silves" width="600" height="450" title="A Presença Islâmica em Portugal 46" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/silves.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/silves-300x225.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/silves-160x120.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/silves-560x420.jpg 560w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/silves-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/silves-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/silves-180x135.jpg 180w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/silves-238x178.jpg 238w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4920" class="wp-caption-text">O Castelo de Silves, no Algarve, em Portugal. Constitui-se no maior castelo da região algarvia, sendo considerado como o mais belo exemplo da arquitetura militar islâmica no país.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">O Gharb al-Ândalus era a parte mais ocidental do al-Ândalus, que corresponde a parte do atual território português. Em 711, os muçulmanas atravessaram o estreito de Gibraltar e deram início à conquista da Península Ibérica, o al-Ândalus.</p>
<p style="text-align: justify;">O ocidente peninsular de influência mediterrânica, o Gharb al-Ândalus — corresponde aproximadamente aos limites da antiga Lusitânia — embora intensamente islamizado, não assumiu o protagonismo de outras regiões do al-Ândalus, resistindo sempre aos processos de centralização do califado de Córdova (Córdoba), ou posteriormente de Sevilha. O Gharb incluía cinco territórios principais correspondentes ao termo de Coimbra, ao estuário do Tejo, ao Alto Alentejo, ao Baixo Alentejo e ao Algarve.</p>
<p><figure id="attachment_4912" aria-describedby="caption-attachment-4912" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Castelo-dos-Mouros_Sintra.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4912 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Castelo-dos-Mouros_Sintra.jpg" alt="Castelo dos Mouros Sintra" width="600" height="376" title="A Presença Islâmica em Portugal 47" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Castelo-dos-Mouros_Sintra.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Castelo-dos-Mouros_Sintra-300x188.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Castelo-dos-Mouros_Sintra-160x100.jpg 160w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4912" class="wp-caption-text">Castelo dos Mouros em Sintra em Portugal &#8211; Construído pelos muçulmanos no século IX.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Arquitetura</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na arquitetura islâmica foram adotadas várias soluções e técnicas construtivas para a resolução de problemas de ordem estrutural dos edifícios. Os arcos, nomeadamente os arcos de ferradura, ocupam um lugar importante.</p>
<p><figure id="attachment_4911" aria-describedby="caption-attachment-4911" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Arcos_de_ferradura_no_Castelo_de_Silves.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4911 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Arcos_de_ferradura_no_Castelo_de_Silves.jpg" alt="Arcos de ferradura no Castelo de Silves" width="600" height="450" title="A Presença Islâmica em Portugal 48" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Arcos_de_ferradura_no_Castelo_de_Silves.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Arcos_de_ferradura_no_Castelo_de_Silves-300x225.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Arcos_de_ferradura_no_Castelo_de_Silves-160x120.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Arcos_de_ferradura_no_Castelo_de_Silves-560x420.jpg 560w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Arcos_de_ferradura_no_Castelo_de_Silves-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Arcos_de_ferradura_no_Castelo_de_Silves-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Arcos_de_ferradura_no_Castelo_de_Silves-180x135.jpg 180w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Arcos_de_ferradura_no_Castelo_de_Silves-238x178.jpg 238w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4911" class="wp-caption-text">Arcos de ferradura no Castelo de Silves, Portugal.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">As arcadas com colunas com capitéis, por vezes ricamente trabalhados foram uma das soluções estruturais também utilizadas. Foram poucos os arcos em ferradura que em Portugal resistiram até aos dias de hoje: na Porta da Vila de Faro, um dos acessos à medina de Elvas, em quatro portas da Mesquita de Mértola encontramos ainda alguns desses arcos em muito bom estado de conservação.</p>
<p style="text-align: center;">
<a href="https://markaz.org.br/al_gharb-4/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/al_gharb-4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="al gharb 4" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/al_gharb-4-150x150.jpg 150w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/al_gharb-4-401x400.jpg 401w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" title="A Presença Islâmica em Portugal 49"></a>
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</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto aos capitéis, embora muitos tenham chegado aos nossos dias, apresentam-se fora do seu contexto inicial. As paredes de taipa foram também fundamentais como material de construção de muitas estruturas. A taipa era por vezes intercalada com pilares de alvenaria. No caso das taipas mais pobres, o revestimento com cal era essencial para a longevidade da obra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Árabes/Muçulmanos – Origem, expansão e presença em Portugal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É interessante saber que em Portugal foram sendo nomeados de várias maneiras conforme o ângulo de análise: Muçulmanos (aqueles que se submetem a Deus); Islamitas (os que praticam o islamismo); Sarracenos (os que conquistaram a Península Ibérica); Mouros (os naturais do Maghrebe que se encontravam na Península Ibérica).</p>
<p style="text-align: justify;">Ao chegar na Península Ibérica (Al-Ândalus), os muçulmanos souberam aproveitar a decadência do reino visigótico que conquistaram em 711. Os Árabes chegaram até às Astúrias (montanhas a noroeste da Península Ibérica), onde se estabeleceram os povos cristãos peninsulares e donde irá partir mais tarde a expulsão dos invasores (Reconquista Cristã) e daí nasceria Portugal. Ainda avançaram para norte, no Reino Franco (atual França), mas acabaram recuando em Poitiers (732).</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe-se que no Gharb &#8211; território que vem a ser Portugal – “a estratégia de ocupação operada nesse território pelos primeiros muçulmanos basear-se-ia mais no estabelecimento de consensos e na elaboração de acordos com as populações”.</p>
<p style="text-align: justify;">Procuravam islamizar estas, que se denominarão Moçárabes. Estes gozavam de liberdade de culto, tinham leis próprias. Como havia muitos contatos entre as populações, as marcas árabes são muito diversificadas em toda a Península, como veremos depois.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o movimento da Reconquista, iniciado ainda no século VIII, os Árabes começaram a ser exterminados, ou escravizados. Houve, no entanto, alguns que foram protegidos pelos reis portugueses. Temos como exemplo a carta de foral que em 1170 o rei D. Afonso Henriques deu às populações mouriscas de Lisboa, Almada, Alcácer e Palmela, que se lhe submeteram. Quando eram muitos, como em Lisboa, Setúbal, Loulé, Silves, Beja, etc., viviam em comunas ou comuns governados por um alcaide. Aos bairros chamavam-se mourarias (este nome ainda hoje permanece num dos pitorescos bairros de Lisboa).</p>
<p style="text-align: justify;">Como os Judeus, usavam vestuário e sinais específicos. Nestes bairros estavam incomunicáveis com os cristãos entre o pôr e o nascer do sol e a partir do século XIV foram sujeitos a penas graves se contrariassem esta lei. Estas normas foram mantidas durante séculos, o rei D. Afonso Henriques teve um filho de uma moura e D. Afonso III uma filha. Ao contrário dos Judeus a principal ocupação era a agricultura, embora também fossem sapateiros, ferreiros, oleiros. Pagavam à Coroa duros impostos: de capitação, pago desde o nascimento; dízimo dos produtos colhidos em terra que explorassem; imposto sobre o gado, mel e cera; sobre todos os bens que usassem ou possuíssem; sobre o trabalho; sobre compra e venda, etc., etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Com D. Manuel I, em 1496, foram apanhados pelo decreto de Expulsão dos Judeus ou saíam do país ou se batizavam ao cristianismo, tomando o nome de mouriscos ou mudéjares. Muitos foram acusados de praticarem o islam pelo Tribunal da Inquisição. Todavia nos processos daquele Tribunal aparecem vários muçulmanos, alguns com nomes sesimbrenses e naturais da vila de Sesimbra, apanhados no século XVII nas malhas do Santo Ofício, embora por pouco tempo:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Manuel Rodrigues, marinheiro, cativo pelos mouros, fez corso contra cristãos, morador no Maranhão, Brasil.<br />
&#8211; António Cacheiro, marinheiro, morador em Sesimbra, filho de João Farto e de Catarina Gaspar.<br />
&#8211; Sebastião Correia Peixoto, morador em Mazagão, filho de Diogo Preto Peixoto e de Brites de Deus Correia.</p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos deixar de referir, pela sua crueldade, castigos infligidos aos Árabes: “…que se corte o pé ao mouro que fuja.”</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1249 o domínio árabe terminou definitivamente no território que hoje é Portugal e só em 1492 no Reino de Granada, na Espanha. A partir do século XVII há poucas informações de Árabes/Mouros, porque, ou se misturaram com a população portuguesa, ou conseguiram fugir para zonas muçulmanas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os Árabes/Muçulmanos: a Herança e seu Legado em Portugal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os Árabes/Muçulmanos entraram na Península Ibérica em 711 e focaram até 1249 em Portugal e 1492 na Espanha, tiveram uma influência grande em várias áreas, algumas das quais ainda hoje estão a ser estudadas. Todavia é preciso recordar vários aspectos: as marcas são maiores no sul mediterrânico, onde permaneceram mais tempo; durante séculos eles foram encarados como invasores e por isso a sua cultura desvalorizada e até destruída, como aconteceu, por exemplo, em Lisboa (Lisbûna em árabe).</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje depois de muitos estudos, há muitas escavações e por isso sabe-se que o legado islâmico no território que hoje é Portugal, embora menor que no oriente peninsular (Espanha), é imenso.</p>
<p style="text-align: justify;">O povo árabe nascido na Península arábica, devido ao comércio que praticava entre o oriente e ocidente, conheceu vários povos com culturas diversas, das quais fez uma amálgama, originando a cultura islâmica/árabe. Esta é influenciada por povos tão distintos como gregos, romanos, bizantinos, indianos, persas, egípcios, judeus, hindus e chineses.</p>
<p style="text-align: justify;">Da China os Árabes trouxeram para a Europa invenções importantes, como a bússola, um dos contributos para o avanço dos conhecimentos náuticos e geográficos em Portugal. Veio o papel, tendo fundado na Península Ibérica a primeira fábrica europeia; a pólvora, que contribuiu para revolucionar as técnicas militares. Divulgaram conhecimentos matemáticos, filosóficos e científicos, aos quais foram acrescentando novos conceitos de Álgebra, Medicina, Astronomia e Aritmética. Espalharam, por exemplo, o sistema de numeração arábico, a que chamamos árabe ou decimal.</p>
<p style="text-align: justify;">À semelhança dos Romanos mantiveram um estilo de vida mediterrânico, urbano, luxuoso, visível, não tanto em Portugal, mas nas mesquitas e nos palácios da Espanha, onde o tamanho, a decoração, as casas de banho, as fontes e os jardins manifestam fartura e riqueza. No entanto as cidades de Coimbra, Lisboa, Faro, Évora e outras, foram cidades islamizadas, onde ainda se encontram traços de muralhas, portas, traçados urbanos e vestígios de mesquitas.</p>
<p><figure id="attachment_4914" aria-describedby="caption-attachment-4914" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/faro.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4914 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/faro.jpg" alt="faro" width="600" height="450" title="A Presença Islâmica em Portugal 87" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/faro.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/faro-300x225.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/faro-160x120.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/faro-560x420.jpg 560w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/faro-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/faro-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/faro-180x135.jpg 180w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/faro-238x178.jpg 238w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4914" class="wp-caption-text">De acordo com alguns historiadores a Igreja de Santa Maria de Faro foi erguida sobre as fundações de uma mesquita. O edifício atual foi começado em 1251, dois anos após a reconquista cristã do povoado, por ordem do Arcebispo de Braga D. João Viegas.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Erigida sobre uma mesquita após a reconquista da cidade dos mouros pelo Rei D. Dinis, mas sabe-se que o edifício atual teria sido iniciado entre meados e finais do século XII. Mas em Mértola, a mesquita foi transformada e uma igreja, embora com algumas modificações.</p>
<p style="text-align: justify;">A Igreja Matriz de Mértola é um reaproveitamento cristão da antiga mesquita muçulmana dos séculos XII-XIII. Foi com os cavaleiros da Ordem de Santiago, em 1238, depois de sagrado para o uso do ritual cristão, que este edifício recebeu a sua primeira intervenção, que lhe alterou a sua primitiva configuração de mesquita.Hoje, a Matriz de Mértola apresenta uma temática mudéjar do século XVI. Mas, apesar disso, torna-se possível, a partir de certos elementos arquitetônicos e decorativos, reconstituir a mesquita.</p>
<p><figure id="attachment_4916" aria-describedby="caption-attachment-4916" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="wp-image-4916 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola.jpg" alt="mertola" width="600" height="459" title="A Presença Islâmica em Portugal 88" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola-300x230.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola-160x122.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola-549x420.jpg 549w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola-80x60.jpg 80w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4916" class="wp-caption-text">A antiga mesquita de Mértola, o mais emblemático monumento da cidade, foi construída na segunda metade do século XII, posteriormente foi transformada em uma igreja cristã: Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Mértola (Igreja Matriz).</figcaption></figure></p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola2.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4917 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola2.jpg" alt="mertola2" width="600" height="400" title="A Presença Islâmica em Portugal 89" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola2.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola2-300x200.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/mertola2-160x107.jpg 160w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Merece referência a estrutura quadrangular de cinco naves, com a central mais alargada, o nicho poligonal do “mihrab” – nome dado ao nicho que integra os grandes locais de oração muçulmanos e que tinha por finalidade indicar aos fiéis a direção de Makkah – com decoração de arcos polilobados em gesso, e as colunas de suporte da mesquita, ordenadas em fiadas de seis, que sustentavam as quatro sequências de arcos. Uma torre quadrangular, até aos finais do século XVII, foi a nota dominante nos cinco telhados de duas águas que cobriam o edifício.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, ainda subsistem quatro portas de arco ultrapassado com o seu alfiz. O seu exterior, com a frontaria coroada por ameias intercaladas por grandes coruchéus, deve-se ao reinado de D. Manuel. Não se conhece o artista que reconverteu a antiga mesquita, mas uma remodelação fechou o “mihrab” e algumas entradas.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro lugar onde podemos notar a forte influência da arquitetura árabe/islâmica é o Castelo de Silves, originalmente de construção árabe, que remonta ao século VIII. Constituído por muralhas de taipa e espessas torres, ergue-se, no centro, uma enorme cisterna com a abóbada abaulada e cinco arcos de volta inteira.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a língua portuguesa sofreu maior influência do Latim, então falado pelos romanos, no entanto o árabe é a segunda constituinte da língua portuguesa, do qual recebeu mais de mil palavras. Certamente vão reconhecer vários vocábulos: relacionados com pessoas, como alcaide, almoxarife, alferes, almirante, arrais, alfândega, atalaia, arsenal, harém, oxalá (queira Deus), salamaleque (do árabe”as-salam’alaik”= a paz esteja contigo); ligados à vida rural e à alimentação: azeitona, azeite, arroz, alfarrobeira, alfazema, alface, algodão, açúcar, açafrão, café, limão, açougue, nora, azenha, açude, alqueire, almude, arrátel, arroba; relativos às ciências: algarismo, álgebra; cáravo ou caravela, barco usado pelos portugueses na época dos Descobrimentos (depois do barinel e antes da nau); muitos nomes próprios: Algarve, Aljezur, Albufeira, Alcântara, Alfama, Azóia, Almoinha, Aiana, Alcorão, (o al significa o) etc., etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Há obras literárias, várias inéditas, que descrevem Lisboa como uma cidade bonita com palácios, mesquitas, jardins, termas e mercados. Há lendas de mouras encantadas, há poesia, como a de Ibne Amar, poeta de Silves. O Gharb (território muçulmano que vem a ser Portugal) seria certamente um sítio bom para viver, embora, como já referido, os vestígios sejam reduzidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um outro assunto curioso é o dos provérbios ou ditados populares: há-os das mais variadas proveniências quer ocidental, chinesa, indiana, mexicana ou árabe; têm uma força educativa considerável, talvez porque transmitem em poucas palavras a verdade das coisas e são universais; a cultura popular vai-se espalhando e por vezes perde-se a sua origem; também podem chegar através de um povo que lhes dá a paternidade; pode acontecer permanecer o sentido, mas mudarem os intervenientes devido à nova cultura; a influência também pode estar na forma de pensamento ou na organização das frases. Alguns exemplos:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; “Tal pai, tal filho”;<br />
&#8211; “Cada macaco em seu galho”;<br />
&#8211; “Casa de ferreiro, espeto de pau”;<br />
&#8211; “Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar”;<br />
&#8211; “Antes só que mal acompanhado”;<br />
&#8211; “Os cães ladram e a caravana passa”;<br />
&#8211; “Anda mouro na costa”. Recorda as investidas dos piratas berberes na costa portuguesa. Hoje refere-se a alguém que anda a rondar, interessado.<br />
&#8211; (Correr) “Seca e Meca”. É nitidamente árabe, pois Seca era a importante cidade de Córdova (Espanha) e Makkah a cidade santa. Quer dizer fazer muito e não adiantar nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando pensamos na economia muçulmana, ocorre-nos logo o seu contributo para uma agricultura de tipo mediterrânico, com introdução de plantas como árvores de fruto, arroz, oliveira, vinha, hortas e o uso de técnicas de regadio com a nora, azenha, canais de rega. Praticaram o comércio interno e internacional, desenvolveram várias indústrias, como a têxtil e a cerâmica. Voltando a Mértola no Alentejo, aí praticaram a pecuária; a cultura de trigo; o comércio fluvial no rio Guadiana e o escoamento da produção mineira próxima (das minas de S. Domingos).</p>
<p style="text-align: justify;">A arte árabe ou moçárabe em Portugal é sobretudo arte móvel, onde os arabescos (motivos geométricos estilizados) são o principal elemento decorativo, embora apareçam também representações vegetalistas e animais; as peças de cerâmica para o dia-a-dia sobressaem nesta produção artística.</p>
<p><figure id="attachment_4921" aria-describedby="caption-attachment-4921" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/sintra.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4921 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/sintra.jpg" alt="sintra" width="600" height="450" title="A Presença Islâmica em Portugal 90" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/sintra.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/sintra-300x225.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/sintra-160x120.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/sintra-560x420.jpg 560w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/sintra-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/sintra-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/sintra-180x135.jpg 180w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/sintra-238x178.jpg 238w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4921" class="wp-caption-text">Palácio Nacional de Sintra tem como características a forte influência do estilo árabe.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">A influência árabe também se verifica, por exemplo no Palácio da Vila (Sintra), no revestimento de paredes e chãos a azulejo e mosaico, com técnicas específicas e uma linda paleta de cores importadas da Espanha mourisca. Era uma decoração bonita e barata. No Algarve observa-se em certas regiões umas chaminés brancas com um rendilhado na parte superior. Embora sejam de hoje, lembram os trabalhos dos árabes que ali viveram.</p>
<p style="text-align: justify;">Das artes da construção – arquitetura militar e civil – nada chegou intacto até nós, mas muito tem sido estudado e até recuperado. Um dos casos relevantes é Mértola, onde tem havido restaurações que vão do Bairro à necrópole (espaços funerários) islâmica. Se estudamos patrimônio árabe construído é obrigatório recordar a abóbada e o arco de ferradura que embora fosse utilizado na Península Ibérica antes dos islâmicos, passou a ser a sua imagem que marca a presença da cultura islâmica. Em Portugal este arco aparece do Norte até ao Algarve.</p>
<p><figure id="attachment_4919" aria-describedby="caption-attachment-4919" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/monte_da_lua_sintra.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4919 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/monte_da_lua_sintra.jpg" alt="monte da lua sintra" width="600" height="399" title="A Presença Islâmica em Portugal 91" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/monte_da_lua_sintra.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/monte_da_lua_sintra-300x200.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/monte_da_lua_sintra-160x106.jpg 160w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4919" class="wp-caption-text">Palácio Nacional da Pena &#8211; Monte da Lua em Sintra, ricamente decorado com o estilo arquitetônico neo-islâmico.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">É importante não confundirmos a arte islâmica ou árabe, com a neo-árabe que é uma arte contemporânea (fins do século XIX) que pretendia imitar e recriar com luxo e exotismo a arquitetura muçulmana. Como por exemplo algumas obras neo-árabes: Praça de Touros de Lisboa, Salão árabe no Palácio da Bolsa no Porto, Pátio interior da Casa do Alentejo em Lisboa, e no Brasil o Pavilhão Mourisco no Rio de Janeiro, e a fachada do Mercado Municipal de Campinas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Cidade De </strong><b>Fátima</b></p>
<p style="text-align: justify;">O nome da cidade (antigamente aldeia e depois vila) vem do nome árabe Fátima (Fāţimah, Árabe: فاطمة ). Este era o nome de uma das filhas do profeta Muhammad ﷺ. Fátima é uma cidade Portuguesa, sede de uma Freguesia do Concelho de Ourém, pertencente ao Distrito de Santarém. Localiza-se aproximadamente a 123 km de Lisboa e a 187 km do Porto.</p>
<p style="text-align: justify;">O nome topográfico Fátima tem origem moura (árabe/muçulmana), segundo historiadores, Fátima era uma princesa Moura, que foi raptada aquando da reconquista cristã sob o comando de D. Afonso Henriques, tendo sido dada em casamento a um conde de Ourém (Gonçalo Hermigues), em 1158. A princesa recebeu então o nome de Oureana. De forma a homenagear os seus antepassados deu o nome de Fátima ao primeiro lugarejo que a acolheu e posteriormente o seu nome à Vila Nova de Ourém.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os Árabes/Muçulmanos em Sesimbra</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sesimbra é um município de cerca de 38000 habitantes espalhados por três freguesias, rodeado de elevações a norte, leste e oeste, banhado pelo Oceano Atlântico a Sul e a Oeste, localizado a uns 30 km a sul de Lisboa, ficando portanto na margem sul do rio Tejo e também à mesma distância da cidade de Setúbal. Também nestas terras a investigação tem contribuído para mostrar o legado islâmico. Há pouco tempo foi descoberta uma placa epigráfica árabe na gruta 4 de Maio: é de madeira compacta, retangular, com 58 centímetros de comprimento por 15,5 de largura e 1 centímetro de espessura.</p>
<p><figure id="attachment_4923" aria-describedby="caption-attachment-4923" style="width: 399px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/tabua2.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="wp-image-4923 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/tabua2.jpg" alt="tabua2" width="399" height="600" title="A Presença Islâmica em Portugal 92" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/tabua2.jpg 399w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/tabua2-200x300.jpg 200w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/tabua2-106x160.jpg 106w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/tabua2-279x420.jpg 279w" sizes="(max-width: 399px) 100vw, 399px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4923" class="wp-caption-text">Tabua encontrada em Sesimbra, com trechos do Alcorão em língua árabe.</figcaption></figure></p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/tabua.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4922 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/tabua.jpg" alt="tabua" width="418" height="600" title="A Presença Islâmica em Portugal 93" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/tabua.jpg 418w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/tabua-209x300.jpg 209w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/tabua-111x160.jpg 111w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/tabua-293x420.jpg 293w" sizes="(max-width: 418px) 100vw, 418px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo uma arabista esta placa poderia servir para o estudo do Corão e da língua árabe e é provavelmente do século XII, talvez da altura em que os cristãos conquistaram pela 1ª vez o Castelo de Sesimbra e por isso os árabes a esconderam. Numa outra gruta – Lapa do Fumo – ocupada desde a Pré-História e, na Idade Média por muçulmanos provenientes do Norte de África, foram encontrados oitenta quirates de prata, moedas islâmicas cunhadas em Silves (pelo menos algumas) no século XII e algumas panelas do mesmo século.</p>
<p style="text-align: justify;">Se estas marcas provam a presença muçulmana por estas paragens, a história de Portugal também. Como já sabemos esta ensina-nos que Portugal nasceu no século XII, que os reis de Portugal continuam o movimento da Reconquista iniciado no século IX, embora os Árabes nem sempre o permitam. D. Afonso Henriques, depois de conquistar Lisboa e Santarém em 1147, em 1165 passa o rio Tejo conquistando Palmela e chegando a Sesimbra a qual retoma dos mouros. Mas como a Reconquista é feita de avanços e recuos, ainda no século XII os muçulmanos reconquistam várias praças portuguesas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1201, Sesimbra recebe Carta de Foral (documento com os direitos e deveres duma povoação) do rei D. Sancho I. Assim, esta comunidade cristã, essencialmente rural, embora também ligada ao mar, vai-se desenvolvendo. O controlo militar, administrativo e a organização dos seus recursos e das suas gentes vai centrar-se no Castelo, entretanto reconstruído. Neste Castelo viveu uma população, ora influenciada pela cultura islâmica, ora pela cristã, como o provam as cisternas, os silos, um lagar, os vestígios de cerâmicas islâmicas (louças, telhas e até peças de jogo).</p>
<p><figure id="attachment_4913" aria-describedby="caption-attachment-4913" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Castillo_de_Sesimbra.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4913 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Castillo_de_Sesimbra.jpg" alt="Castillo de Sesimbra" width="600" height="298" title="A Presença Islâmica em Portugal 94" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Castillo_de_Sesimbra.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Castillo_de_Sesimbra-300x149.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Castillo_de_Sesimbra-160x79.jpg 160w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4913" class="wp-caption-text">Castelo de Sesimbra também conhecido como Castelo do Mouros.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">As marcas árabes são também visíveis na toponímia: ligada à pesca – xávega, almadravas, ou arrais; Azóia, Zambujal, Almoínha, Aiana, Alfarim, Amieira, Apostiça, Albufeira, Arrábida. Em expressões, como “Anda mouro na costa”, já referida no texto anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Próximo de Sesimbra fica a Serra da Arrábida e o Cabo Espichel. É provável, assim o dizem os especialistas, que o culto católico a Nossa Senhora do Cabo (Espichel) existente desde pelo menos o século XIV, e que ele seja uma reatualizarão do da época muçulmana em que já se organizavam peregrinações religiosas. Muito próximo dali fica a Ermida da Memória que tem forma cúbica e zimbório semiesférico, recordando a Kaaba na cidade sagrada de Makkah. O topônimo Arrábida em árabe significa convento fortificado para guardar fronteira, o que poderá lembrar o local onde habitavam homens que meditavam na grandeza de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Influências da Língua Árabe no Português</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Português é uma língua derivada dos dialetos latinos, românicos peninsulares ou simplesmente romance, que resultaram da mistura do latim vulgar, falado pelos soldados romanos, com os dialetos locais existentes na Península Ibérica à data da sua ocupação.</p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/textos.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4924 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/textos.jpg" alt="" width="600" height="393" title="A Presença Islâmica em Portugal 95" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/textos.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/textos-300x197.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/textos-160x105.jpg 160w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O Português sofre inevitavelmente a influência da Língua Árabe durante o período Islâmico. É não só muito influenciada pelos dialetos moçárabes falados no Sul da Lusitânia, que absorvem inúmeras palavras Árabes, como posteriormente pelos mudéjares que adotam o romance como sua língua. Apesar dos mais de 500 anos que durou a presença Árabe em Portugal essa influência refere-se essencialmente aos substantivos, pelo que não podemos falar de uma influência estrutural ou gramatical.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos de não substantivos absorvidos pelo português refiro o advérbio Até, os adjetivos Mesquinho e Azul, o pronome indefinido Fulano e três interjeições: Arre!, Rua! e Oxalá. Os substantivos, que a generalidade dos autores apontam para um número de cerca de 1.000, apresentam características fonéticas particulares.</p>
<p style="text-align: justify;">A grande maioria dos substantivos começa com o artigo definido Al (o ou a), muitas vezes com o l assimilado à consoante inicial do substantivo, concretamente quando esta é uma consoante solar.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/lingua-arabe.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4915 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/lingua-arabe.jpg" alt="lingua arabe" width="600" height="450" title="A Presença Islâmica em Portugal 96" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/lingua-arabe.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/lingua-arabe-300x225.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/lingua-arabe-160x120.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/lingua-arabe-560x420.jpg 560w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/lingua-arabe-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/lingua-arabe-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/lingua-arabe-180x135.jpg 180w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/lingua-arabe-238x178.jpg 238w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a>No alfabeto Árabe não existem vogais, mas apenas consoantes, e as consoantes dividem-se em consoantes lunares e consoantes solares. As consoantes lunares não têm influência na pronúncia do l do artigo Al, quando constituem a letra inicial da palavra, como por exemplo em Alferes (o cavaleiro), Almeida (a mesa) ou Alcântara (a ponte).</p>
<p style="text-align: justify;">Mas as consoante solares quando colocadas na mesma posição assimilam o l do artigo Al, duplicando o seu valor. Por exemplo Azeite escreve-se Alzeite em Árabe, mas pronuncia-se Azzeite pelo facto de o z ser uma consoante solar. Daí a origem de termos como Azulejo, Açorda ou Atalaia.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras formas comuns de início de termos de origem Árabe são as palavras que começam por x (Xadrez, Xarope ou Xerife) ou por enx (Enxaqueca,Enxoval ou Enxofre).<br />
Outras palavras são caracterizadas pela terminação, como as que terminam em i (Javali, Mufti ou Sufi), em il (Cordovil, Mandil ou Anil), em im (Alecrim, Carmesim ou Cetim) e as terminadas em afe ou aque (Alcadafe, Almanaque ou Atabeque).</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas consoantes Árabes não entram nos vocábulos portugueses por uma questão de não se adaptarem à forma de pronunciar do português, como o hque geralmente se transforma em f, como em Alfama (do Árabe Alhammam), Alfazema (do Árabe Alhuzaima) ou Alface (do Árabe Alhassa).</p>
<p style="text-align: justify;">Os substantivos podem ser agrupados em várias categorias, maioritariamente relativas a inovações ou contributos que os Árabes introduziram na nossa sociedade, e a topónimos, que se observam de Norte a Sul do País e que muitas vezes aportam informações sobre o passado das próprias localidades.</p>
<p style="text-align: justify;">No primeiro caso refiram-se as designações de cargos públicos (Alcaide, Almoxarife ou Alferes), termos de tipologias de edificações (Alcácer, Alcáçova ou Aljube), de construção (Alvenaria, Azulejo ou Açoteia), de instituições administrativas (Aldeia, Arrabalde ou Alfândega), de plantas (Arroz,Alfazema ou Alfarroba), de frutos (Tâmara, Romã ou Ameixa), de profissões (Alfaiate, Almocreve ou Alfaqueque), de termos relacionados com a agricultura (Enxada, Alcatruz ou Azenha), com a atividade militar (Adaga, Arsenal ou Arrebate), de termos médicos (Xarope, Enxaqueca ou Chá), de termos geográficos (Azinhaga, Lezíria ou Albufeira), de unidades de medida (Alqueire, Arroba ou Arrátel), de animais (Alcatraz, Lacrau ou Javali), de adereços (Alfinete, Almofada ou Alcatifa), de instrumentos musicais (Adufe, Alaúde ou Rabeca), de produtos agrícolas e industriais (Azeite, Álcool ou Alcatrão), das ciências exatas (Álgebra, Algarismo ou Cifra).</p>
<p style="text-align: justify;">No caso dos topônimos, para além da grande maioria de termos iniciados pelo artigo Al ou pela sua forma com o l assimilado, existem outros com origem comum, que podemos agrupar.</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, os topônimos iniciados por Ode (do Árabe Ued ou Rio), como Odemira, Odeceixe ou Odeleite. Os iniciados por Ben (em Árabe Ben ou Ibn significa Filho, mas em toponímia tem o significado de Lugar), como Bensafrim, Benfarras ou Benamor. A título de curiosidade refiram-se alguns topônimos de origem Árabe com indicação do seu significado:</p>
<p style="text-align: justify;">Albarraque (Albarrak, ou o brilhante), Albufeira (Albuhaira, ou a pequena barragem), Alcácer (Alqassr, ou o castelo), Alcáçovas (Alqassba, ou a cidadela fortificada), Alcaidaria (a chefia), Alcaide (o chefe), Alcains (Alkanissa, ou a igreja), Alcântara (a ponte), Alcantarilha (diminutivo de Alcântara),Alcaria (a aldeia), Alcobaça (Alkubasha, ou os carneiros), Alcochete (Alqucha, ou o forno), Alcoentre (Alqunaitara, ou a ponte pequena), Alfama(Alhammam, ou os banhos), Alfambras (Alhamra, ou a vermelha), Alfarim (Alfarish, ou corte de floresta, no sentido de industria madeireira),Alfarrobeira (Alharruba, o mesmo que em português), Alferce (a picareta), Algarve (Algharb, ou o Ocidente), Algeruz (o canal), Algés (Aljaich, ou o exército), Algueirão (Aljairan, ou as grutas), Alhandra (Alhammam, ou os banhos), Aljezur (Aljazair, ou as ilhas), Almacave (Almaqabara, ou os cemitérios), Almada (Almadin, ou a mina), Almansil (a estalagem), Almargem (Almarjan, ou o prado), Almedina (a cidade), Almoçageme (Almassjid, ou a mesquita), Almodôvar (Almudura, ou o cercado redondo), Alqueidão (Alhaima, ou a tenda), Alvaiázere (Albaiaz, ou o falcoeiro), Alvalade(Albalad, ou o campo), Alverca (Albirka, ou o pântano), Alvor (Albir, ou o poço), Alvorge (Alburj, ou a torre), Arrábida (lugar de oração), Asseca(caminho recto e plano), Atalaia (lugar alto de onde se exerce vigilância), Azambuja (o zambujeiro), Azeitão (zona de produção de azeite), Azóia (Azauia, ou lugar de oração), Bensafrim (Ben Safarin, ou lugar dos feiticeiros), Bobadela (Bu abdallah, ou filho do escravo de Deus), Boliqueime (Bu Alhakim, nome próprio), Cacém (nome próprio, que significa aquele que testemunha), Caneças (Kanissa, ou igreja), Cuba (pequena torre), Faro (Harun, nome próprio), Fátima (nome da filha do Profeta Muhammad), Loulé (Al’ulia, ou a alta), Mafamude (Mahmmud, um dos nome do Profeta), Mafra (Mahfra, ou cova),Malhada (lugar de travessia de um rio), Marvão (Marwan, nome próprio), Massamá (Maktamá, ou nascente de água), Mesquita (Massjid, o mesmo que em português), Messejana (prisão), Odemira (Ued Amira, ou rio da princesa), Palmela (Bismillah, ou em nome de Deus), Queluz (vale da amendoeira), Safara (Sahara, ou deserta), Salema (Salama, ou paz).</p>
<p style="text-align: justify;">*** Os moçárabes (do árabe مستعرب musta&#8217;rib, &#8220;arabizado&#8221;‎)[1] eram cristãos ibéricos que viviam sob o governo muçulmano no Al-Andalus. Os seus descendentes não se converteram ao Islam, mas adoptaram elementos da língua e cultura árabe. Eram principalmente católicos romanos de rito visigótico ou moçárabe.</p>
<p style="text-align: justify;">*** Mudéjar é um termo que deriva da palavra em árabe: مدجّن [mudaǧǧan] que significa &#8220;doméstico&#8221; ou &#8220;domesticado&#8221; e que se utiliza para designar os muçulmanos ibéricos que permaneceram vivendo em território conquistado pelos cristãos, e sob o seu controlo político, durante o longo processo da chamada Reconquista, que se desenvolveu ao longo da Idade Média na península Ibérica. A estes muçulmanos foi permitido prosseguir a prática da sua religião, utilizar o seu idioma e manter os seus costumes. Durante a Idade Moderna foram obrigados a converter-se ao cristianismo, passando assim a denominar-se mouriscos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resumo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A presença muçulmana em Portugal desenvolveu-se os centros urbanos de al-Usbuna (Lisboa) e Santarin (Santarém). No Baixo Alentejo, as cidades de Baja (Beja) e Martula (Mértola) e, no Algarve — onde a presença muçulmana se manteve por seis séculos — surgiram Silb (Silves) e Santa Mariya al-Harum (Faro). Os árabes — designação genérica de um conjunto de populações berberes, sírias, egípcias e outras — substituíram os antigos senhores visigodos. Mostraram-se, em geral, tolerantes com os usos e costumes locais, admitindo as práticas religiosas das populações submetidas e criando condições para os frutíferos contatos econômico e cultural que se estabeleceram entre cristãos e muçulmanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os vestígios materiais da longa permanência muçulmana ficam aquém das expectativas, principalmente porque a política cristã de reconquista foi a de &#8220;terra arrasada&#8221;. Cada localidade retomada aos árabes era destruída e os objetos e construções queimados em fogueiras que ardiam durante dias. Mas restaram alguns elementos que atestam este período da vida portuguesa, principalmente nas muralhas e castelos, bem como no traçado de ruelas e becos de algumas cidades do sul do país. Não restaram grandes monumentos, fato que se explica pela situação periférica do território português em relação aos grandes centros culturais islâmicos do sul da península.</p>
<p style="text-align: justify;">A igreja matriz de Mértola é a única estrutura em que se reconhecem os traços de uma mesquita. São testemunhos da ascendência árabe os terraços das casas algarvias, as artes decorativas, os azulejos, os ferros forjados e os objetos de luxo: tapetes, trabalhos de couro e em metal. Com a tradução de inúmeras obras científicas, desenvolveram-se a química, a medicina e a matemática, sendo de origem árabe o sistema de numeração ocidental. A influência árabe foi particularmente importante na vida rural, sendo determinante o desenvolvimento de técnicas de regadio a partir de usos peninsulares e romanos. Através da introdução de novas plantas — o limoeiro, a laranjeira azeda, a amendoeira, provavelmente o arroz, e do desenvolvimento da cultura da oliveira, da alfarrobeira e da plantação de grandes pomares (são famosos os figos e uvas do Algarve e as maçãs de Sintra) reforçaram a vocação agrícola da região mediterrânea.</p>
<p style="text-align: justify;">A ocupação islâmica não provocou alterações na estrutura linguística que se manteve latina, mas contribuiu com mais de 1000 vocábulos, sobretudo substantivos referentes a vestuário, mobiliário, agricultura, instrumentos científicos e utensílios diversos. As constantes lutas internas, além das cíclicas tentativas de fragmentação do estado islâmico peninsular, contribuíram para o avanço cristão que, lentamente, foi empurrando os muçulmanos para sul. A luta entre cristãos e muçulmanos arrastou-se, com avanços e recuos, ao longo de seis séculos, sendo o Algarves acrescentado ao território português em 1249, no reinado de Afonso III.</p>
<p style="text-align: justify;">Os numerosos descendentes dos árabes que, após a Reconquista, permaneceram em Portugal, viviam nas mourarias, arrabaldes semi-rurais junto dos muros das cidades e vilas, das quais se conserva a memória, nos nomes e nas plantas de mais de vinte localidades, como Lisboa e muitas outras ao sul do Tejo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que o ocidente tente esconder a contribuição dos muçulmanos no desenvolvimento do conhecimento e das ciências no mundo, cada vez mais podemos notar que a história por si só nos revela que os muçulmanos impulsionados pelo Islam, contribuíram e muito para o desenvolvimento da sabedoria para toda a humanidade.</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #339966;"><em>Esta é uma lista de nomes de cidades, vilas e freguesias portuguesas em árabe (sendo que em algumas situações o nome atual deriva diretamente do topônimo árabe):</em></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: center;">
<table style="width: 621px; background-color: #f9f9f9; border-collapse: collapse; border: none; height: 8003px;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td style="border: 1pt solid #aaaaaa; background-color: #f2f2f2; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; text-align: center; line-height: 14.4pt;" align="center"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><b>Povoação portuguesa</b></span></p>
</td>
<td style="border-style: solid solid solid none; border-top-color: #aaaaaa; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-top-width: 1pt; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; background-color: #f2f2f2; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; text-align: center; line-height: 14.4pt;" align="center"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"><b>Nome árabe</b></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;">Alandroal</span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;">Albarraque</span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Albarrol (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Albarrol&amp;action=edit&amp;redlink=1" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Albarrol</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;">Albufeira</span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Buhera</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;">Alburitel</span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcabideche" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcabideche" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcabideche</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Qibdhaq</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcácer do Sal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alc%C3%A1cer_do_Sal" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcácer do Sal</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Qasr-al-Baja ou al-Qasr abu Danis (<b><span dir="RTL">قصر أبي دانس</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcáçovas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alc%C3%A1%C3%A7ovas" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcáçovas</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Qasba</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcafache" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcafache" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcafache</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcafozes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcafozes" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcafozes</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcains" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcains" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcains</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Kanisa</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcanede" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcanede" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcanede</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid none none; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 0.75pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcanena" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcanena" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcanena</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: solid solid solid none; border-top-color: #aaaaaa; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-top-width: 1pt; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcântara (Lisboa)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alc%C3%A2ntara_(Lisboa)" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcântara</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Qantara</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcantarilha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcantarilha" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcantarilha</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">diminutivo de al-Qantara</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcaria" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcaria" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcaria</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Qariya</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcobaça (Portugal)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcoba%C3%A7a_(Portugal)" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcobaça</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Qubasha (<i>carneiro</i>); também pode derivar do latim <i>Helicobatia</i></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcobertas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcobertas" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcobertas</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcochete" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcochete" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcochete</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcoentre" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcoentre" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcoentre</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcofra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcofra" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcofra</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcoitão (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Alcoit%C3%A3o&amp;action=edit&amp;redlink=1" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcoitão</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcongosta" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcongosta" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcongosta</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcorochel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcorochel" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcorochel</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcôrrego" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alc%C3%B4rrego" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcôrrego</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcoutim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcoutim" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcoutim</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">derivado do latim Alcoutinium, manteve-se durante a ocupação muçulmana</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alcôrrego" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alc%C3%B4rrego" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alcôrrego</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alfama" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfama" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alfama</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Hamma (<i>fonte</i>, <i>lugar de banhos</i>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alfarelos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfarelos" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alfarelos</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alfarrobeira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfarrobeira" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alfarrobeira</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alfeizerão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfeizer%C3%A3o" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alfeizerão</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alfena" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfena" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alfena</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alferce" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alferce" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alferce</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alferrarede" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alferrarede" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alferrarede</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alfornelos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfornelos" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alfornelos</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Algarve" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Algarve" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Algarve</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Gharb</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Algés" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alg%C3%A9s" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Algés</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Jeis</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Algeriz" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Algeriz" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Algeriz</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Algoz" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Algoz" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Algoz</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Ghuz (<b><span dir="RTL">ﺰ</span>‎<span dir="RTL">ﻐ</span>‎<span dir="RTL">ﻠ</span>‎<span dir="RTL">ا</span></b><span dir="RTL"> </span>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Algueirão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Algueir%C3%A3o" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Algueirão</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Gar</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alhandra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alhandra" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alhandra</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Hamma (<i>fonte</i>, <i>lugar de banhos</i>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Aljazede (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Aljazede&amp;action=edit&amp;redlink=1" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Aljazede</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Aljezur" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aljezur" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Aljezur</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Jazirah (<b><span dir="RTL">ﺮ</span>‎<span dir="RTL">ﺰ</span>‎<span dir="RTL">ﺠ</span>‎<span dir="RTL">ﻠ</span>‎<span dir="RTL">ا</span></b><span dir="RTL"> </span><i>ilha</i>, <i>península</i>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Aljustrel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aljustrel" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Aljustrel</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Lustr</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Aljubarrota" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aljubarrota" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Aljubarrota</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Almacave" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Almacave" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Almacave</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Mugabar (<i>cemitério</i>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Almaceda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Almaceda" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Almaceda</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Almada" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Almada" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Almada</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Hisn al-Madin (<b><span dir="RTL">حصن المعدن</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Almancil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Almancil" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Almancil</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Almargem do Bispo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Almargem_do_Bispo" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Almargem do Bispo</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Marje</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Almagreira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Almagreira" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Almagreira</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Almeirim (Portugal)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Almeirim_(Portugal)" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Almeirim</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Mairim (talvez um antropónimo)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Almendra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Almendra" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Almendra</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Almendres (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Almendres&amp;action=edit&amp;redlink=1" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Almendres</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Almodôvar" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Almod%C3%B4var" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Almodôvar</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Mudawwar (<b><span dir="RTL">المدوّر</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Almofala" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Almofala" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Almofala</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Almoster" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Almoster" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Almoster</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Monasterium (contracção do artigo definido árabe <i>al-</i> com o substantivo latino <i>monasterium</i>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alpalhão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alpalh%C3%A3o" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alpalhão</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alpiarça" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alpiar%C3%A7a" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alpiarça</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid none none; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 0.75pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alportel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alportel" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alportel</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: solid solid solid none; border-top-color: #aaaaaa; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-top-width: 1pt; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alqueva" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alqueva" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alqueva</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alqueidão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alqueid%C3%A3o" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alqueidão</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Qaiatun (<i>tenda; passagem estreira</i>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alvados" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvados" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alvados</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alvaiázere" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvai%C3%A1zere" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alvaiázere</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Baiaq</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alvalade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvalade" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alvalade</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Balat</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alvelos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvelos" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alvelos</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alvendre" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvendre" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alvendre</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alverca" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alverca" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alverca</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Birka ou al-Borka</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alviobeira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alviobeira" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alviobeira</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alvito" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvito" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alvito</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alvite" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvite" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alvite</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alvites" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvites" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alvites</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alviela" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alviela" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alviela</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alvor" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvor" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alvor</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Albur</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alvorge" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvorge" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alvorge</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-burj, (<b><span dir="RTL">البرج</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Alvorninha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alvorninha" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Alvorninha</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Arrábida" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arr%C3%A1bida" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Arrábida</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Atianha (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Atianha&amp;action=edit&amp;redlink=1" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Atianha</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Azeitão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Azeit%C3%A3o" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Azeitão</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Azinhaga" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Azinhaga" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Azinhaga</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Beja" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Beja" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Beja</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Bajah az-Zayt (<b><span dir="RTL">باجة الزيت</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Bensafrim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bensafrim" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Bensafrim</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Benfica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Benfica" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Benfica</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Bobadela" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bobadela" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Bobadela</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">abu &#8216;Abd Allah (<b><span dir="RTL">أبو عبد الله</span></b>, <i>filho do servo de Allah</i>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Cacela" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cacela" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Cacela</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Hisn-Qastalla</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Cacém" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cac%C3%A9m" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Cacém</span></a> / <a title="Santiago do Cacém" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santiago_do_Cac%C3%A9m" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Santiago do Cacém</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Qashim (<i>divisão</i>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Caia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caia" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Caia</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Qaya</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Caneças" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cane%C3%A7as" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Caneças</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Kanisa (<a title="Igreja" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">igreja</span></a>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Castro Marim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_Marim" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Castro Marim</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Qasruh</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Coimbra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coimbra" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Coimbra</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;"><a title="Kulūmriyya" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kul%C5%ABmriyya" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">al-Qulumriyya</span></a> (<b><span dir="RTL">قلمريّة</span></b>), ou mais raramente Kuwīmbrā (<b><span dir="RTL">كويمبرا</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Elvas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Elvas" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Elvas</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Bash</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Évora" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89vora" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Évora</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Yabura (<b><span dir="RTL">يابرة</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Santiago da Guarda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santiago_da_Guarda" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Façalamim</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Actualmente, <a title="Santiago da Guarda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santiago_da_Guarda" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">Santiago da Guarda</span></a>. O nome anterior, muçulmano, significa &#8220;Foice do Amim&#8221;.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Faro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Faro" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Faro</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"><b><a title="História de Faro" href="#Per.C3.ADodo_.C3.81rabe"><span style="color: #339966;">al-Farun</span></a></b> ou al-Harun (<b><span dir="RTL">فارو</span></b>)<br />
al-Uqshunuba [Ossónoba] (<b><span dir="RTL">أخشونبة</span></b>)<br />
Shantamariyyat al-Gharb [Santa Maria do Ocidente/Santa Maria do Algarve] (<b><span dir="RTL">شنتمريّة الغرب</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Fátima (Ourém)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1tima_(Our%C3%A9m)" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Fátima</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Fatimah (<b><span dir="RTL">فاطمة</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Idanha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Idanha" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Idanha</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Antaniya</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Juromenha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Juromenha" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Juromenha</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Julumaniya</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Lagos (Portugal)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lagos_(Portugal)" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Lagos</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Zawiya</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Lisboa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lisboa" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Lisboa</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"><b><a title="Al-Uśbuna" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Al-U%C5%9Bbuna" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">al-Ushbuna</span></a></b> (<b><span dir="RTL">الأشبونة</span></b>) raramente al-Lishbuna (<b><span dir="RTL">لشبونة</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Loulé" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Loul%C3%A9" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Loulé</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-&#8216;Ulyâ (<b><span dir="RTL">ﺎ</span>‎<span dir="RTL">ﻴ</span>‎<span dir="RTL">ﻠ</span>‎<span dir="RTL">ﻌ</span>‎<span dir="RTL">ﻟ</span>‎<span dir="RTL">ﺍ</span>‎</b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Marachique" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marachique" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Marachique</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Marajiq</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Marvão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marv%C3%A3o" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Marvão</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Marwan (<b><span dir="RTL">مروان</span></b>), de <a title="Ibn Marwan" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ibn_Marwan" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">Ibn Marwan</span></a></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Massamá" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Massam%C3%A1" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Massamá</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Massamah (<i>que está no alto</i>; <i>lugar onde se toma boa água</i>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Mértola" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9rtola" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Mértola</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;"><a title="Mārtula" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C4%81rtula" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">al-Martulah</span></a> (<b><span dir="RTL">مارتلة</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Messejana" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Messejana" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Messejana</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Masjana (<i>cárcere, prisão</i>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Monsanto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monsanto" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Monsanto</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Munt Shiyun (do <a title="Latim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Latim" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">latim</span></a> Mons Sanctus)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Moscavide" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moscavide" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Moscavide</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Masqba</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Moura" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moura" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Moura</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;"><a title="Al-Manijah" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Al-Manijah" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">al-Manijah</span></a> ou al-Maura</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Odeceixe" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Odeceixe" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Odeceixe</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Odeleite" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Odeleite" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Odeleite</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">wadi-Lait</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Odemira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Odemira" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Odemira</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Uadhra</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Odiáxere" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Odi%C3%A1xere" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Odiáxere</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Odivelas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Odivelas" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Odivelas</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">wadi-Bala&#8217;a</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Olhão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Olh%C3%A3o" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Olhão</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Hain</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Oriola" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oriola" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Oriola</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Uryūlâ (<b><span dir="RTL">أريولة</span></b>), Ūryūlâ (<b><span dir="RTL">أوريولة</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Paderne" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paderne" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Paderne</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Bantar (<b><span dir="RTL">ﺮ</span>‎<span dir="RTL">ﻄ</span>‎<span dir="RTL">ﻨ</span>‎<span dir="RTL">ﺑ</span>‎</b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Palmela" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Palmela" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Palmela</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;"><a title="Basmala" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Basmala" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;"> </span></a></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Portimão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Portim%C3%A3o" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Portimão</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Burj Munt (Monte da Torre)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Porto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Porto" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Porto</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Burtuqal (<b><span dir="RTL">برتقال</span></b>), ou mais raramente, Ūbūrtū (<b><span dir="RTL">أوبورتو</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Queluz (Sintra)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Queluz_(Sintra)" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Queluz</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Qâlluz (<i>vale da amendoeira</i>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Ribeira de Alcalamouque (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Ribeira_de_Alcalamouque&amp;action=edit&amp;redlink=1" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Ribeira de Alcalamouque</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Sacavém" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sacav%C3%A9m" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Sacavém</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #339966;"><b><a title="História de Sacavém" href="#Dom.C3.ADnio_mu.C3.A7ulmano"><span style="color: #339966;">aš-Šaqaban</span></a></b> (<b><span dir="RTL">شقبان</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Sagres (Vila do Bispo)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sagres_(Vila_do_Bispo)" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Sagres</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Saqris</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Santa Iria de Azóia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Iria_de_Az%C3%B3ia" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Santa Iria de Azóia</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Zawiya (<b><span dir="RTL">الزاوية</span></b>) [al-Taytal]</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Santarém (Portugal)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santar%C3%A9m_(Portugal)" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Santarém</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;"><a title="Santarin" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santarin" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">as-Shantariyn ou Santaryn</span></a> (<b><span dir="RTL">شنترين</span></b>) (<i>[cidade de] <a title="Santa Iria" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Iria" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">Santa Iria</span></a> / <a title="Santa Irene" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Irene" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">Santa Irene</span></a></i>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="São Brás de Alportel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Br%C3%A1s_de_Alportel" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">São Brás de Alportel</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Šanbras (<b><span dir="RTL">ﺲ</span>‎<span dir="RTL">ﺮ</span>‎<span dir="RTL">ﺒ</span>‎<span dir="RTL">ﻨ</span>‎<span dir="RTL">ﺷ</span>‎</b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="São Miguel de Alcainça" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Miguel_de_Alcain%C3%A7a" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">São Miguel de Alcainça</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">al-Kanisa (<a title="Igreja" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">igreja</span></a>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Segura" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Segura" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Segura</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Šaqūrâ (<b><span dir="RTL">شقورة</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Serpa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Serpa" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Serpa</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">Shirba</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Silves (Portugal)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Silves_(Portugal)" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Silves</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;"><a title="Silb" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Silb" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #339966;">as-Shilb</span></a> (<b><span dir="RTL">شلب</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Sintra" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sintra" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Sintra</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">as-Shantara</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Tavira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tavira" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Tavira</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">at-Tabira</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Terena (São Pedro)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Terena_(S%C3%A3o_Pedro)" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Terena</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">at-Talanna</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Tunes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tunes" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Tunes</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">at-Tunis (<b><span dir="RTL">تونس</span></b>)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-style: none solid solid; border-right-color: #aaaaaa; border-bottom-color: #aaaaaa; border-left-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; border-bottom-width: 1pt; border-left-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;"><a title="Vila Franca de Xira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_Franca_de_Xira" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">Vila Franca de Xira</span></a></span></p>
</td>
<td style="border-style: none solid solid none; border-bottom-color: #aaaaaa; border-bottom-width: 1pt; border-right-color: #aaaaaa; border-right-width: 1pt; padding: 2.4pt;">
<p style="margin: 12pt 0cm; line-height: 14.4pt;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #339966;">as-Shirush</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>O Emirado da Sicília &#8211; Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico</title>
		<link>https://markaz.org.br/o-emirado-da-sicilia-transmissao-do-conhecimento-cientifico-e-cultural-islamico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Feb 2019 14:58:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[história islâmica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><a rel="nofollow" href="https://markaz.org.br">Portal IslamBR</a><br />
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<p>Emirado da Sicília (إمارة صقلية) Imarat Siqilliyya A Sicília, juntamente com o sul da Itália, também foi uma das rotas mais importantes da civilização islâmica para a Europa. Os muçulmanos conquistaram Palermo (Árabe: بَلَرْم‎, Balarm), capital da Sicília, em (216 AH / 831 d.C.) e a governaram até (485 AH / 1092 d.C.), ou seja, [&#8230;]</p>
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<p style="text-align: justify;"><strong>Emirado da Sicília (إمارة صقلية) Imarat Siqilliyya</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Sicília, juntamente com o sul da Itália, também foi uma das rotas mais importantes da civilização islâmica para a Europa. Os muçulmanos conquistaram Palermo (Árabe: بَلَرْم‎, Balarm), capital da Sicília, em (216 AH / 831 d.C.) e a governaram até (485 AH / 1092 d.C.), ou seja, cerca de 260 anos, durante os quais a vida na Sicília teve uma forte influência árabe islâmica.</p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_00000.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4784 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_00000.jpg" alt="islamBR italia 00000" width="418" height="600" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 103" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_00000.jpg 418w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_00000-209x300.jpg 209w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_00000-111x160.jpg 111w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_00000-293x420.jpg 293w" sizes="(max-width: 418px) 100vw, 418px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Durante esses anos, os muçulmanos estavam interessados no desenvolvimento e construção e estavam ansiosos para introduzir aspectos da civilização, como mesquitas, palácios, casas de banho, hospitais, mercados e castelos. Grandes indústrias, como a de papel, construção naval e mineração foram introduzidas. As ciências e as artes progrediram na Sicília, e os alunos imigraram da Europa para a Sicília em busca do conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seguida, a cidade se transformou em um importante centro através do qual a herança islâmica transferiu-se para o Ocidente. Também teve início o movimento de tradução do árabe para o latim, semelhante ao realizado na Andaluzia.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o governo islâmico da ilha tenha terminado no final do século XI, a civilização islâmica continuou sob os cuidados dos reis normandos, sob cuja proteção viveram muitos estudiosos muçulmanos, como o sábio geógrafo Muhammad Al Idrissi, que desenhou para Rogério II (1130 -1154 d.C.), o mapa do mundo como ele era conhecido no seu tempo em um círculo de prata lisa.</p>
<p><figure id="attachment_4785" aria-describedby="caption-attachment-4785" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000001.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4785 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000001.jpg" alt="islamBR italia 000001" width="650" height="295" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 104" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000001.jpg 650w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000001-300x136.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000001-160x73.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000001-640x290.jpg 640w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4785" class="wp-caption-text">A Tabula Rogeriana, elaborado por al-Idrisi para Rogério II da Sicília em 1154, um dos mapas do mundo antigo mais avançados.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Al Idrissi também escreveu o livro “Nuzhat al-Mushtaq fi ikhtiraq al-Afaq (A jornada dos aspirantes a penetrar os horizontes), que descreve este mapa. Em seu livro “A história da literatura árabe geográfica”, o orientalista russo Kratchkovski comentou sobre este livro.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando de Rogério, ele disse: &#8220;E seu encargo a um cientista árabe em particular para fazer uma descrição do mundo como ele era conhecido naquela época é uma prova clara da superioridade da civilização árabe naquela época, e do reconhecimento desta superioridade da parte de todos. O Tribunal dos normandos na Sicília era oriental em sua metade, se não mais.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">A nova cultura islâmica atraiu os europeus, e seu impacto continuou durante o governo dos normandos. A vida na corte da Sicília &#8211; especialmente durante o reinado de Rogério II e Frederico II &#8211; foi próspera e elegante, e tinha como objetivo aproximar-se de Córdoba. Os dois reis adotaram o estilo de vestir e o modo de vida árabe.</p>
<p style="text-align: justify;">Os governantes normandos da Sicília tiveram assessores e funcionários árabes e muçulmanos, e estudiosos de Bagdá e da Síria estiveram sob o estandarte deles. Mais ainda, três reis normandos na Sicília receberam títulos árabes, Rogério II carregou o título de &#8220;Al-Mu&#8217;tazbillah&#8221;, Guilherme I recebeu o título de &#8220;Al-Hadi biamrillah&#8221;, e William II &#8220;Almusta&#8217;iz billah&#8221;. E estes títulos apareceram em suas inscrições.</p>
<p><figure id="attachment_4787" aria-describedby="caption-attachment-4787" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000003.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4787 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000003.jpg" alt="islamBR italia 000003" width="650" height="434" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 105" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000003.jpg 650w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000003-300x200.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000003-160x107.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000003-629x420.jpg 629w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000003-537x360.jpg 537w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000003-640x427.jpg 640w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4787" class="wp-caption-text">Detalhes em escrita árabe no Manto de Rogério II.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000002.png" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4786 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000002.png" alt="islamBR italia 000002" width="650" height="327" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 106" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000002.png 650w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000002-300x151.png 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000002-160x80.png 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000002-640x322.png 640w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a> Manto de Rogério II da Sicília (22 de dezembro de 1095 – 26 de fevereiro de 1154) foi o primeiro rei da Sicília, de 1130 a 1154, viveu sua infância em Palermo e teve preceptores gregos e árabes, tanto que aprendeu a língua grega, o latim e o árabe,neste manto podemos notar os traços da arte árabe islâmica, nele existe inscrições em língua árabe e é ricamente decorado com aspectos da arte árabe islâmica.</p>
<p style="text-align: justify;">Rogério II, (Rujari), ficou conhecido por ter unido todas as conquistas normandas em um único reino, fundador do Reino das duas Sicílias. Admirador do Islam, Rogério II (Rujari) governou com a ajuda de vários intelectuais muçulmanos, entre eles Al-Idrisi, e tentou impedir as perseguições aos muçulmanos praticadas por bispos e barões cristãos em seu reino.</p>
<p style="text-align: justify;">Frederico II (1194 &#8211; 1230 d.C.) foi coroado imperador do Sacro Império Romano em 1220 d.C., mas ele preferiu viver na Sicília, ele tinha um interesse especial em ciências e encorajou as discussões científicas e filosóficas. Foi ele quem fundou a Universidade de Nápoles em 1224 d.C., que tinha um grande número de manuscritos árabes. As culturas árabe e islâmica se espalharam nas universidades europeias, incluindo a de Paris e Oxford, e vários livros foram traduzidos do árabe para o latim.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os tradutores: Stephen de Antioquia (1127 d.C.), Adelardo de Bath (cerca de 1133 d.C.), e Michael Scot, que traduziu livros para o rei Frederico II, incluindo Ibn Rushd. O rei de Nápoles, Carlos I se interessou na tradução dos livros árabes de medicina para o latim e criou uma instituição que compreende experientes tradutores, tais como Faraj ibn Salem, Mussa de Salerno, bem como os escribas e revisores.</p>
<p style="text-align: justify;">Os livros de “Al-Hawi” de Al-Razi e “Taqwim al-Abdan” por Ibn Jizla foram traduzidos nesta instituição. A Sicília foi preparada para a transferência do pensamento antigo e contemporâneo. Entre os seus habitantes havia quem sabia o idioma árabe e o idioma grego, juntamente com alguns intelectuais que sabia latim. A Sicília era filiada ao Império Bizantino e teve alguns aspectos culturais gregos.</p>
<p style="text-align: justify;">A existência das três línguas ao mesmo tempo facilitou a transferência do conhecimento árabe. Antes disso, a escola de Salerno foi o centro para o ensino de medicina por cerca de 300 anos (900-1200 d.C.), situa-sele no sul da Itália e estava intimamente ligada à Sicília. O mais importante de sua história foi Constantino, o Africano de origem árabe, que nasceu na Tunísia, e tornou-se famoso entre 1065 e 1085 d.C.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele traduziu um grande número de livros de medicina do árabe para o latim. A ele é creditada a tradução de quarenta livros, incluindo Kamil al-Sina&#8217;ah al-Tibiyah (o perfeito engenho da medicina) e Al-Kitab al-Malaki (O livro real) por Ali Ibn Abbas (falecido em 1010 d.C.), e outros livros de Ibn al-Jazzar, Isaac ibn Imran, Isaac ibn Sulaiman, todos os três de seu país natal, a Tunísia.</p>
<p><figure id="attachment_4788" aria-describedby="caption-attachment-4788" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000004.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="size-full wp-image-4788" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000004.jpg" alt="islamBR italia 000004" width="650" height="384" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 107" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000004.jpg 650w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000004-300x177.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000004-160x95.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000004-640x378.jpg 640w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4788" class="wp-caption-text">Esta placa com inscrição trilíngue (latim, grego bizantino e árabe) encontra-se no Palazzo dei Normanni em Palermo. Ela comemora a construção de uma “Horologium” (relógio) em 1142, sob o reinado de Rogério II, e mostra como diferentes culturas estavam convivendo em harmonia.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Constantino deixou de mencionar os nomes dos autores originais de alguns livros em árabe. Existem diferentes razões para isso, mas isso não diminui sua importância como o primeiro tradutor que introduziu a ciência islâmica na Europa e foi o motivo do florescimento da escola de Salerno.</p>
<p style="text-align: justify;">A língua árabe foi uma das línguas ensinadas nesta escola, que foi contemporânea de grandes médicos árabes muçulmanos e autores, como Al-Razi (falecido em 925 d.C.), Ibn Al-Jazzar (falecido em 975 d.C.) e Ali ibn Abbas (falecido em 1010 d.C.).</p>
<p style="text-align: justify;">O rei Frederico II, retratado em seu Palácio de Palermo, Sicília, continuou a ter grande respeito pelos sábios muçulmanos, assim como o seu pai, Rogério II, incentivou e financiou as traduções de obras científicas em árabe para o latim, aproveitando-se do vasto legado cientifico disseminado pelos muçulmanos na Sicília.</p>
<p><figure id="attachment_4790" aria-describedby="caption-attachment-4790" style="width: 350px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000006.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4790 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000006.jpg" alt="islamBR italia 000006" width="350" height="465" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 108" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000006.jpg 350w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000006-226x300.jpg 226w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000006-120x160.jpg 120w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000006-316x420.jpg 316w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4790" class="wp-caption-text">Diversos livros foram publicados em Grego, Latim e o Árabe, prova do alto nível cultural desenvolvido pelos muçulmanos na Sicília.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">O Sr. Cowel Yong disse sobre Sicília: &#8220;Sicília foi um campo para o livre encontro entre as línguas dos gregos, dos latinos, dos árabes e berberes e seus conhecimentos. O resultado foi o nascimento de uma cultura mesclada, que &#8211; graças ao incentivo de Rogério II e Frederico II &#8211; desempenhou um grande papel na transferência do que há de melhor na civilização islâmica para a Europa através da Itália. Palermo se tornou no século XIII igual a Toledo no século XII, um grande centro para a tradução de livros árabes para o latim.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Diversos livros foram publicados em Grego, Latim e o Árabe, prova do alto nível cultural desenvolvido pelos muçulmanos na Sicília. Os normandos também mantiveram os profissionais muçulmanos porque tinham grande confiança neles. E também mantiveram os mesmos sistemas administrativos e financeiros utilizados pelos muçulmanos, desde o diuan de gestão financeira e o diuan do Tesouro até o diuan de escrituras de venda de imóveis.</p>
<p><figure id="attachment_4789" aria-describedby="caption-attachment-4789" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000005.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="wp-image-4789 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000005.jpg" alt="islamBR italia 000005" width="650" height="477" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 109" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000005.jpg 650w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000005-300x220.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000005-160x117.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000005-572x420.jpg 572w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000005-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000005-640x470.jpg 640w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4789" class="wp-caption-text">O rei Frederico II, retratado em seu Palácio de Palermo, Sicília, continuou a ter grande respeito pelos sábios muçulmanos, assim como o seu pai, Rogério II, incentivou e financiou as traduções de obras científicas em árabe para o latim, aproveitando-se do vasto legado cientifico disseminado pelos muçulmanos na Sicília.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">E os registros desses departamentos eram escritos em árabe. No domínio das artes militares, os normandos zelaram em recrutar muitos muçulmanos, pois esta era uma oportunidade e um terreno fértil para a transferência de habilidades de combate e, até mesmo, de indústrias militares, tais como catapultas e torres de cerco. E assim, a Sicília e o sul da Itália representaram outra importante rota de transferência da civilização islâmica para a Europa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Palermo a Capital Cultural do Emirado (Árabe: بَلَرْم‎ Balarm)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Após o acordo firmado pelo almirante Euphemius que fugiu para a Tunísia em 827 e pediu ao líder da dinastia Aghlabida Ziyadat Allah para ajudá-lo na retomada da ilha, foi então que muçulmanos conquistaram a Sicília, estabelecendo então o Emirado da Sicília. Os Aghlabidas eram bons administradores, e no seu governo a Sicília tornou-se uma terra rica e próspera.</p>
<p><figure id="attachment_4792" aria-describedby="caption-attachment-4792" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000008.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4792 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000008.jpg" alt="islamBR italia 000008" width="640" height="928" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 110" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000008.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000008-207x300.jpg 207w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000008-110x160.jpg 110w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000008-290x420.jpg 290w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4792" class="wp-caption-text">Palácio La Zisa uma jóia arquitetônica que exibe muitas características da arquitetura islâmica, incluindo o seu nome, que tem origem na expressão árabe “Dar al-Aziz”, ou seja, a morada nobre ou esplêndida. Serviu como moradia para os Emires da Sicília durante o governo islâmico da ilha, e posteriormente foi transformado em Palácio pela realeza normanda, La Zisa exemplifica a confluência de culturas, tão típicas do período Normando (1061-1194), na Sicília, pela influência da cultura muçulmana, criando um momento único na história da arquitetura.</figcaption></figure></p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000007.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4791 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000007.jpg" alt="islamBR italia 000007" width="650" height="494" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 111" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000007.jpg 650w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000007-300x228.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000007-160x122.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000007-553x420.jpg 553w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000007-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000007-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000007-640x486.jpg 640w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Palácio La Zisa uma jóia arquitetônica que exibe muitas características da arquitetura islâmica, incluindo o seu nome, que tem origem na expressão árabe &#8220;Dar al-Aziz&#8221;, ou seja, a morada nobre ou esplêndida. Serviu como moradia para os Emires da Sicília durante o governo islâmico da ilha, e posteriormente foi transformado em Palácio pela realeza normanda, La Zisa exemplifica a confluência de culturas, tão típicas do período Normando (1061-1194), na Sicília, pela influência da cultura muçulmana, criando um momento único na história da arquitetura.</p>
<p style="text-align: justify;">Serviu como moradia para os Emires da Sicília durante o governo islâmico da ilha, e posteriormente foi transformado em Palácio pela realeza normanda, La Zisa exemplifica a confluência de culturas, tão típicas do período Normando (1061-1194), na Sicília, pela influência da cultura muçulmana, criando um momento único na história da arquitetura.</p>
<p style="text-align: justify;">A população aumentou com a imigração de muçulmanos da África, Ásia e al-Andalus, assim como de berberes, que se concentraram no sul da ilha. O emir em Palermo nomeou os governadores das cidades principais (qadi) e das cidades menores (hakim), além de outros funcionários da administração.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada cidade tinha um conselho chamado de gema, composto dos mais eminentes membros da sociedade local e que era encarregado de cuidar das obras públicas e de manter a ordem. A população nativa siciliana viveu sob o status de dhimmi (&#8220;povo do livro&#8221;, condição estendida aos cristãos e judeus) e outros se converteram para o Islam.</p>
<p style="text-align: justify;">Os governantes muçulmanos permitiram ao habitantes locais a liberdade de religião. Foi então que Palermo (Balharm durante o domínio árabe) desbancou Siracusa como a principal cidade da Sicília, a qual chegou a competir com Córdoba e Cairo, em termos de importância cultural e esplendor. Em geral o domínio muçulmano foi tolerante, e os judeus também tiveram seu espaço e foram prósperos em todas as áreas.</p>
<p style="text-align: justify;">A árabes também introduziram novas tecnologias agrícolas, e itens de culinária que permanecem até os dias de hoje um dos pilares da cozinha siciliana. Os árabes iniciaram então reformas agrárias que aumentaram a produtividade e encorajaram o crescimento de pequenas propriedades, um ataque ao domínio dos grandes latifundiários feudais da Sicília. Eles também reformaram e ampliaram as obras de irrigação, e o cultivo da laranja, limão , pistache e a cana foram ampliadas pelos árabes na agricultura da Sicília.</p>
<p style="text-align: justify;">Com aproximadamente 350.000 habitantes, Palermo do século X era a cidade mais populosa da Itália. Uma descrição da cidade foi dada por Ibn Hawqal, um comerciante de Bagdá que visitou a Sicília em 950. Um subúrbio murado chamado de Kasr (a cidadela) era (e permanece sendo) o centro da cidade e a grande mesquita foi construída no local de uma catedral do final do período romano.</p>
<p style="text-align: justify;">O subúrbio de al-Khalisa (Kalsa) abrigava o palácio do sultão, os banhos, uma mesquita, os escritórios do governo e uma prisão pessoal. Ibn Hawqal contou 7.000 diferentes açougueiros trabalhando em 150 açougues.</p>
<p><figure id="attachment_4793" aria-describedby="caption-attachment-4793" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000009.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="size-full wp-image-4793" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000009.jpg" alt="islamBR italia 000009" width="640" height="930" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 112" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000009.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000009-206x300.jpg 206w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000009-110x160.jpg 110w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_000009-289x420.jpg 289w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4793" class="wp-caption-text">Mapa da Sicília elaborado por Piri Reis, Hadji Muhammad, conhecido no Ocidente como Piri Reis (c. 1465 — 1554), foi um almirante Otomano. É autor da obra “Livro da Marinha” (1521), onde inclui um mapa-múndi que compusera em 1513, o chamado “Mapa de Piri Reis”, atualmente no Palácio de Topkapı em Istambul.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Após um longo período de dominação árabe muçulmana, houve uma reconquista cristã pelos normandos do Ducado da Normandia, que eram descendentes dos Vikings. Palermo foi conquistada em 831 pelos árabes do Norte da África e tornou-se a capital do Emirado da Sicília até 1072, quando retornou ao domínio cristão.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais de 200 anos Palermo foi a capital de um florescimento da civilização islâmica na Sicília. Em 1050, Palermo teve uma população de 350.000 habitantes, tornando-se uma das maiores cidades da Europa, perdendo apenas para Espanha islâmica e sua capital Córdoba, que tinha uma população de 450.000 habitantes. Em contraste, após a retomada da Sicília pelos cristãos a população de Palermo caiu para 150 mil habitantes, e em 1330, a população de Palermo caiu para 51.000 habitantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Vestígios da antiga dominação árabe pode ser visto ainda hoje. Artefatos muçulmanos incluem o Kasr (&#8220;Castelo&#8221;), o distrito da Grande Mesquita, o Kalsa (&#8220;Eleito&#8221;), a sede dos emires junto ao mar, e na região oeste, a Moasker, bairro dos soldados. No entanto, o emirado árabe muçulmano tornou-se cada vez mais dividido por disputas internas e foi uma presa bastante fácil para os normandos, que tinha entrado Sicília em 1061. Em 1072, após quatro anos de cerco, Palermo caiu ao Conde Roger I da Sicília, terminando a presença árabe na Sicília.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Escola de Tradução em Palermo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Palermo foi a capital e a base cultural para os muçulmanos, normandos e alemães. De acordo com Al Idrisi, havia uma biblioteca islâmica no centro de Palermo chamado Al Khalsa, que era a sede dos soldados e do Emir durante o emirado islâmico. Os muçulmanos a chamavam de Al Madina e os cristãos a chamavam de Palermo.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi visitada e descrita por viajantes muçulmanos e geógrafos como Hawkal Ibn Al Baghdadi (d. 380 AH), Al Sharif Al Idrisi Al-Sabti (548 AH) e Ibn Jubair Al Balansi Al-Andalusi (614 AH). Uma escola para a tradução foi fundada em Palermo no século XIII, semelhante à escola em Toledo, na Espanha. As duas escolas estabeleceram relações estreitas e trocaram livros, traduções e conhecimento científico.</p>
<p style="text-align: justify;">O cientista Michael Scott, um dos alunos na escola de Toledo que traduziu as obras de Aristóteles e os comentários de Ibn Rushdi, frequentemente visitava a escola de Palermo. Sabe-se que o Alcorão foi traduzido para o latim na primeira metade do século XII.</p>
<p style="text-align: justify;">A história da ascensão do Profeta também foi traduzido sob as ordens do rei espanhol Alfonso, o Sábio em castelhano, francês e latim e se tornou amplamente disponível na Espanha e na Itália a partir do século XIII. Estas traduções chegaram rapidamente as universidades de Paris, Nápoles e Bolonha.</p>
<p><figure id="attachment_4807" aria-describedby="caption-attachment-4807" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4807 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão.jpg" alt="alcorão" width="640" height="400" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 113" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão-300x188.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão-160x100.jpg 160w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4807" class="wp-caption-text">Alcorão Sagrado traduzido para o Latim.</figcaption></figure></p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão3.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4809 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão3.jpg" alt="alcorão3" width="640" height="615" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 114" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão3.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão3-300x288.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão3-160x154.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão3-437x420.jpg 437w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a> <a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão2.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4808 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão2.jpg" alt="alcorão2" width="640" height="478" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 115" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão2.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão2-300x224.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão2-160x120.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão2-562x420.jpg 562w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão2-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão2-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão2-180x135.jpg 180w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alcorão2-238x178.jpg 238w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O trabalho de tradução em Palermo foram principalmente as obras em matemática, filosofia e as ciências naturais. Algumas das obras traduzidas mais importantes foram: as obras de Avicena (d. 1037 dC) como &#8220;Al-Qanun Fi-Al-Tib&#8221; e &#8220;Al-Shifa&#8217;a em Filosofia&#8221;, e os livros de Al Razis (d. 932 AD), como &#8216;Al Hawi Fi Al Tib.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns dos tradutores mais proeminentes eram Eugênio de Palermo e Leonardo Pisano. Um dos resultados dessa atividade científica são os milhares de manuscritos árabes ainda existentes na Biblioteca do Vaticano, em Roma.</p>
<p style="text-align: justify;">Para concluir, a Sicília foi a segunda ponte cultural na Idade Média para a transmissão do conhecimento da civilização islâmica para a cultura européia. Deve ser enfatizado que os cientistas e estudiosos muçulmanos não eram meramente copiadores ou tradutores, eles modificaram o legado clássico, assimilado e criando uma nova cultura com um selo islâmico. E todo este conhecimento foi transmitido a Europa, grandes pensadores e cientistas europeus vieram a procura deste conhecimento tanto na Espanha muçulmana quanto na Sicília.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Emirado de Bari</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Emirado de Bari foi um estado muçulmano de curta duração centrado na cidade de Bari, no sul de Itália, que existiu entre 847 e 871. Foi o episódio mais longo da história do Islam no sul da Itália. Ela se tornou a capital de um pequeno estado islâmico independente com um emir e uma mesquita central. O primeiro emir foi Khalfun, um líder berbere que provavelmente era oriundo da Sicília.</p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000010.png" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4794 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000010.png" alt="islamBR italia 0000010" width="640" height="747" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 116" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000010.png 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000010-257x300.png 257w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000010-137x160.png 137w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000010-360x420.png 360w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000010-300x350.png 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Após a sua morte em 852, ele foi sucedido por Mufarraq ibn Sallam, que consolidou a conquista e expandiu suas fronteiras. Ele também pediu o reconhecimento oficial para o governador do Egito em nome do califa de Bagdá al-Mutawakkil como wali (governador de uma província do Califado Abássida).</p>
<p style="text-align: justify;">O terceiro e último emir de Bari foi Sawdan, que subiu ao poder cerca de 857. Em 864, o emirado foi finalmente reconhecido oficialmente pelo califado, Em meados da década de 860, o monge franco Bernardo, o Sábio e dois acompanhantes fizeram uma parada em Bari quando seguiam para Jerusalém em peregrinação.</p>
<p style="text-align: justify;">O seu pedido a Sawdan por cartas de salvo-conduto para todo o caminho através do Egito e da Terra Santa foi atendido. Segundo o Itinerarium Bernardi, o relato da peregrinação de Bernardo, o “civitatem sarracenorum” (cidade sarracena) tinha pertencido aos &#8220;beneventanos&#8221;.</p>
<p><figure id="attachment_4795" aria-describedby="caption-attachment-4795" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000011.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4795 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000011.jpg" alt="islamBR italia 0000011" width="640" height="434" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 117" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000011.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000011-300x203.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000011-160x109.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000011-619x420.jpg 619w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4795" class="wp-caption-text">Castelo de Bari, traços de influência da arquitetura árabe islâmica do norte da África.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">A obra hebraica Crónica de Ahimaaz conta que Sawdan, o último emir de Bari, governou a cidade de forma sensata e civilizada, e tinha boas relações com o académico judeu Abu Aaron. Há evidências de que na região a cultura florescia nesse tempo, e Giosuè Musca sugere que o emirado foi muito benéfico para a economia local. No reinado de Sawdan, a cidade de Bari foi embelezada com uma mesquita, palácios e outras obras públicas.</p>
<p style="text-align: justify;">O emirado de Bari durou o tempo suficiente para estabelecer relações com os seus vizinhos cristãos. Segundo o Chronicon Salernitanum (Crónica de Salerno), o emirado enviou embaixadores (legati) a Salerno, os quais ficaram hospedados no palácio episcopal, Bari também serviu de refúgio a pelo menos um exilado político, um rival do sacro imperador romano Luís II, que fugiu da sua terra natal, Spoleto, durante uma revolta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alcamo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Alcamo é a quarta maior cidade da província de Trapani , no noroeste da Sicília , no sul da Itália, foi fundada em 828 pelo comandante muçulmano al-Kamuk (a cidade recebeu o seu nome), embora outras fontes datam que a sua origem seja por volta de 972. O primeiro documento mencionando Alcamo é de 1154, um documento feito pelo geógrafo árabe Idrisi. Alguns anos depois, ibn Jubayr descreve a cidade como um Beleda (cidade com mesquitas e um mercado).</p>
<p style="text-align: justify;">Na Idade Média Alcamo foi habitada por povos muçulmanos, cujos números diminuíram no entanto, após a conquista normanda da Sicília, iniciada em 1060. Uma série de revoltas árabes entre 1221 e 1243 levou o rei Frederick II a expulsar grande parte da população árabe a uma colônia em Lucera , enquanto os cristãos da Bonifato vieram habitar a cidade. Nesse período, nasceu o famoso poeta Ciullo ou Cielo d&#8217;Alcamo. Senhores feudais do Reino de Nápoles conseguiram o domínio da cidade até que em 1618 Vittoria Colonna vendeu a região de Alcamo para Pietro Balsamo, príncipe de Roccafiorita, por 2.000 escudos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Influência Árabe Islâmica e o Seu Legado</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A arte e ciência árabes islâmicas continuaram a ser muito influentes na Sicília durante os dois séculos seguintes à reconquista cristã. Acredita-se que o imperador Frederico II do Sacro Império Romano-Germânico, também rei da Sicília no início do século XIII, tenha sido fluente em árabe (além do latim, francês, alemão, grego e siciliano) e tenha contratado diversos ministros muçulmanos.</p>
<p style="text-align: justify;">A herança da língua árabe ainda pode ser encontrada em diversos termos adaptados dela e ainda em uso na língua siciliana. Outro legado do jugo muçulmano foram diversos topônimos de origem árabe, como por exemplo &#8220;Calata-&#8221; ou &#8220;Calta-&#8220;, do árabe &#8220;Qal&#8217;at&#8221; (قلعة), que significa &#8220;castelo de&#8221;.</p>
<p><figure id="attachment_4796" aria-describedby="caption-attachment-4796" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000012.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4796 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000012.jpg" alt="islamBR italia 0000012" width="640" height="395" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 118" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000012.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000012-300x185.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000012-160x99.jpg 160w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4796" class="wp-caption-text">A igreja de San Cataldo é um exemplo notável da arquitetura árabe, que floresceu na Sicília sob a dominação normanda da ilha.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, um estudo genético de 2009 revelou uma pequena, mas estatisticamente relevante, contribuição de genes do noroeste da África entre os habitantes das localidades próximas da cidade de Lucera. Com o declínio do Império Romano antes da Idade Média, as sociedades muçulmanas, tendo conquistado cidades na Europa, os muçulmanos preservaram e propagaram a própria herança cultural do Ocidente.</p>
<p style="text-align: justify;">Não só tinham conseguido este feito prodigioso, mas os governantes muçulmanos da Sicília e da Espanha criaram um modelo de sociedades multiculturais na Europa que floresceram durante centenas de anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o período que os muçulmanos governaram estas regiões da Europa criou-se uma sociedade em que muçulmanos, cristãos e judeus, sendo todos Povo do Livro, conseguiam coabitar pacificamente &#8211; uma conquista que foi, sem dúvida rara e significativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo após a queda dos governos islâmicos neste locais, mesmo assim de forma considerável inúmeros elementos de sua cultura tornou-se integrada a cultura siciliana em geral, onde estas influências persistem até os dias de hoje.</p>
<p><figure id="attachment_4797" aria-describedby="caption-attachment-4797" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000013.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4797 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000013.jpg" alt="islamBR italia 0000013" width="640" height="392" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 119" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000013.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000013-300x184.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000013-160x98.jpg 160w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4797" class="wp-caption-text">Ao longo dos anos a arquitetura siciliana recebeu uma forte influência do estilo árabe de construção.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Gioacchino Balducci é professor de Estudos italianos na Stony Brook University, New York nos Estados Unidos, e fez uma apresentação detalhada sobre a infusão cultural islâmica na Sicília, em um evento organizado pelo Centro de Estudos Italianos. Balducci, passou vários anos estudando a língua árabe e a cultura muçulmana, no Cairo, sendo um eminentemente e qualificado historiador neste assunto. Ao longo da apresentação, ele reiterou o papel central desempenhado pela cultura islâmica em trazer paz e prosperidade para a Sicília, durante o período do domínio muçulmano.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais de quatro séculos, a cultura islâmica foi uma grande força e ativa na sociedade siciliana, mesmo durante grande parte do período subsequente, quando os normandos substituíram os governantes muçulmanos na esfera política. Como observou Balducci, cada cultura tem suas próprias raízes.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas tem sido historicamente demonstrado que a maioria das culturas não entram em pleno ápice até que eles entrem em contato com outras culturas, assim foi o caso da Idade Média na Sicília. Tendo raízes na Sicília, Balducci notou que o seu interesse ao longo da vida na cultura siciliana ajudou a desenvolver seus estudos em influências culturais islâmicas sobre a ilha.</p>
<p style="text-align: justify;">O Sicani, os habitantes originais da Sicília, tinha experimentado inúmeras e sucessivas ondas de conquista e colonização dos povos do Mediterrâneo. No tempo dos romanos, já tinham perdido muito da sua cultura original, influenciados pelos gregos e, mais tarde, os colonizadores romanos.</p>
<p><figure id="attachment_4798" aria-describedby="caption-attachment-4798" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000014.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4798 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000014.jpg" alt="islamBR italia 0000014" width="640" height="480" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 120" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000014.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000014-300x225.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000014-160x120.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000014-560x420.jpg 560w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000014-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000014-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000014-180x135.jpg 180w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000014-238x178.jpg 238w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4798" class="wp-caption-text">O Castelo Sarraceno em Taormina, testemunho da presença árabe muçulmana na Sicília.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das principais razões pela qual a Sicília, foi alvo da conquistada por um conjunto tão diverso de povos como os gregos, romanos, muçulmanos, normandos e outros, era o rico solo da ilha que durante todo o ano praticamente era fértil para todo o tipo de cultura agrícola.Além da abundância agrícola mencionado anteriormente da Sicília como um fator motivador para a sua conquista, a localização central da ilha no Mediterrâneo foi uma das principais razões pelas quais tantos reis disputavam o controle da Sicília.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquele que controla-se a Sicília teria não só o seu potencial agrícola, mas também o acesso as rotas de navegação no Mediterrâneo. Estas duas razões principais levados em conta ajudam a explicar por que os bizantinos que antes dominavam Sicília, lutaram tenazmente contra os muçulmanos durante 70 anos antes de finalmente abrir mão de todas as suas reivindicações na ilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Os governantes muçulmanos construíram mesquitas, e Palermo sozinha no auge do governo muçulmano tinha duzentas mesquitas. Estudiosos muçulmanos logo passaram a ocupar-se com a preservação e tradução da literatura grega onde quer que a encontrassem, propagando assim o conhecimento clássico ocidental que, em grande parte havia sido esquecido, ou, na melhor das hipóteses, relegado apenas para um seleto grupo de mosteiros na Europa cristã.</p>
<p style="text-align: justify;">Palermo, como o centro da vida política, na Sicília, tornou-se também o seu coração cultural e dali floresceu o conhecimento para o resto da Europa. Os emires muçulmanos inauguraram uma época prodigiosa de construções suntuosas influenciadas pela arquitetura islâmica na cidade, com uma complexa distribuição de água e jardins proliferando por toda a cidade.</p>
<p><figure id="attachment_4799" aria-describedby="caption-attachment-4799" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000015.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4799 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000015.jpg" alt="islamBR italia 0000015" width="640" height="400" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 121" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000015.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000015-300x188.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000015-160x100.jpg 160w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4799" class="wp-caption-text">Castello dell&#8217;Emiro (Misilmeri), testemunho da presença árabe muçulmana na Sicília.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Um período de prosperidade que não eram vistos há séculos haviam chegado à Sicília muçulmana, em grande parte graças às políticas islâmicas e uma característica fundamental de incentivo a uma sociedade multicultural.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal riqueza foi alcançado pelo período de paz interna e a estabilidade, garantidas pelos emires muçulmanos, juntamente com as reformas econômicas necessárias para o crescimento do estado. A introdução de novas culturas, especialmente frutas cítricas, como limões e laranjas, que cresceram e continuam a crescer, muito bem, na Sicília, estimulou de maneira formidável o crescimento econômico.</p>
<p style="text-align: justify;">A reforma agrária massiva instituída pelos governantes muçulmanos também desempenharam um papel importante na prosperidade econômica da ilha. Grande parte das terras da Sicília tinham sido dadas anteriormente há um pequeno grupo de ricos proprietários de terras, que possuíam estes latifúndios, ou grandes propriedades agrícolas, que também eram relíquias do domínio grego e romano na Sicília.</p>
<p style="text-align: justify;">Os latifúndios foram divididos e distribuídos para as famílias de agricultores individuais, o que resultou em um aumento na riqueza dos pequenos agricultores. Em parte devido à nova era de paz e prosperidade, a população da Sicília estava satisfeita com os novos governantes muçulmanos.</p>
<p><figure id="attachment_4800" aria-describedby="caption-attachment-4800" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000016.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4800 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000016.jpg" alt="islamBR italia 0000016" width="640" height="480" title="O Emirado da Sicília - Transmissão do Conhecimento Cientifico e Cultural islâmico 122" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000016.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000016-300x225.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000016-160x120.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000016-560x420.jpg 560w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000016-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000016-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000016-180x135.jpg 180w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_italia_0000016-238x178.jpg 238w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4800" class="wp-caption-text">La Cubula em Palermo um exemplo da arquitetura islâmica.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">O Islam era a religião oficial do governo, e isto beneficiou os cristãos e judeus. Como monoteístas e por serem crenças antecessores do Islam, aos seguidores do judaísmo e cristianismo foram concedidos um status superior ao de qualquer politeístas ou ateus declarado.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto Sicília contemporânea é um bastião do catolicismo romano, os traços de influências culturais muçulmanas são facilmente visíveis para as pessoas com um olhar perspicaz. Milhares de nomes de lugares e nomes de pessoas na Sicília são derivados da língua árabe, até os dias de hoje e grande parte da culinária tradicional siciliana tem a sua origem do Norte da África.</p>
<p style="text-align: justify;">Os restos mais claramente visíveis da difusão cultural muçulmana são as inúmeras estruturas arquitetônicas que sobreviveram a partir do período muçulmano e alguns do período dos Normandos que foram influenciados pelo estilo arquitetônico islâmico. La Cuba, o palácio pessoal de William II, o rei normando da Sicília, foi concebido em grande parte por arquitetos árabes que agora estavam sobre as ordens do reio normando.</p>
<p style="text-align: justify;">A Ponte “dei Saraceni”, um dos últimos remanescentes do período muçulmano, é outro exemplo notável da arquitetura islâmica.Um exemplo mais marcante da harmonização das diferentes influências arquitetônicas está incorporada em “Il Duomo di Monreale”, que aparentemente sem esforço, unifica o árabe e o normando e tradições arquitetônicas bizantinas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Fim da Presença Muçulmana na Sicília</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muitas medidas repressivas foram introduzidas pelo imperador Frederico II para agradar os papas, que eram intolerantes com a presença islâmica tão próxima do coração da cristandade. O resultado foi uma revolta dos muçulmanos da Sicília, o que incitou, por outro lado, na organização de milícias e revanches que foram a marca do capítulo final dos muçulmanos na Sicília.</p>
<p style="text-align: justify;">O &#8220;problema muçulmano&#8221; caracterizou o governo dos Hohenstaufen na ilha sob o comando do imperador Henrique VI e seu filho Frederico II. A aniquilação completa se completou no final da década de 1240, quando as últimas deportações para o assentamento muçulmano de Lucera foram realizadas.</p>
<p style="text-align: justify;">“Quando William de Apulia estava descrevendo a captura de Palermo em seu “De Rebus Gestis Normannorum” na Sicília, ele descreve a oferta de Roger em dar segurança em favor dos habitantes muçulmanos. Ao mesmo tempo em que ele destruía todas as mesquitas, e transformava a principal mesquita de Palermo na igreja da Virgem Maria.” [N. Daniel: The Arabs; op cit; p. 148.]</p>
<p style="text-align: justify;">No início do século XIV, toda a presença muçulmana foi extinta da ilha. A eliminação dos muçulmanos da Sicília foi devido a uma forte pressão colocada sobre os diferentes governantes para excluir os muçulmanos do meio dos cristãos. O Papa Clemente V declarou que a presença muçulmana no meio dos cristãos era “um insulto ao Criador.” [V. Green: A New History of Christianity; Sutton Publishing; Stroud; 1996; pp.90-1.]</p>
<p style="text-align: justify;">Outros papas, diz Lomax que a partir de Gregório IX até Bonifácio VIII perseguiram incansavelmente os senhores de Lucera (a última colônia de muçulmanos na Sicília) para que expulsassem os seus súditos muçulmanos. [Housley: The Italian crusades; 40; 62; 64-5 In J.P. Lomax: Frederick II, His Saracens, and the Papacy, in Medieval Christian Perceptions of Islam, Edited by J.V. Tolan; Routledge; London; pp. 175-97; p. 189.]</p>
<p style="text-align: justify;">E finalmente, em 1300, os muçulmanos foram foram expulsos da ilha. [D. Abulafia: Commerce and Conquest in the Mediterranean, 1100-1500, Varorium, 1993; p. 4.]</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lucera a Última Colônia Muçulmana na Sicília</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A população total dessa comunidade muçulmanas foi estimado pela maioria dos estudiosos modernos em cerca de 60 mil pessoas, a julgar pela capacidade da comunidade em fornecer aos reis da Sicília um contingente militar de cerca de 15,000 homens, dos quais 10,000, conforme relatado por fontes contemporâneas, foram efetivamente enviados para o campo de batalha em Cortenuova.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1239 o imperador Frederico II ordenou a concentração das comunidades muçulmanas em Lucera e Apulia, uma ordem que foi substancialmente cumprida. Em 1240 ocorreu um reassentamento onde 20 mil muçulmanos se estabeleceram em Lucera, 30.000 em outras regiões vizinhas da Apulia e os 10 mil restantes que teria sido realocados em comunidades fora da Apúlia.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste ambiente controlado, eles não poderiam desafiar a autoridade real e ainda beneficiavam a coroa com altos impostos e o serviço militar. Em Lucera ( Lucaera Saracenorum ou Lugêrah como era conhecido em árabe), foi de fato a capital política e cultural dessa nova comunidade muçulmana onde 20.000 muçulmanos viveram por aproximadamente 80 anos, até 1300, quando sua comunidade foi dispersada por ordem do monarca Carlos II de Nápoles.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria dos habitantes muçulmanos da cidade foram massacrados ou &#8211; como aconteceu com quase 10 mil deles &#8211; vendido como escravo, com muitos encontraram asilo na Albânia através do Mar Adriático, suas mesquitas foram demolidas, e as igrejas eram geralmente construídas em seu lugar, incluindo a catedral de S. Maria della Vittoria. Mesmo a maioria dos muçulmanos, que se converteu ao cristianismo foram vendidos como escravos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Emires da Sicília</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hassan al-Kalbi</strong> (948–953)<br />
<strong>Ahmed I ibn Hasan al-Muizziyya</strong> (953–969)<br />
<strong>Yaish</strong> (969)<br />
<strong>Ahmed I ibn Hasan al-Muizziyya</strong> (969–970)<br />
<strong>Abu l-Qasim</strong> (970–982)<br />
<strong>Jabir ibn &#8216;Ali </strong>(982–983)<br />
<strong>Jafar I ibn Muhammad</strong> (983–986)<br />
<strong>Abd-Allah ibn Muhammad</strong> (986)<br />
<strong>Yusuf al-Kalbi</strong> (986–998)<br />
<strong>Jafar II</strong> (998–1019)<br />
<strong>Ahmed II al-Akhal</strong> (1017–1037)<br />
<strong>Abd-Allah Abu Hafs </strong>(1035–1040)<br />
<strong>Hasan al-Samsam</strong> (1040–1044; morreu em 1053)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Arte e Arquitetura Islâmica na Sicília</strong></p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>A Espanha Muçulmana &#8211; PARTE VII &#8211; A Arte e a Arquitetura na Andaluzia</title>
		<link>https://markaz.org.br/a-espanha-muculmana-parte-vii-a-arte-e-a-arquitetura-na-andaluzia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Feb 2019 13:42:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[história islâmica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><a rel="nofollow" href="https://markaz.org.br">Portal IslamBR</a><br />
<img src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_espanha_00011.jpg" style="display: block; margin: 1em auto"><br />
<a rel="nofollow" href="https://markaz.org.br/a-espanha-muculmana-parte-vii-a-arte-e-a-arquitetura-na-andaluzia/">A Espanha Muçulmana &#8211; PARTE VII &#8211; A Arte e a Arquitetura na Andaluzia</a></p>
<p>Quando se fala em &#8220;arte islâmica&#8221;, não significa, necessariamente, uma manifestação artística que tenha por finalidade render o culto à fé. Na verdade, este termo refere-se à unidade criativa de uma arte e arquitetura características de uma civilização que dominou grande parte do mundo durante muito tempo. Tão pouco se limita a uma única etnia [&#8230;]</p>
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<p style="text-align: justify;">Quando se fala em &#8220;arte islâmica&#8221;, não significa, necessariamente, uma manifestação artística que tenha por finalidade render o culto à fé. Na verdade, este termo refere-se à unidade criativa de uma arte e arquitetura características de uma civilização que dominou grande parte do mundo durante muito tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Tão pouco se limita a uma única etnia e sim a diversas, que abrange regiões tão diversas como grande parte da África, o Magrebe, a Indonésia, o Golfo Pérsico e algumas regiões do Cáucaso, da Europa, da China e Índia. Sob o signo da autêntica identidade supranacional, existem muitas diversidades culturais que tomaram formas locais e regionais.</p>
<p style="text-align: justify;">No primórdios do Islam, surgiu, de imediato, uma arte rica e variada, baseada na tradição clássica, na arte bizantina, na persa e na dos povos orientais subjugados. Não obstante, a originalidade das estruturas arquitetônicas e os motivos ornamentais deram, como resultado, uma arte característica, tipicamente muçulmana.<a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4734 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra.jpg" alt="alhambra" width="1100" height="949" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 220" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra.jpg 1100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra-300x259.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra-1024x883.jpg 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra-768x663.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra-160x138.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra-487x420.jpg 487w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra-640x552.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra-681x588.jpg 681w" sizes="(max-width: 1100px) 100vw, 1100px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em todas as criações artísticas islâmicas percebe-se uma indiscutível unidade e uma expressão comum. A ornamentação é, sem dúvida, um dos aspectos que mais contribuíram para a unificação da arte islâmica. Os mesmos temas de decoração surgem na arquitetura com independência de material, escala ou técnica utilizada.</p>
<p style="text-align: justify;">A grande profusão de superfícies decoradas faz com que as estruturas permaneçam parcialmente camufladas. Através da repetição dos motivos, de um modo geral geométricos, e a sábia combinação de materiais e texturas, consegue-se um efeito tridimensional, que dá às construções um certo ar de mistério.</p>
<p style="text-align: justify;">A luz e a água são elementos indispensáveis para se alcançar esse efeito quase irreal. Tanto nos edifícios como nos objetos decorativos, a caligrafia, os motivos de estrelas entrelaçadas e os motivos vegetais estilizados, também conferem aos espaços uma inter-relação harmoniosa.</p>
<p><figure id="attachment_4614" aria-describedby="caption-attachment-4614" style="width: 1100px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra2.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4614 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra2.jpg" alt="alhambra2" width="1100" height="949" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 221" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra2.jpg 1100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra2-300x259.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra2-1024x883.jpg 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra2-768x663.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra2-160x138.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra2-487x420.jpg 487w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra2-640x552.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra2-681x588.jpg 681w" sizes="(max-width: 1100px) 100vw, 1100px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4614" class="wp-caption-text">Alhambra ou, preferencialmente, Alambra (&#8220;a Vermelha&#8221;) localiza-se na cidade e município de Granada, na comunidade autônoma da Andaluzia, na Espanha, em posição dominante no alto de uma elevação arborizada na parte sudeste da cidade. Trata-se de um rico complexo palaciano e fortaleza (alcazar ou al-Ksar) que alojava o monarca da dinastia nasarida e a corte do Reino de Granada. O seu verdadeiro atrativo, como em outras obras muçulmanas da época, são os interiores, cuja decoração está no cume da arte islâmica.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">De um modo geral, os motivos figurativos aparecem nos objetos domésticos, contrariando a crença popular de que a tradição muçulmana os proíbe. É bem verdade que, se não os proíbe, pelo menos desaconselha, uma vez que a divindade perderia seu caráter transcendental e imaterial ao tentar ser representada.</p>
<p style="text-align: justify;">Por este motivo, as figuras humanas nunca são encontradas nas mesquitas muçulmanas. Entre as artes decorativas hispano-muçulmanas, merecem destaque os arcos, os entalhes, o uso do bronze, os objetos de madeira, a cerâmica vidrada, as pias para as abluções, os tecidos em seda bordada e os livros ricamente encadernados e com iluminuras.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação à arquitetura, são numerosos os edifícios hispano-muçulmanos que ainda podem ser vistos e admirados na Espanha. Entre os de caráter religioso, estão as mesquitas. No início, elas se basearam na casa do Profeta Muhammad ﷺ, que apresentava um espaço reservado e fechado e outro a céu aberto. Esse esquema simples foi evoluindo até converter-se num organismo perfeitamente funcional e adequado para as orações da comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Andaluzia quase todas as mesquitas apresentam a indicação da direção da qibla (Makkah), onde há um mihrab, de onde o imam dirige a oração. Todas possuem minaretes, de onde é feita a convocação para as cinco orações do dia (adhan). Outro elemento característico é o pátio, onde se encontram a fonte para as abluções. A parte coberta da mesquita, chamada haram, compõe-se de uma grande sala, com naves perpendiculares à qibla.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as maiores mesquitas de Andaluzia, sobressai-se a de Córdoba. A grande mesquita de Córdoba mereceria um capítulo à parte. Ela foi mandada construir por Abdul Rahman I, em 780, que queria uma mesquita como as do califado de Damasco, onde sua dinastia tinha sido abolida pelos abássidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, ele decidiu construir a maior mesquita do mundo sobre o que tinha sido a igreja visigoda de São Vicente. A atual mesquita ocupa 23.400 m2, com quase quinhentos arcos e colunas que se sobrepõem, que foram sendo construídos pelos sucessores de Abdul Rahman. É considerada um dos monumentos supremos da arte islâmica e o fantástico bosque de colunas e arcos de seu interior é um dos espaços de oração mais belos que já se construiu.</p>
<p><figure id="attachment_4738" aria-describedby="caption-attachment-4738" style="width: 740px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4738 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic.jpg" alt="alhambra pic" width="740" height="384" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 222" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic.jpg 740w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic-300x156.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic-160x83.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic-640x332.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic-681x353.jpg 681w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4738" class="wp-caption-text">A grande mesquita de Córdoba século X.</figcaption></figure></p>
<p><figure id="attachment_4739" aria-describedby="caption-attachment-4739" style="width: 740px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic2.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4739 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic2.jpg" alt="alhambra pic2" width="740" height="384" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 223" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic2.jpg 740w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic2-300x156.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic2-160x83.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic2-640x332.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/alhambra_pic2-681x353.jpg 681w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4739" class="wp-caption-text">A grande mesquita de Córdoba século XXI.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Poucas obras de arte desta magnitude apresentam uma confluência artística como a mesquita de Córdoba, onde aparecem justapostos o estilo califal, a influência bizantina e do Oriente Médio e os elementos e influências visigodas e hispano-românicas. Este grande templo muçulmano mostra toda a sua magnificência por onde quer se olhe. Bastam como exemplos, a cúpula octogonal central, ricamente decorada com mosaicos policrômicos e dezenas de detalhes singulares que arrematam o conjunto.</p>
<p style="text-align: justify;">O mihrab possui uma decoração deslumbrante, com mármores lavrados com mosaico bizantino. Outra construção característica do mundo islâmico é a madrassa, lugar destinado ao ensino das ciências religiosas e da jurisprudência. Antigamente, eram dispostas em torno de um pátio para o qual davam quatro grandes salas e as acomodações dos estudantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Granada ainda existe uma dessas madrassas, mas as mais espetaculares são as madrassas construídas pelos Marinidas em Fez, principalmente a de Bu Inania. No campo da arquitetura militar, cabe citar a fortificação das cidades, com muralhas que apresentavam guaritas em espaços regulares. Quanto à arquitetura residencial, destacam-se também os palácios e alcazares, alguns tão suntuosos como o de Alhambra e o Madinat al-Zahra, um autêntico palácio-cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra característica da arquitetura hispano-muçulmana é a grande quantidade de salas de banhos e banheiros (hammam), essenciais para a higiene que o Islam tanto preza. Inspirados nas termas antigas, estão integrados por vários espaços onde a temperatura vai aumentando aos poucos. O ar se distribui subterraneamente e é aquecido por grandes caldeiras. Ronda e Jaén dispõem de magníficos exemplos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Grande Mesquita de Córdoba</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Durante os trinta e três anos do seu Reinado, Abdrahman fez de Córdoba a sua Capital. Em 785, planejou a construção da Mesquita, que se tornou (dois séculos mais tarde e com várias implicações) uma das obras-primas da arquitetura Islâmica clássica. Na sua primeira versão, este edifício quadrado de 70 metros de lado (que abrange cerca de 500 metros quadrados) era constituído por um átrio oblongo (segundo a tradição Islâmica), antecedido por um pátio, também mais largo do que comprido. A sala hipóstila tinha onze naves com arcadas perpendiculares ao Qibla (lugar para onde os muçulmanos se viram quando fazem as orações).</p>
<p style="text-align: justify;">O espaço divide-se em doze vãos assentes em 110 colunas, provenientes de edifícios visigóticos ou de outros mais antigos. Tal como em Damasco, a reutilização de materiais de construção ajudou a ditar a edificação desta Mesquita, na qual as colunas de mármore e os capitéis foram recuperados de antigas cidades devastadas durante as grandes invasões. A fachada do pátio, sustentada por pilares maciços, abria-se em vãos, permitindo que a luz entrasse na sala de Oração, coberta por um teto de madeira.</p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4741 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba.jpg" alt="m cordoba" width="1000" height="616" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 224" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba.jpg 1000w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba-300x185.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba-768x473.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba-160x99.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba-682x420.jpg 682w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba-640x394.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba-681x419.jpg 681w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a> <a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba2.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4742 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba2.jpg" alt="m cordoba2" width="1000" height="616" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 225" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba2.jpg 1000w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba2-300x185.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba2-768x473.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba2-160x99.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba2-682x420.jpg 682w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba2-640x394.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba2-681x419.jpg 681w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a> <a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba3.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4743 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba3.jpg" alt="m cordoba3" width="1000" height="616" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 226" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba3.jpg 1000w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba3-300x185.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba3-768x473.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba3-160x99.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba3-682x420.jpg 682w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba3-640x394.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba3-681x419.jpg 681w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a> <a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba4.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4744 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba4.jpg" alt="m cordoba4" width="1000" height="616" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 227" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba4.jpg 1000w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba4-300x185.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba4-768x473.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba4-160x99.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba4-682x420.jpg 682w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba4-640x394.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba4-681x419.jpg 681w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a> <a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba5.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4745 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba5.jpg" alt="m cordoba5" width="1000" height="616" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 228" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba5.jpg 1000w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba5-300x185.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba5-768x473.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba5-160x99.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba5-682x420.jpg 682w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba5-640x394.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/m_cordoba5-681x419.jpg 681w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nos reinados de Hisham (788-796) e de Al-Hakam (796-822), a Mesquita de Córdoba não sofreu alterações. Só com a chegada do Amir Abdrahman II (822-852) é que as primeiras obras de ampliação fizeram subir para 200 o número de colunas da sala hipóstila. Durante o período de construção, entre 832 e 848, a superfície duplicou e o Qibla foi deslocado para Sudeste, pois o edifício tinha de estar virado para Kaaba, mas o número de naves não se alterou.</p>
<p style="text-align: justify;">Oitenta anos depois, Abdrahman III (912-961), que se autoproclamou Califa em 929, levou a cabo uma segunda ronda de ampliações. Mandou ampliar o átrio para Sudeste e colocar um minarete quadrado, com 34 metros de altura, no extremo do pátio. Alguns anos depois, Al-Hakam (961-976) fez outras alterações, conferindo ao monumento o seu aspecto definitivo. O recinto de Oração deixou de ser oblongo para se projetar no sentido do comprimento, ainda com 79 metros de largura, mas com 115 metros de comprimento e 320 colunas.</p>
<p style="text-align: justify;">Estes trinta e dois vãos e o &#8220;mihrab&#8221; (lugar de onde o se profere as palestras), em forma de sala octogonal antecedida por três cúpulas com abóbodas de nervuras intersectadas, que por sua vez eram bordejadas por arcadas multilobadas, devolveram à Mesquita de Córdoba o seu aspecto original.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Decoração Suntuosa e Exuberante</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A decoração da Mesquita de Córdoba foi obra do Califa Al-Hakam II, sobretudo na zona do Mihrab e do maqsura que o rodeavam. Em muitos aspectos, a decoração deste recinto de Oração arrastou as tradições de Jerusalém e de Damasco; há uma continuidade que é visível no estilo Omíada. No entanto, importa recordar que 150 anos separaram as duas criações do Próximo Oriente e a obra Andaluza na sua versão final.</p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4747 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra.jpg" alt="palácio de alhambra" width="1251" height="942" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 229" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra.jpg 1251w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra-300x226.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra-1024x771.jpg 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra-768x578.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra-160x120.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra-558x420.jpg 558w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra-180x135.jpg 180w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra-238x178.jpg 238w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra-640x482.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/palácio_de_alhambra-681x513.jpg 681w" sizes="(max-width: 1251px) 100vw, 1251px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O maravilhoso Palácio de Alhambra, situado em uma encosta em Granada, é o Palácio da Andaluzia mais bem conservado. Embora tivesse sido começado em 1230, só dois séculos depois ficou concluído. A Alhambra (em espanhol: الحمراء; &#8220;a Vermelha&#8221;) trata-se de um rico complexo palaciano e fortaleza (alcazar ou al-Ksar) que alojava o emir da Dinastia Nasrida e a corte do Reino de Granada.</p>
<p style="text-align: justify;">O seu verdadeiro atrativo, como em outras obras muçulmanas da época, são os interiores, cuja decoração está no cume da arte islâmica. Esta importante atração turística espanhola exibe os mais famosos elementos da arquitetura islâmica no país. A Alhambra é uma cidade amuralhada (medina) que ocupa a maior parte da colina de La Sabika.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade de Granada tinha o seu próprio sistema de muralhas, pelo que a Alhambra podia funcionar de forma autônoma em relação a Granada. Na Alhambra encontravam-se todos os serviços próprios e necessários para a população que ali vivia: palácio real, mesquitas, escolas, oficinas, etc. O seu elemento mais ocidental é a alcáçova (cidadela); uma posição fortemente fortificada.</p>
<p style="text-align: justify;">O resto do planalto compreende vários palácios, cercados por uma muralha defensiva, flanqueada por 13 torres, algumas defensivas e outras destinadas a providenciar vistas panorâmicas para os seus habitantes. O rio Darro corre ao longo de uma profunda ravina a norte e divide o planalto do bairro de Albaicín. Do mesmo modo, o vale Assabica, onde está inserido o parque de Alhambra a oeste e a sul, e, por trás deste vale, a quase paralela cadeia do Monte Mauror, separa o complexo do bairro de Antequeruela.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Construção de Alhambra</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A maior parte do complexo foi construído, principalmente, entre 1248 e 1354, nos reinados de Ibn-al-Ahmar e dos seus sucessores; a Alhambra é um reflexo da cultura dos últimos anos do reino nasrida, sendo um local onde os artistas e intelectuais procuravam refúgio no decurso das vitórias cristãs por todo o Al Andaluz. Mistura elementos naturais com outros feitos pela mão do homem, sendo um testemunho da habilidade dos artesãos muçulmanos da época.</p>
<p style="text-align: justify;">Muhammad ibn Nasr, chamado Al-Hamar (o vermelho) por ter a barba ruiva, o fundador da Dinastia Nasrida, iniciou a construção de Alhambra preparando-a para a residência de um rei. De acordo com um manuscrito árabe publicado como o Anonimo de Granada y Copenhague, &#8220;Este ano 1238 Abdallah ibn al-Ahmar escalou ao lugar chamado &#8220;a Alhambra&#8221; inspecionou-o, definiu a fundação de um castelo e deixou alguns encarregados para a sua construção (…)&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O desenho incluía planos para seis palácios, cinco dos quais agrupados no quadrante nordeste formando um quarteirão real, duas torres circulares e numerosos banhos. Durante o domínio da Dinastia Nasrida, a Alhambra foi transformada numa cidade palaciana, completada com um sistema de irrigação composto por canais para os jardins da Generalife, uma vila localizada no exterior da fortaleza.</p>
<p style="text-align: justify;">Previamente, a velha estrutura da Alhambra estava dependente da água da chuva recolhida para uma cisterna e daquela que podia ser trazida do Albaicín. A criação do Canal do Sultão solidificou a identidade da Alhambra como uma cidade-palácio, em vez de uma estrutura defensiva e ascética.</p>
<p style="text-align: center;">
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</p>
<p style="text-align: justify;">O estilo granadino na Alhambra é o culminar da arte andaluza, o que ocorreu em meados do século XIV durante os reinados de Yusuf I (1333-1354) e Muhammad V (1354-1391). Os esplêndidos arabescos do interior estão relacionados, entre outros emires, com Yusef I, Muhammad V, Ismail I, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">O domínio muçulmano de Granada chegou ao fim em 1492, quando os nasridas foram derrotados pelo Rei Fernando II de Aragão e pela Rainha Isabela de Castela, os quais tomaram a região envolvente de uma forma esmagadora. Depois dessa data, os conquistadores começaram a alterar o complexo arquitetônico, com os Reis Católicos a fazerem da Alhambra um palácio real.</p>
<p style="text-align: justify;">Os trabalhos inacabados foram cobertos de cal, apagaram-se as pinturas e dourados, o mobiliário foi destruído ou levado para outros locais. Carlos V (1516–1556) reconstruiu partes do complexo no estilo renascença, contemporâneo, destruindo grande parte do palácio de Inverno para dar espaço a uma estrutura, também em estilo Renascença, que nunca chegou a ser concluída. Filipe V (1700–1746) modificou os quartos para um estilo mais italano completou o seu palacete mesmo no centro do que fora o edifício mourisco.</p>
<p style="text-align: justify;">Erigiu determinadas partes que esconderam por completo algumas estruturas originais. Em anos subsequentes, sob as autoridades espanholas, a arte islâmica continuou a ser desfigurada. Em 1812, algumas das torres foram demolidas pelos franceses, comandados pelo Conde Sebastiani. O resto do edifício escapou por pouco &#8211; aliás, era essa a intenção inicial de Napoleão.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1821, um terremoto causou mais estragos. O trabalho de restauro, começado em 1828, da responsabilidade do arquiteto José Contreras, foi patrocinado em 1830 por Fernando VII. Depois da morte de Contreras, em 1847, foi continuado, com franco sucesso, pelo seu filho Rafael (morreu em 1890), e pelo seu neto Mariano.</p>
<p style="text-align: justify;">O Comité do Património Mundial da UNESCO declarou a Alhambra e o Generalife de Granada como Património Cultural da Humanidade na sua sessão do dia 2 de Novembro de 1984 e, cinco anos depois, o bairro de El Albaicín (Al Albayzín), antiga cidade medieval muçulmana, obteve a mesma denominação como extensão da declaração de Patrimônio Cultural da Humanidade de La Alhambra e do Generalife.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Medina Zahara</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Medina Al-Azahra que significa &#8220;a cidade de Zahra&#8221;, era uma cidade palaciana localizada a cerca de 5 km de Córdoba. A sua construção começou no ano de 936 d.C. a mando de Abdrahman III, primeiro califa do Al-Andalus, e os principais motivos da sua construção foram de índole político-ideológica: a dignidade do califa exige a fundação de uma nova cidade, símbolo do seu poder político. Outro motivo apontado foi a construção da medina em honra da mulher de Abdrahman III, Al Zahra.</p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/medina_Az-zahara.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4750 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/medina_Az-zahara.jpg" alt="medina Az zahara" width="1551" height="1085" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 268" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/medina_Az-zahara.jpg 1551w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/medina_Az-zahara-300x210.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/medina_Az-zahara-1024x716.jpg 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/medina_Az-zahara-768x537.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/medina_Az-zahara-160x112.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/medina_Az-zahara-1536x1075.jpg 1536w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/medina_Az-zahara-600x420.jpg 600w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/medina_Az-zahara-640x448.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/medina_Az-zahara-681x476.jpg 681w" sizes="(max-width: 1551px) 100vw, 1551px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Viria a ser destruída e saqueada em 1010 por ocasião da fitna que levaria ao colapso do Califado. Este ataque riscaria a cidade do mapa durante quase um milénio. As obras começaram em 936, a cargo do mestre alarife Maslama ben Abdallah.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 945 ocorreu o translado da corte a esta cidade, que nesses momentos conta com a mesquita Aljama (941), embora a casa da moeda não se transladasse até 947-948. Porém, as obras prolongaram-se até o reinado de Alhakam II, o que explica as similaridades estilísticas entre esta cidade e a ampliação da mesquita de Córdoba, levadas a cabo por este filho e sucessor de Al-Nasir.</p>
<p style="text-align: justify;">Situa-se na Sierra Morena, ao pé da montanha Yebel al-Arus (&#8216;monte da Desposada&#8217;) e em contato com o vale do Guadalquivir. A topografia em ladeira deste lugar explica a sua disposição em terraços ou níveis, o primeiro dos quais corresponde à zona residencial do califa, seguido pela zona oficial (casa dos vizires, corpo de guarda, salão rico, dependências administrativas, jardins…) para finalmente albergar a cidade propriamente dita (moradias, artesãos…) e a mesquita Aljama, separadas dos dois terraços anteriores por outra muralha específica para isolar o conjunto palaciano.</p>
<p style="text-align: justify;">Medina Azahara apresenta uma planta retangular de aproximadamente 1500 metros por 750, com traçado ortogonal e uma rede de esgoto e abastecimento de água perfeitamente planejada. É considerada a maior superfície urbana construída de uma vez no Mediterrâneo.</p>
<p style="text-align: center;">
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-17/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-17-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 17" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 269"></a>
<a href="https://markaz.org.br/salao-rico-de-medina-al-zahra/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Salão-Rico-de-Medina-Al-Zahra-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Salão Rico de Medina Al Zahra" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 270"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-5/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 5" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 271"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-4-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 4 1" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-1-150x150.jpg 150w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-1-300x300.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-1-768x768.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-1-160x160.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-1-420x420.jpg 420w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-1-640x640.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-1-681x681.jpg 681w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-1.jpg 1000w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 272"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-22/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-22-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 22" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 273"></a>
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<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-21/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-21-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 21" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 275"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-23/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-23-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 23" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 276"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-11/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-11-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 11" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 277"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 2" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 278"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-10/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-10-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 10" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 279"></a>
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<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-4/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 4" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-150x150.jpg 150w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-300x300.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-768x768.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-160x160.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-420x420.jpg 420w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-640x640.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4-681x681.jpg 681w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-4.jpg 1000w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 281"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-20/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-20-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 20" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 282"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-9/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 9" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-9-150x150.jpg 150w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-9-300x300.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-9-768x768.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-9-160x160.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-9-420x420.jpg 420w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-9-640x640.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-9-681x681.jpg 681w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-9.jpg 1000w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 283"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-3-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 3 1" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-1-150x150.jpg 150w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-1-300x300.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-1-768x768.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-1-160x160.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-1-420x420.jpg 420w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-1-640x640.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-1-681x681.jpg 681w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-1.jpg 1000w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 284"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-6/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 6" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 285"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-15/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-15-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 15" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 286"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-3/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 3" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-150x150.jpg 150w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-300x300.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-768x768.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-160x160.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-420x420.jpg 420w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-640x640.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3-681x681.jpg 681w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-3.jpg 1000w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 287"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-8/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-8-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 8" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 288"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-19/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-19-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 19" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 289"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-1/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 290"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-24/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-24-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 24" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 291"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-14-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-14-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 14 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 292"></a>
<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-18/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-18-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 18" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 293"></a>
</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente só se tem escavado cerca de 10% da sua superfície total, entre a que se destaca o salão rico ou salão de Abdrahman III, usado para a recepção de embaixadores importantes, bem como para celebrar as festas anuais de final do jejum e dos sacrifícios, que ocorreram em Medina Azahra de 971 a 976.</p>
<p style="text-align: justify;">O salão Rico foi construído entre 953 e 957 por Abdrahman III, como testemunham as inscrições epigráficas aparecidas nas pilastras no seu interior; tem planta basilical de três naves longitudinais com outra transversal na sua entrada que age de pórtico.</p>
<p style="text-align: justify;">Este salão está decorado com relevos de ataurique em mármore nos seus rodapés, seguido por relevos de diferentes motivos até a típica coberta de artesoado de madeira. As colunas alternam os fustes de mármore rosa e azul, terminados por cimácios e os típicos capitéis de vespeiro califais, desde os que arrancam os característicos arcos de ferradura, nos quais se dá a alternância de aduelas; é aqui onde se formalizam as características do arco de ferradura califal, onde o alfiz aparece como envoltório protetor do próprio arco.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre estes apoia-se o friso corrido em contato com o cobrimento de madeira. Destaca-se de todo o conjunto uma série de tabuleiros, cujo tema único é a árvore da vida. Constitui a peça mestra do conjunto arquitetônico que inclui o Jardim Alto. Ambos, o salão e jardim, fazem parte de uma mesma concepção com forte simbolismo religioso e político, que tem por objeto a magnificação do califa.</p>
<p style="text-align: justify;">A oriente do salão, e ligados com o mesmo, foram construídos um conjunto de cômodos pavimentados em mármore branco, bem como o chamado “pátio da pia”, que faz parte das estâncias prévias a um banho de reduzidas proporções. A sala de cinco naves da Casa dos Vizires abre-se para uma larga e elevada calçada, da que baixam umas escadas para uma gigantesca praça quadrada, atualmente adaptada como jardim.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre a função deste edifício há diferentes opiniões. Durante muito tempo foi chamado “a Casa do Exército” pois as medidas da sala e da explanada parecem aludir a funções representativas. Contudo, atualmente acredita-se que o edifício estava a disposição do pessoal encarregue da administração.</p>
<p style="text-align: justify;">A medina esteve cercada por uma grossa muralha, que constitui mais um limite que um dispositivo militar estritamente defensivo. Somente foi escavado o trecho central da muralha norte, construída com silhares de pedra calcária, como toda a cidade. Para o exterior é reforçada com torres retangulares e no interior apresenta contrafortes como reforço estrutural, para conter o empuxo das terras da ladeira.</p>
<p style="text-align: justify;">No centro desta muralha norte uma porta onde existia um caminho que ligava Medina Azahra com Córdoba. Este acesso norte ao Alcázar apresenta uma disposição acotovelada, quebrada, que responde ao tipo de “portas em cotovelo” usadas na arquitetura militar islâmica. O que atualmente se observa corresponde à restauração realizada durante a década de 1930 por Félix Hernández, pois quase a totalidade da estrutura original desapareceu devido às espoliações sofridas nos muros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mesquita Aljama</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No terraço inferior situa-se a mesquita aljama. De planta retangular, aparece orientada para sudeste e os seus elementos básicos (pátio, sala de oração e minarete) organizam-se segundo o esquema característico do ocidente islâmico. A sala de oração é de planta basilical, com cinco naves separadas por arcarias de ferradura.</p>
<p style="text-align: justify;">A noroeste ergue-se o minarete, de planta quadrada no exterior mas octogonal no interior.No lateral oriental do Jardim Alto, um passadiço coberto (sabat) permitia o califa deslocar-se para o interior, salvando o desnível da rua com uma ponte da que apenas restam os seus baseamentos; assim penetrava na mesquita através da dupla quibla que dava à maqsura, construída com barro cozido. O restante do solo da sala de oração estava coberto com esteiras de esparto, alguns de cujos vestígios apareceram na escavação.</p>
<p><figure id="attachment_4753" aria-describedby="caption-attachment-4753" style="width: 1200px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4753 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama.jpg" alt="Mesquita Aljama" width="1200" height="900" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 294" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama.jpg 1200w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama-300x225.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama-1024x768.jpg 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama-768x576.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama-160x120.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama-560x420.jpg 560w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama-80x60.jpg 80w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama-100x75.jpg 100w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama-180x135.jpg 180w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama-238x178.jpg 238w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama-640x480.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Mesquita_Aljama-681x511.jpg 681w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4753" class="wp-caption-text">A mesquita Aljama de planta retangular, aparece orientada para sudeste e os seus elementos básicos (pátio, sala de oração e minarete) organizam-se segundo o esquema característico do ocidente islâmico.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">O exterior da mesquita apresentaria muros lisos com contrafortes coroados por ameias dentadas, centrando-se a sua decoração nas portas. Construíram-se uma série de cômodos frente à fachada principal da mesquita, que pela distribuição e local, podem ser identificados como uma casa de esmola (dar al-sadaka).</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da riqueza e solidez dos materiais empregados, Medina Azahara não chegou a sobreviver nem um século após a sua construção, pois foi demolida e saqueada em 1010, como consequência da guerra civil (ou fitna) que pôs fim ao califado de Córdoba. Seu saque e desmantelamento prosseguiu nos séculos sucessivos, pois foi usada como &#8220;canteira artificial&#8221; para a construção de outras edificações posteriores na cidade de Córdoba.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos objetos mais importantes encontrados foi a caixa de marfim com inscrições chamada de Píxide de Al-Mughira, que é conservada no museu do Louvre.As escavações oficiais começaram em 1911, e seguiram sem interrupção desde então. O arquiteto Félix Hernández Giménez foi o investigador que escavou a parte central do Alcázar (uma superfície de 10,5 hectares), bem como foi restaurado o salão de Abdrahman III.</p>
<p style="text-align: justify;">Em abril de 2007 começaram, pela primeira vez, escavações no exterior da zona do Alcázar, com o fim de documentar o traçado da muralha sul da cidade, bem como de localizar alguma das portas secundárias e estruturas intramuros e correspondentes aos arrabais.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo último desta escavação é possibilitar num futuro um itinerário de visita que transcorra, desde o novo centro de visitantes a sudeste do sítio arqueológico, através dos caminhos originais da cidade palatina. Entre as descobertas mais imediatas desta nova campanha destacam-se as fossas de espoliação da muralha, bem como uma mesquita.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Palácio da Aljafería</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Aljafería é um palácio fortificado construído na segunda metade do século XI, na época de Al-Muqtadir, em Zaragoza, como residência dos reis e reflete o esplendor alcançado pelo reino taifa de Saraqusta no momento de seu máximo apogeu político e cultural.</p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/aljaferia.png" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4755 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/aljaferia.png" alt="aljaferia" width="640" height="585" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 295" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/aljaferia.png 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/aljaferia-300x274.png 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/aljaferia-160x146.png 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/aljaferia-459x420.png 459w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sua importância reside no fato de que é o único testemunho conservado de um grande edifício da arquitetura islâmica espanhola da época das Taifas. De modo que, se conserva um magnífico exemplo do Califado de Córdoba, sua Mesquita (século X), e outro do &#8220;canto do cisne&#8221; da cultura islâmica, La Alhambra de Granada, esta já do século XIV, deve-se incluir na tríade da arquitetura hispano-muçulmana a Aljaferia de Zaragoza (século XI) para conhecer as realizações da arte taifa dessa época intermédia de reinos independentes anterior à chegada dos almorávidas.</p>
<p style="text-align: justify;">A construção do palácio foi ordenada por al-Muqtadir, segundo monarca da dinastia dos Banu Hud, como símbolo do poder alcançado pela Taifa de Zaragoza na segunda metade do século XI. O rei em pessoa chamou ao seu palácio de &#8220;Qasr al-Surur&#8221; (Palácio da Alegria) e a sala do trono onde presidia as recepções e embaixadas de &#8220;Maylis al-Dahab&#8221; (Salão Dourado).</p>
<p style="text-align: justify;">O nome Aljaferia é documentado pela primeira vez num texto de al-Jazzar as-Saraqusti (entre 1085 e 1100) e outro de Ibn Idari de 1109, como derivação do prenome de al-Muqtadir, Abu Ja&#8217;far, e de «Ja&#8217;far», «al-Jafariyya», que evoluiu para «Aliafaria» e daí a «Aljaferia».</p>
<p style="text-align: center;">
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-17-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-17-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 17 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 296"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-1-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-1-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 1 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 297"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-15-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-15-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 15 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 298"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-6-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-6-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 6 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 299"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-4-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-4-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 4 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 300"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-3-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-3-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 3 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 301"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-12-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-12-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 12 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 302"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-10-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-10-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 10 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 303"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-7-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-7-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 7 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 304"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-13-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-13-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 13 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 305"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-2-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-2-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 2 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 306"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-14-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-14-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 14 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 307"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-11-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-11-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 11 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 308"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-9-1/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-9-1-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 9 1 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 309"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-5-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-5-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 5 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 310"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-16-2/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-16-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 16 1" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 311"></a>
<a href="https://markaz.org.br/palacio-de-aljaferia-9-3/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Palácio-de-Aljaferia-9-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Palácio de Aljaferia 9 2" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 312"></a>
</p>
<p style="text-align: justify;">Depois da reconquista de Zaragoza em 1118 por Afonso I, O Guerreiro passou a ser residência dos reis cristãos de Aragão, com o que a Aljaferia se converteu no principal foco difusor do mudéjar aragonês. Foi utilizada como residência régia por Pedro IV, o Cerimonioso e posteriormente, na planta principal, foi efetuada uma reforma que converteu estas estâncias em palácio dos Reis Católicos em 1492.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1593 experimentou outra reforma que a converteria em fortaleza militar, primeiro segundo desenhos renascentistas (que hoje se podem observar no seu entorno, fosso e jardins) e mais tarde como aquartelamento de regimentos militares. Sofreu reformas contínuas, e grandes danos, sobretudo com os Sítios de Zaragoza da Guerra da Independência Espanhola até que finalmente foi restaurada na segunda metade do século XX e atualmente acolhe as Cortes de Aragão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Abdrahman III</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Abdrahman III, foi o oitavo Emir de Córdoba (912 &#8211; 929) e, depois, o primeiro califa do Al-Andaluz (de 929 a 961). É considerado o maior e mais bem sucedido dos príncipes da dinastia omíada na península Ibérica. Ascendeu ao trono apenas com vinte e dois anos e reinou cerca de meio século.</p>
<p><figure id="attachment_4499" aria-describedby="caption-attachment-4499" style="width: 1200px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_espanha_0003.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4499 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_espanha_0003.jpg" alt="islamBR espanha 0003" width="1200" height="800" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 313" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_espanha_0003.jpg 1200w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_espanha_0003-300x200.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_espanha_0003-1024x683.jpg 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_espanha_0003-768x512.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_espanha_0003-160x107.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_espanha_0003-630x420.jpg 630w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_espanha_0003-640x427.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_espanha_0003-681x454.jpg 681w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4499" class="wp-caption-text">Dionisio Baixeras Verdaguer (1862–1943) em sua arte: La civilització del califat de Còrdova en temps d&#8217;Abd-al-Rahman III, retrata o Califa Abdrahman III recebendo em seu palácio um grupo de monges cristãos.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">A sua vida está de tal forma identificada com o governo do seu estado que acabamos por ter mais material biográfico sobre o seu antecessor Abdrahman I, que sobre si, inegavelmente mais importante no plano histórico. Era neto de Abdallah, outro grande líder hispânico dos omíadas, a quem sucedeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Abdrahman III conseguiu fazer face a todos os seus adversários, foi conhecido pela sua tolerância para com a comunidade cristã e judaica. Ao declarar-se o Califado de Córdoba estava quebrando, efetivamente, todos os laços que o uniam aos Califas Egípcios e Sírios. Os seus ascendentes tinham-se contentado apenas com o título de emir (príncipe).</p>
<p style="text-align: justify;">Na altura, era aceito que apenas o governante das cidades santas de Makkah e Madina poderiam reclamar tal título. A força da tradição estava, contudo, muito esbatida, de modo que Abdrahman III fez-se proclamar sucessor do Profeta (califa) e príncipe dos crentes (amir al-Mu&#8217;minin) a 16 de Janeiro de 929, ganhando um prestígio sem precedentes para um líder muçulmano na Europa, tanto entre os seus súditos hispânicos como na África, foi nessa data que assumiu a sua al-kunya an-Nasir li-Din Allah.</p>
<p><figure id="attachment_4775" aria-describedby="caption-attachment-4775" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/cordoba-califado-abdrahaman-III.png" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4775 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/cordoba-califado-abdrahaman-III.png" alt="cordoba califado abdrahaman III" width="1024" height="844" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VII - A Arte e a Arquitetura na Andaluzia 314" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/cordoba-califado-abdrahaman-III.png 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/cordoba-califado-abdrahaman-III-300x247.png 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/cordoba-califado-abdrahaman-III-768x633.png 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/cordoba-califado-abdrahaman-III-160x132.png 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/cordoba-califado-abdrahaman-III-510x420.png 510w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/cordoba-califado-abdrahaman-III-640x528.png 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/cordoba-califado-abdrahaman-III-681x561.png 681w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4775" class="wp-caption-text">A Península Ibérica ao advento de Abderrahman III.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">A sua principal missão, foi a unificação de al-Andaluz, conquistou Osma, de San Esteban de Gormaz. Em resposta aos ataques do rei de Leão Ordonho II, venceu os reis de Leão e Navarra, na Batalha de Valdejunquerra, a 26 de Julho de 920.O Califado de Córdoba entrou numa época de grande prosperidade econômica e prestígio mundial. É disso exemplo a quantidade de moedas de ouro e de prata cunhadas por Abdrahman III.</p>
<p style="text-align: justify;">O conjunto de obras públicas e medidas administrativas foram também muito elogiadas ao longo da história. Os povos mais distantes da época fizeram-lhe homenagens por diversas vezes. Foi o fundador da escola de medicina de Córdoba. Abdrahman III, morreu na Medina Al-Zahra aos 70 anos, após um reinado de 50 anos e meio.</p>
<p style="text-align: justify;">O corpo foi transladado para o Alcácer de Córdoba, onde foi enterrado. Abdrahman III não somente fez de Córdoba o centro nevrálgico de um novo império muçulmano no Ocidente, mas converteu-a na principal cidade da Europa Ocidental, rivalizando ao longo de um século com Bagdá e Constantinopla (capitais do Califado Abássida e do Império Bizantino, respectivamente) em poder, prestígio, esplendor e cultura. Sob o seu governo, a cidade alcançou o milhão de habitantes, que dispunham de mil e seiscentas mesquitas, trezentas mil moradias, oitenta mil lojas e inúmeros banhos públicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Este califa omíada foi também um grande impulsionador da cultura: dotou Córdoba com cerca de setenta bibliotecas, fundou uma universidade, uma escola de medicina e outra de tradutores do grego e do hebraico para o árabe. Fez a ampliação da Mesquita de Córdoba, reconstruindo as ameias, e mandou construir a extraordinária cidade palaciana de Madinat al-Zahra, na qual residiu até à morte.</p>
<p style="text-align: justify;">O aspecto do desenvolvimento cultural não é menos relevante com a chegada ao poder do califa al-Hakam II, a quem é atribuída a fundação de uma biblioteca que teria atingido os 400 000 volumes. Talvez isso provocou a ascensão de postulados da filosofia clássica -tanto grega quanto latina- por parte de intelectuais da época como foram Ibn Masarra, Ibn Tufail, Averróis e o judeu Maimônides, embora os pensadores de Al-Andalus se destacassem, sobretudo, em medicina, matemáticas e astronomia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Andaluzia e a Civilização Islâmica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Andaluzia é a principal via da civilização muçulmana, a ponte mais importante através da qual a civilização islâmica se transferiu para a Europa e teve um impacto em várias áreas científicas, intelectuais, sociais e econômicas. A Andaluzia, que é parte da Europa, permaneceu por oito séculos (92-897 dH / 711-1492 dC) como um farol irradiante da civilização durante o tempo em que os muçulmanos estavam lá, mesmo quando era politicamente fraco, e quando os reinos dos partidos apareceram. Isso ocorreu através de suas universidades, escolas, bibliotecas, fábricas, palácios, jardins, cientistas e homens de letras.</p>
<p style="text-align: justify;">A Andaluzia tornou-se ponto de atenção dos europeus, cujos países tinham contatos íntimos e contínuos com a Andaluzia. [Hani al-Mubarak e Shawqi Abu Khalil: Dawr hadarah al-al-al-Islamiyah Arabiyah fi al-Al Nahda urubiyah (Papel dos árabes, a civilização islâmica no renascimento europeu), pp 51,52.] Logo após os muçulmanos se estabelecerem na Espanha, eles se dedicaram ao conhecimento e concentraram sua atenção sobre as ciências, a literatura e as artes.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, os muçulmanos superaram o progresso alcançado por seus irmãos no oriente, fizeram grandes inovações em todas as ciências, o que deu à Europa enormes fontes das quais continuou a assimilar o conhecimento desde o final do século XI até o renascimento italiano, no século XV. Gustav Le Bom disse: &#8220;Tão logo os árabes completaram a conquista da Espanha, eles começaram a cumprir a mensagem da civilização nela.</p>
<p style="text-align: justify;">Em menos de um século, eles conseguiram dar vida a uma terra árida, reconstruir as cidades destruídas, instituir magníficos edifícios e fortalecer estreitas relações comerciais com outras nações. Eles então passaram a se dedicar ao estudo das ciências e artes e à tradução dos livros do grego e do latim, e fundaram as universidades que continuaram a ser um lugar para a cultura na Europa por muito tempo.&#8221; [Lebon Gustav: A civilização dos árabes p 273.]</p>
<p style="text-align: justify;">A política de tolerância islâmica teve um grande impacto sobre a Ahl al-Zhimma (não-muçulmanos que vivem sob a proteção do Estado Muçulmano), incluindo judeus e cristãos. Os espanhóis arabizados tiveram interesse em estudar a língua árabe e a usaram em suas vidas cotidianas.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles até mesmo a preferiram em vez da língua latina. E muitos judeus estudaram nas mãos dos professores árabes. A tradução do árabe na Andaluzia prosperou muito, principalmente em Toledo, durante os séculos XII e XIII. A tradução costumava ser feita do árabe para o espanhol e, depois, para o latim, ou do árabe para o latim diretamente.</p>
<p style="text-align: justify;">A tradução não ficou restrita aos livros escritos por cientistas árabes sobre todos os ramos do conhecimento, mas abrangeu grandes livros gregos que foram traduzidos no oriente dois séculos antes. Alguns livros de escritores gregos, como Galeno, Hipócrates, Platão, Aristóteles, Euclides e outros foram traduzidos. Um dos mais famosos tradutores de Toledo foi Gerard de Cremona, que é chamado de “o toledense”. Ele chegou da Itália, em 1150 dC, e lhe é atribuída a tradução de cerca de cem livros, entre eles: 21 de medicina, incluindo a Al-Mansuri, escrito por Al-Razi e al-Qanun (A lei) por Ibn Sina.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns dos livros parecem ter sido traduzidos pelos seus alunos sob sua supervisão e alguns em colaboração com outros, principalmente “Galipus”, que era arabizado. Durante o século XII, a tradução também foi praticada por espanhóis e outros que vieram para a Espanha. Afonso X, o rei de Castela (1252-1284 dC) criou várias instituições de ensino superior e incentivou a tradução do árabe para o latim e, às vezes, para a língua castelhana. [Mahmud al-Jalili: Ta&#8217;thir al-tib Al-Arabi fi al-hadarah al- urubiyah (O impacto da medicina árabe na civilização européia)] Sarton disse: &#8220;Os muçulmanos, os gênios do Oriente, realizaram grandes conquistas na Idade Média.</p>
<p style="text-align: justify;">Os livros mais valiosos, mais originais e mais ricos em conteúdo, foram escritos em árabe. A partir de meados do século VIII até o final do século XI, o árabe era a língua da ciência que elevava a raça humana, a tal ponto que qualquer pessoa que queria estar familiarizado com a cultura de sua época e com sua forma mais recente tinha que aprender a língua árabe, e muitos estrangeiros aprenderam o árabe.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não creio que precisamos ressaltar os progressos científicos dos muçulmanos nas áreas de matemática, física, astronomia, química, botânica, geografia e medicina.&#8221; [Hassan Shamsi Basha: Hakaza kanu iauma kunna (assim eram quando éramos) p 8. Veja: Ahmad Ali Al-Mulla: Athar al-Ulama al-Muslimin fi al-hadarah al-urubiyah (Impacto dos estudiosos islâmicos na civilização européia) p 110, 111.] A Andaluzia foi, portanto, um importante centro da civilização islâmica e foi uma das rotas mais importantes, através da qual está civilização se transferiu para a Europa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CRONOLOGIA BÁSICA DE AL-ANDALUZ</strong></p>
<p style="text-align: justify;">711: Tarik, oficial do governador do norte da África, Musa Ibn Nusayr, sai de Tanger chefiando um exército de 7.000 homens e desembarca em Gibraltar. A ocupação da península se completa em 5 anos.<br />
718: Possível data da batalha de Covadonga, que assinala o começo da resistência Astúria.<br />
720: As muralhas e a ponte romana, de Córdoba, são reconstruídas e é fundado o primeiro cemitério muçulmano.<br />
756: Abdul Rahman I, o último omíada de Damasco, chega à península e ocupa Córdoba. Estabelece uma dinastia que governará a Andaluzia até 1031.<br />
784: Começa a construção da Mesquita de Córdoba.<br />
822: O sucessor de Al-Hakam I, Abdrahman II, traz um período de prosperidade à Andaluzia. Aumenta a Mesquita de Córdoba e são construídas outras em Jaén e Sevilha.<br />
831: Fundação de Murcia.<br />
844: Incursão dos normandos a Lisboa, Sevilha, Cádiz e Sidônia.<br />
929: Abdrahman III se proclama Príncipe dos crentes e torna-se independente de Bagdá. Começa o califado de Córdoba.<br />
936: Início da construção da cidade de Madinat al-Zahra.<br />
955: Fundação de Almería.<br />
961: Al-Hakam II, sucessor de Abdrahman III cria uma biblioteca de mais de 400 mil volumes.<br />
997: Campanha contra Santiago de Compostela, a cargo de Almanzor.<br />
1031: Com a queda da dinastia omíada, começam a surgir reinos independentes de taifas em toda Andaluzia.<br />
1042: Começam as obras do Alcázar de Sevilla.<br />
1062: Fundação de Marraquesh.<br />
1064: Construção da Alcazaba, al-qasbah, recinto fortificado, de Málaga.<br />
1081: Desterro de El Cid.<br />
1085: Alfonso VI toma Toledo. O rei de Sevilha, al-Mutamid, pede ajuda aos almorávidas e junto a eles derrota os cristãos em Sagrajas.<br />
1163: Sevilha, capital de al-Andaluz.<br />
1184: Começa a construção da Giralda de Sevilla.<br />
1195: As tropas almoadas de Yaqub vencem ao exército cristão de Alfonso VIII, de Castela, em Alarcos.<br />
1198: Morre Ibn Rushd, mais conhecido como Averróes.<br />
1212: Os exércitos aliados de Castela, Aragão e Navarra vencem aos almoadas na batalha de Navas de Tolosa.<br />
1231: Al-Ahmar ibn Nasr, fundador da dinastía nazarí, é nomeado governador de Arjona, sua cidade natal, e pouco depois estenderá seu poder a Jaén e Guadiz.<br />
1236: Córdoba rende-se a Fernando III, de Castela. Alguns anos mais tarde, cairiam Jaén e Arjona (1246), Sevilha (1248) e outras cidades de Andaluzia.<br />
1237: Começa a construção de Alhambra, sob a orientação de al-Ahmar.<br />
1314: Começam as obras do Generalife.<br />
1482: Inicia-se a guerra de Granada. Bobadilha arrebata o trono a seu pai.<br />
1487: Málaga se rende às forças cristãs.<br />
1489: Baeza e Almería rendem-se pacificamente aos reis católicos.<br />
1491: Bobadilha, último rei nasari, capitula ante os reis católicos e negocia a entrega de Granada em 25 de novembro.<br />
1492: No dia 2 de janeiro, os reis católicos entram em Granada, o último reduto muçulmano na Europa.</p>
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		<title>A Espanha Muçulmana &#8211; PARTE VI &#8211; O Legado Cientifico e Cultural da Andaluzia</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 20:33:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[história islâmica]]></category>
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<p>Para a civilização ocidental, as contribuições da Espanha islâmica foram de valor inestimável. Quando os muçulmanos entraram no sul da Espanha &#8211; que eles chamavam al-Andaluz &#8211; os bárbaros do norte tinham devastado grande parte da Europa e a civilização clássica greco-romana já se tinha perdido. A Espanha islâmica, então, tornou-se a ponte por intermédio [&#8230;]</p>
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<p style="text-align: justify;">Para a civilização ocidental, as contribuições da Espanha islâmica foram de valor inestimável. Quando os muçulmanos entraram no sul da Espanha &#8211; que eles chamavam al-Andaluz &#8211; os bárbaros do norte tinham devastado grande parte da Europa e a civilização clássica greco-romana já se tinha perdido.</p>
<p style="text-align: justify;">A Espanha islâmica, então, tornou-se a ponte por intermédio da qual todo o legado científico, tecnológico e filosófico do período abássida, juntamente com as realizações da própria Andaluzia, foi passado para a Europa. No primeiro século do governo muçulmano na Espanha, a cultura foi fortemente influenciada pela  próspera civilização que se desenvolveu em Bagdá. Mas, durante o reinado de Abd al-Rahman III (912-961), a Espanha islâmica começou a ter uma identidade própria.</p>
<p style="text-align: justify;">Abd al-Rahman III era um apaixonado tanto pela religião quanto pelas ciências seculares. Ele também estava determinado a mostrar ao mundo que sua corte em Córdoba igualava-se, em grandeza, à dos califas de Bagdá. Sem poupar esforços, tempo ou dinheiro, ele importou livros de Bagdá e recrutou sábios, oferecendo incentivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em decorrência, sábios, poetas, filósofos, historiadores e músicos logo começaram a emigrar para a Andaluzia e toda uma infraestrutura de bibliotecas, hospitais, instituições de pesquisa e centros de estudos islâmicos surgiu, criando a tradição intelectual e o sistema educacional que tornariam a Espanha proeminente pelos quatro séculos seguintes.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos primeiros sábios a chegar à Andaluzia foi &#8216;Abbas ibn Firnas, que veio para ensinar um ramo da teoria matemática, e atualizar a corte de &#8216;Abd al-Rahman a respeito dos progressos neste campo em Bagdá. Mas Ibn Firnas não era um homem limitado a um único campo de estudo.</p>
<p><figure id="attachment_4522" aria-describedby="caption-attachment-4522" style="width: 1280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abbas-Ibn-Firnas.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4522 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abbas-Ibn-Firnas.jpg" alt="Abbas Ibn Firnas" width="1280" height="1107" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VI - O Legado Cientifico e Cultural da Andaluzia 318" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abbas-Ibn-Firnas.jpg 1280w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abbas-Ibn-Firnas-300x259.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abbas-Ibn-Firnas-1024x886.jpg 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abbas-Ibn-Firnas-768x664.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abbas-Ibn-Firnas-160x138.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abbas-Ibn-Firnas-486x420.jpg 486w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abbas-Ibn-Firnas-640x554.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abbas-Ibn-Firnas-681x589.jpg 681w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4522" class="wp-caption-text">Abu al-Qasim Abbas ibn Firmas ibn Wirdas al-Takurini (809-887 dC ), também conhecido como Abbas ibn Firnas era um polímata andaluz : um inventor , médico , químico , engenheiro e poeta de língua árabe.</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Logo começou a investigar a mecânica do voo. Construiu um par de asas armadas numa estrutura de madeira e fez a primeira tentativa de voar, antecipando-se a Leonardo da Vinci em mais ou menos seiscentos anos. Mais tarde, tendo sobrevivido ao experimento com um ferimento nas costas, ele construiu um planetário. Não só era mecanizado como também simulava fenômenos meteorológicos, como os raios e trovões.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma que nos centros de estudos em Bagdá, o interesse da Espanha islâmica na matemática, astronomia e medicina foi sempre muito grande &#8211; em parte por causa de sua utilidade óbvia. No século X, os matemáticos de Córdoba começaram a dar suas contribuições pessoais. O primeiro matemático e astrônomo de Andaluzia foi Maslamah al-Majriti, que morreu em 1008.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele foi precedido por cientistas competentes &#8211; homens como Ibn Abi &#8216;Ubaydah, de Valência, um notável astrônomo do século X. Mas, Majriti foi especial. Escreveu inúmeros trabalhos sobre matemática e astronomia, estudou e elaborou a tradução dos trabalhos de Ptolomeu e ampliou e corrigiu as tabelas astronômicas do famoso al-Khwarazmi.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele também compilou as tabelas de conversão, nas quais ele relacionou as datas do calendário persa com as datas da Hégira, a fim de que, pela primeira vez, os eventos do passado persa pudessem ser datados com precisão. Al-Zarqali, conhecido no ocidente com Arzaquel, foi outro notável matemático e astrônomo que viveu em Córdoba, no século XI.</p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abu-al-Qasim-al-Zahrawi.png" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-4527 size-large" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abu-al-Qasim-al-Zahrawi-1024x358.png" alt="Abu al Qasim al Zahrawi" width="1024" height="358" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VI - O Legado Cientifico e Cultural da Andaluzia 319" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abu-al-Qasim-al-Zahrawi-1024x358.png 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abu-al-Qasim-al-Zahrawi-300x105.png 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abu-al-Qasim-al-Zahrawi-768x269.png 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abu-al-Qasim-al-Zahrawi-160x56.png 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abu-al-Qasim-al-Zahrawi-1536x538.png 1536w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abu-al-Qasim-al-Zahrawi-1200x420.png 1200w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abu-al-Qasim-al-Zahrawi-640x224.png 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abu-al-Qasim-al-Zahrawi-681x238.png 681w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Abu-al-Qasim-al-Zahrawi.png 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Combinando o conhecimento teórico com a habilidade técnica, ele se sobressaiu na construção de instrumentos para uso astronômico e de um relógio d&#8217;água, capaz de determinar as horas do dia e da noite e de indicar os dias dos meses lunares. Também contribuiu para as famosas Tabelas Toledanas, uma compilação apuradíssima de dados astronômicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Arzaquel foi famoso, ainda, por causa de seu Livro das Tabelas. Muitas dessas tabelas haviam sido compiladas antes dele, mas o seu é um almanaque contendo tabelas que permitem encontrar os dias em que começam os meses coptas, romanos, lunares e persas, outras tabelas que dão a posição dos planetas a qualquer tempo e ainda outras que facilitam a previsão dos eclipses lunares e solares. Também compilou tabelas valiosas de latitude e longitude.</p>
<p style="text-align: justify;">Um outro sábio importante foi al-Bitruji, que desenvolveu uma nova teoria do movimento estelar, baseado no pensamento de Aristóteles, em seu Livro da Forma, um trabalho que teve mais tarde grande circulação no ocidente.</p>
<p style="text-align: justify;">Os nomes de muitas estrelas ainda são aqueles dados pelos astrônomos muçulmanos, como Altair (deal-tair, &#8220;aviador&#8221;), Betelgeuse (de bait al-jawza, &#8220;a casa dos gêmeos&#8221;), além de outros termos ainda em uso até hoje, como zenith, nadir e azimut, que também são derivados do árabe, refletindo, assim, o trabalho dos astrônomos muçulmanos de Andaluzia e seu impacto no Ocidente.</p>
<p><figure id="attachment_4531" aria-describedby="caption-attachment-4531" style="width: 1200px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Tabula_Rogeriana.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image wp-image-4531 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Tabula_Rogeriana.jpg" alt="Tabula Rogeriana" width="1200" height="544" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VI - O Legado Cientifico e Cultural da Andaluzia 320" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Tabula_Rogeriana.jpg 1200w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Tabula_Rogeriana-300x136.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Tabula_Rogeriana-1024x464.jpg 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Tabula_Rogeriana-768x348.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Tabula_Rogeriana-160x73.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Tabula_Rogeriana-926x420.jpg 926w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Tabula_Rogeriana-640x290.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Tabula_Rogeriana-681x309.jpg 681w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4531" class="wp-caption-text">Muhammad Al-Idrisi (1110 – 1165 ou 1166), foi um cartógrafo árabe muçulmano da Idade Média, famoso pela qualidade de seus mapas, tanto no desenho quanto na precisão. Nascido provavelmente em Ceuta, em 1154 confeccionou um grande mapa-múndi orientado em sentido inverso ao utilizado atualmente, conhecido como a Tabula Rogeriana, acompanhado por um livro, denominado Geografia. O rei Rogério II da Sicília deu a estas obras o nome conjunto de Nuzhat al-Mushtak, ainda que Al-Idrisi as tenha batizado como Kitab Rudjar (“O Livro de Rogério”).</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">Cientistas da Espanha islâmica também contribuíram para a medicina, a ciência muçulmana por excelência. O interesse na medicina estava presente desde os primeiros tempos do Islam (o próprio Profeta afirmou que havia um remédio para cada doença), e embora os maiores clínicos muçulmanos estivessem em Bagdá, os de Andaluzia também deram as suas importantes contribuições.</p>
<p style="text-align: justify;">Ibn al-Nafs, por exemplo, descobriu a circulação pulmonar do sangue. Durante o século X, em especial, a Andaluzia produziu um grande número de excelentes clínicos, alguns dos quais estudaram os trabalhos médicos gregos traduzidos pela famosa Casa da Sabedoria, em Bagdá.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre eles está Ibn Shuhayd, que numa obra fundamental recomendou o uso de drogas somente no caso de o paciente não responder à dieta e recomendava o uso de drogas simples somente nos casos mais sérios. Uma outra figura importante foi Abu al-Qasim al-Zahrawi, o mais famoso cirurgião da Idade Média.</p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/muqadimah.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4533 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/muqadimah.jpg" alt="muqadimah" width="640" height="510" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VI - O Legado Cientifico e Cultural da Andaluzia 321" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/muqadimah.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/muqadimah-300x239.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/muqadimah-160x128.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/muqadimah-527x420.jpg 527w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ele foi o autor do Tasrif, um livro que, traduzido para o latim, tornou-se texto médico obrigatório nas universidades europeias no final da Idade Média. Sua seção sobre cirurgia contém ilustrações de instrumentos cirúrgicos de desenho funcional e de grande precisão.</p>
<p style="text-align: justify;">Um outro importante campo de estudo na Andaluzia, foi o estudo da geografia. Em parte por questões de ordem econômica e política, mas, principalmente, por uma curiosidade sobre o mundo e seus habitantes, os sábios da Espanha islâmica começaram com os trabalhos de Bagdá e prosseguiram por conta própria, acrescentando outras contribuições, como a geografia básica da Andaluzia, de Ahmad ibn Muhammad al-Razi, e uma descrição da topografia do norte da África, de Muhammad ibn Yusuf al-Warraq. Um outro geógrafo foi al-Bakri, um ministro importante da corte de Sevilha, mas também um linguista ilustre e literato.</p>
<p style="text-align: justify;">Um de seus dois mais importantes trabalhos sobre geografia é voltado para a geografia da península arábica. Ele arrumou em ordem alfabética e listou os nomes das cidades, vilas,wadise monumentos que ele coletou de hadices e das estórias. O outro foi uma enciclopédia do mundo todo, arranjado por ordem de país, onde cada um era precedido por uma breve introdução histórica.</p>
<p style="text-align: justify;">Incluía descrição dos povos, costumes e clima de cada país, os principais dados, as maiores cidades. No estudo da geografia, figuras como Ibn Jubayr, um viajante andaluz, e o mais famoso viajante de todos, Ibn Battuta, também deram importantes contribuições. Nascido no norte da África, então dentro da esfera cultural da Espanha islâmica, Ibn Battuta viajou por 28 anos e escreveu um livro sobre suas viagens, que se mostrou uma rica fonte de consulta tanto para historiadores como para geógrafos.</p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/latin.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4534 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/latin.jpg" alt="latin" width="640" height="451" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VI - O Legado Cientifico e Cultural da Andaluzia 322" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/latin.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/latin-300x211.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/latin-160x113.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/latin-596x420.jpg 596w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Incluía informações preciosas sobre os povos, lugares, navegação, rotas de caravanas, estradas e hospedagens. Mas, o mais famoso geógrafo dessa época foi Al-Idrisi, que estudou em Córdoba. Depois de viajar muito, al-Idrisi se estabeleceu na Sicília e escreveu uma geografia sistemática do mundo, que ficou conhecido como o Livro de Roger, por causa de seu padrinho Roger II, o rei normando da Sicília.</p>
<p style="text-align: justify;">As informações contidas no Livro de Roger também foram gravadas num planisfério de prata, um mapa em forma de disco, que foi uma das maravilhas da época. Inúmeros sábios na Andaluzia também se devotaram ao estudo da história e das ciências linguísticas, a principal das &#8220;ciências sociais&#8221; cultivada pelos árabes. Ibn al-Khatib, por exemplo, se distinguiu em quase todos os ramos do ensino, produziu mais de 50 obras sobre viagens, medicina, poesia, música, política e teologia, assim como escreveu a mais bela história sobre Granada que chegou até nós.<br />
O espírito mais original do período, no entanto, foi indubitavelmente Ibn Khaldoun, o primeiro historiador a desenvolver   e a explicar as leis gerais que regem a ascensão e declínio das civilizações.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seus Prolegômenos, uma introdução à enorme história universal de sete volumes &#8211; uma introdução maior do que alguns dos volumes -, Ibn Khaldun abordou a história como uma ciência e desafiou a lógica de muitos relatos históricos até então aceitos. Num certo sentido ele foi o primeiro filósofo moderno de história.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma outra grande área de atividade intelectual na Andaluzia foi a filosofia, onde foi feita uma tentativa de lidar com os problemas intelectuais surgidos com a introdução da filosofia grega no contexto islâmico. Um dos primeiros a lidar com isto foi Ibn Hazm, que, como autor de mais de 400 livros, foi descrito como &#8220;um dos gigantes da história intelectual do Islam&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Existiram outros filósofos também, como Ibn Bajjah, que era médico, e Ibn Tufayl, o autor de Hayy ibn Yaqzan, a estória de um menino que cresceu em completa solidão numa ilha deserta e que, por seus próprios esforços, descobriu as mais elevadas realidades físicas e metafísicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi, no entanto, Averróes &#8211; Ibn Rushd &#8211; quem alcançou a mais notável reputação. Ele era um aristotélico apaixonado e sua obra teve um efeito duradouro, através da tradução para o latim, sobre o desenvolvimento da filosofia ocidental.</p>
<p style="text-align: justify;">A lista das contribuições da Espanha islâmica para o ocidente é, na verdade, quase que interminável. Além das contribuições nos campos da matemática, economia, medicina, botânica, geografia, história e filosofia, a Andaluzia também desenvolveu e aplicou importantes inovações tecnológicas: o moinho de vento e as novas técnicas para o trabalho em metal, tecelagem e construção.</p>
<p><strong>O Legado Cientifico e Cultural da Andaluzia</strong></p>
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<a href="https://markaz.org.br/new-york-metropolitan-museum-of-art-april-2003/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/legado-cientifico-muculamno-18-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="legado cientifico muculamno 18" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VI - O Legado Cientifico e Cultural da Andaluzia 345"></a>
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<a href="https://markaz.org.br/medina-al-zahra-14/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Medina-al-Zahra-14-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="Medina al Zahra 14" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VI - O Legado Cientifico e Cultural da Andaluzia 373"></a>
<a href="https://markaz.org.br/legado-cientifico-muculamno-62/"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/legado-cientifico-muculamno-62-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="legado cientifico muculamno 62" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/legado-cientifico-muculamno-62-150x150.jpg 150w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/legado-cientifico-muculamno-62-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" title="A Espanha Muçulmana - PARTE VI - O Legado Cientifico e Cultural da Andaluzia 374"></a>
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		<title>A Espanha Muçulmana &#8211; PARTE V &#8211; Reinos de Taifas e Dinastias Norte-africanas</title>
		<link>https://markaz.org.br/a-espanha-muculmana-parte-v-reinos-de-taifas-e-dinastias-norte-africanas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 20:06:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[história islâmica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><a rel="nofollow" href="https://markaz.org.br">Portal IslamBR</a><br />
<img src="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/islamBR_espanha_0007.jpg" style="display: block; margin: 1em auto"><br />
<a rel="nofollow" href="https://markaz.org.br/a-espanha-muculmana-parte-v-reinos-de-taifas-e-dinastias-norte-africanas/">A Espanha Muçulmana &#8211; PARTE V &#8211; Reinos de Taifas e Dinastias Norte-africanas</a></p>
<p>Em 1031, o califado foi, abolido e todas as grandes famílias árabes, bérberes e muwaladis, cristãos hispânicos que abraçaram o Islam durante o governo muçulmano, queriam, de uma forma ou de outra, usufruir das benesses do estado, ou pelo menos, de suas cidades. Surgiram então, por toda parte, os reis de taifas, que se elevaram [&#8230;]</p>
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<div style="text-align: justify;">Em 1031, o califado foi, abolido e todas as grandes famílias árabes, bérberes e muwaladis, cristãos hispânicos que abraçaram o Islam durante o governo muçulmano, queriam, de uma forma ou de outra, usufruir das benesses do estado, ou pelo menos, de suas cidades.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Surgiram então, por toda parte, os reis de taifas, que se elevaram à categoria de donos e senhores dos principais lugares do território andaluz. Este desmembramento representou o começo do fim da Andaluzia e, enquanto se enfraquecia cada vez mais, os cristãos se organizavam para combater os muçulmanos.</div>
<div><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/taifas.png" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4516 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/taifas.png" alt="taifas" width="1200" height="832" title="A Espanha Muçulmana - PARTE V - Reinos de Taifas e Dinastias Norte-africanas 379" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/taifas.png 1200w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/taifas-300x208.png 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/taifas-1024x710.png 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/taifas-768x532.png 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/taifas-160x111.png 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/taifas-606x420.png 606w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/taifas-640x444.png 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/taifas-681x472.png 681w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a></div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">A primeira grande vitória sobre o os muçulmanos na península foi protagonizada por Alfonso VI, quando, em 1085, tomou a importante cidade de Toledo. No entanto, nesta época surgiram figuras importantes no campo do saber e da arquitetura, com as construções suntuosas de palácios, almunias (hortos) e mesquitas.Enquanto isso, ao final do século XI, no Magrebe ocidental, atual Marrocos, surgia um novo movimento político e religioso no seio de uma tribo bérbere do sul, os lamtuna, que fundaram a dinastia dos almorávidas.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Em pouco tempo, a austeridade e pureza religiosa deles convenceu grande parte da população desencantada e, com o seu apoio, empreenderam uma série de campanhas. Conseguiram formar um império que compreenderia parte do norte da África e da Andaluzia, que havia pedido ajuda a eles para frear o avanço cristão. Chefiados por Ibn Tashfim, os almorávidas chegaram na península, e infligiram uma grande derrota às tropas de Alfonso VI, em Sagrajas.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">De imediato, conseguiram extinguiram os reinos de taifas e centralizaram o governo da Andaluzia, e a nova situação deu um incremento ao bem-estar social e econômico. Os cristãos estavam conseguindo, enquanto isso, importantes avanços. Alfonso I, de Aragão, conquistou Zaragoza, em 1118.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Ao mesmo tempo, os almorávidas viam ameaçada a sua própria supremacia por um novo movimento religioso surgido no Magrebe: os almoadas. Esta nova dinastia surgiu numa tribo bérbere, procedente do Atlas, que, liderada por Ibn Tumart, logo se organizou usando argumentos semelhantes de pureza e revitalização religiosa. Foram grandes construtores e também se cercaram dos melhores literatos e cientistas da época. No entanto, da mesma forma que os almorávidas, acabaram por sucumbir ao relaxamento dos costumes, que quase sempre caracterizou Al-Andalus.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Os Almorávidas </strong></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">A dinastia dos Almorávidas (al-murabitin), cuja designação pode ter advindo do nome do local (ribat) onde se reuniam os partidários de Yahya bin Ibrahim e Abdallah bin Yasin, surgiu no Magrebe, no século XI e esteve sob alçada política dos califas abássidas. O fundador da cidade de Marraquexe em 1060, e primeiro a atingir o poder, foi Yusuf bin Tachfin.</div>
<div><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoravida.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4514 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoravida.jpg" alt="Reinado Almoravida" width="640" height="631" title="A Espanha Muçulmana - PARTE V - Reinos de Taifas e Dinastias Norte-africanas 380" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoravida.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoravida-300x296.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoravida-160x158.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoravida-426x420.jpg 426w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></div>
<div style="text-align: justify;">Os Almorávidas eram provenientes do Sul de Marrocos e nómadas, caracterizando-se por serem acérrimos partidários da fação sunita e de Yahya bin Ibrahim e Abdallah bin Yasin, que defendiam uma reforma dos costumes muçulmanos ocidentais, considerados degradados. Os Almorávidas tiveram em Yahya ibn Umar o seu primeiro chefe militar, sucedido pelo seu irmão, Abu Bakr ibn Umar, que conquistou o Marrocos com Yusuf bin Tachfin.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">A convicção religiosa aliada à vontade de adquirir poder político levou-os à expansão a partir do Magrebe até conseguirem se afirmar não só nesta zona como também em Marrocos. Acabaram por se estabelecer também na Península Ibérica, concretamente na Andaluzia, na sequência de um apelo que lhes foi feito em 1086 pelo príncipe de Sevilha, para conseguir reforços na luta dos príncipes muçulmanos contra os Cristãos.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Foi na sequência deste chamado que se deu a batalha de Zalaca (1086), da qual saiu derrotado o rei Afonso VI. Conseguindo reunir sob o seu poder uma série de reinos de pequena dimensão (taifas), adquiriram uma preponderância que lhes permitiu governar a seu bel-prazer um território que se estendia do Sul da Península até ao rio Tejo.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">O seu ascendente terminou quando, no século XII, os Almóadas tomaram o poder sobre os territórios árabes do Magrebe e de Espanha, inaugurando uma nova era, em 1162, com a subida ao poder de Abd el-Mumin.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Os Almóadas</strong></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">O Califado Almóada foi uma potência religiosa berbere governada pela quinta dinastia moura, tendo se destacado do século XII até meados do século XIII. O nome latino deriva da corruptela do árabe &#8220;os monoteístas&#8221; ou &#8220;os unitaristas&#8221;, que alude ao fundamentalismo do movimento.</div>
<div><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoada.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4513 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoada.jpg" alt="Reinado Almoada" width="640" height="640" title="A Espanha Muçulmana - PARTE V - Reinos de Taifas e Dinastias Norte-africanas 381" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoada.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoada-300x300.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoada-150x150.jpg 150w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoada-160x160.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Reinado_Almoada-420x420.jpg 420w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></div>
<div style="text-align: justify;">Os almoádas surgiram em Marrocos no século XII, descontentes com o insucesso dos almorávidas em revigorar os estados muçulmanos na península Ibérica, bem como em suster a reconquista cristã. Tendo conquistado o Norte de África até ao Egito, conquistaram sucessivamente grande parte de Al-Andalus.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Os almóadas então trataram de unificar as taifas e formar um governo islâmico que pudesse fazer frente aos cristãos. Em pouco mais de trinta anos, os almóadas conseguiram forjar um poderoso califado que se estendia desde Santarém, no que é atualmente Portugal, até Trípoli na atual Líbia, incluindo todo o norte de África e o sul da península Ibérica.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Em 1170 os almóadas transferiram a sua capital para Sevilha, onde fundaram a grande mesquita, posteriormente convertida em catedral cristã. A torre da mesquita, a Giralda foi construída em 1184 para assinalar a ascensão de Abu Yusuf Ya&#8217;qub al-Mansur (Almançor). Foi durante este período que ressurgiram os estudos filosóficos com Averróis e ibn Tufail.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">No entanto, desde Yusuf II, tratavam os seus domínios fora de Marrocos como províncias e governavam os seus correligionários na península Ibérica e no restante do norte de África através de governadores locais. Os príncipes almóadas tiveram uma carreira mais longa e marcante do que os seus antecessores almorávidas.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Yusuf I (1163–1184) e Almançor (1184-1199), sucessores de Abd al-Mu&#8217;min, eram homens fortes. Almançor (Ya&#8217;qub al-Mansur) era um homem de grande cultura, que escrevia em bom estilo árabe e protegia o filósofo Averróis. O seu título al-Mansur, &#8220;O Vitorioso,&#8221; deve-se à derrota que infligiu a Afonso VIII de Castela, em 1195, na Batalha de Alarcos.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">As construções almóadas caracterizam-se pela simplicidade e austeridade, um reflexo da vida difícil dos nómadas do Magrebe. Apesar disso, muitos edifícios têm um tamanho considerável. Exemplos clássicos deste movimento são a Mesquita de Tinmel, a Torre del Oro e a Giralda, em Sevilha, a mesquita Kutubiyya de Marraquexe, a Grande Mesquita de Taza e a Torre Hassan em Rabat.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">1212 marcou o início da decadência do Califado Almóada. As forças de Muhammad an-Nasir (1199–1214), sucessor de al-Mansur, depois de um avanço inicialmente bem sucedido para norte, foram aniquilados por uma aliança de tropas cristãs na Batalha de Navas de Tolosa na Sierra Morena.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Essa batalha destruiu o domínio almóada. Em 1216-7 os merínidas enfrentam os almóadas em Fez. ibn Hud proclama-se emir de Múrcia em 1227, fazendo frente aos almoádas, e Tunes torna-se independente três anos mais tarde. Muhammad ibn al-Ahmar proclama-se emir de Arjona, Jaén, Guadix e Baza em 1232. Cinco anos depois é reconhecido como emir de Granada, dando início à dinastia nasrida.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Os almóadas encorajaram o estabelecimento de cristãos até mesmo em Fez, e depois da Batalha de Navas de Tolosa, ocasionalmente faziam alianças com os reis de Castela. Na África conseguiram expulsar os exércitos dos reis normandos da Sicília das cidades costeiras. A história do seu declínio é diferente da dos almorávidas. Não foram tomados por um poderoso movimento religioso, simplesmente foram perdendo territórios com a revolta de tribos e cidades.</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Dinastia Nasari</strong></p>
<div style="text-align: justify;">Quando parecia que tudo estava perdido e o avanço de Castela era inexorável, surgiu em Jaén uma nova dinastia, a nasri (nasari), fundada por Al-Ahmar ibn Nasr, o célebre Abenamar das histórias, que havia de dar um novo alento aos muçulmanos. Com sede em Granada, seu reino compreendia as regiões granadina, almeriense e malaguenha, e parte da murciana.</div>
<div><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/fcc5924d-723c-419c-c536-1c829b38222d-thumb.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4511 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/fcc5924d-723c-419c-c536-1c829b38222d-thumb.jpg" alt="fcc5924d 723c 419c c536 1c829b38222d thumb" width="640" height="383" title="A Espanha Muçulmana - PARTE V - Reinos de Taifas e Dinastias Norte-africanas 382" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/fcc5924d-723c-419c-c536-1c829b38222d-thumb.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/fcc5924d-723c-419c-c536-1c829b38222d-thumb-300x180.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/fcc5924d-723c-419c-c536-1c829b38222d-thumb-160x96.jpg 160w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></div>
<div style="text-align: justify;">Cercados ao norte pelos reis cristãos, e ao sul pelos sultões marinidas do Marrocos, os nasaris estabeleceram um reino cercado de instabilidades. Apesar de tudo, Granada foi uma grande metrópole em seu tempo, que acolhia muçulmanos de todas as partes do mundo e onde se construíram palácios suntuosos &#8211; a Alhambra &#8211; mesquitas e banhos públicos.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Em meados do século XIII, tudo o que restava da Espanha islâmica era o reino de Granada, na costa sul da península ibérica. Os cristãos tinham reconquistado Córdoba, em 1236, e Sevilha, em 1248, e, em breve toda a península seria conquistada. O ponto decisivo chegou ao final do século XV, com o casamento de Fernando de Aragão e Isabela de Castela e Leon, que unificou a Espanha e fortaleceu os exércitos cristãos. Em 1492, os cristãos finalmente derrotaram os muçulmanos.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">O rei Bobadilha, (Abu Abdallah), capitulou ante os reis católicos, entregando-lhes Granada. Se bem que as condições da rendição tenham sido generosas por parte dos vencedores, não demoraram muito a ser esquecidas, começando uma perseguição e aculturação sem tréguas dos mouriscos que permaneceram sob o domínio cristão, até que aconteceram as expulsões maciças a partir de 1610.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Os 800 anos de ocupação da península ibérica pelos muçulmanos deixaram marcas indeléveis na cultura espanhola, que absorveu muito das primeiras influências islâmicas e que podem ser vistas hoje na arquitetura, língua e tradições da Espanha.</div>
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		<title>A Espanha Muçulmana &#8211; PARTE IV &#8211; O Califado Omíada</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 19:48:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[história islâmica]]></category>
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<p>O Califado de Córdoba (929 – 1031) foi a forma de governo islâmico que dominou a maior parte da Península Ibérica e do Norte de África com capital em Córdoba. O Califado sucedeu ao Emirado Independente instaurado por Abdrahman I em 756. O título de califa foi reclamado por Abdrahman III a 16 de Janeiro [&#8230;]</p>
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<div style="text-align: justify;">O Califado de Córdoba (929 – 1031) foi a forma de governo islâmico que dominou a maior parte da Península Ibérica e do Norte de África com capital em Córdoba. O Califado sucedeu ao Emirado Independente instaurado por Abdrahman I em 756.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">O título de califa foi reclamado por Abdrahman III a 16 de Janeiro de 929, que já era reconhecido como emir de Córdoba. Todos os califas de Córdoba foram membros da dinastia omíada, a mesma que detinha o título de emir de Córdoba e governava praticamente o mesmo território desde 756.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">O Califado de Córdoba foi a época de máximo esplendor político, cultural e comercial de Al-Andaluz. O Califado perdurou oficialmente até 1031, ano em que foi abolido, após um período de revoltas, fragmentando-se em múltiplos reinos conhecidos como Taifas. Os reinados de Abdrahman III (929-961) e o seu filho al-Hakam II (961-976) constituem o período de apogeu do califado omíada, em que se consolida o aparato estatal de Córdoba.</div>
<div><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/CORDOBA_CALIFADO.png" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4505 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/CORDOBA_CALIFADO.png" alt="CORDOBA CALIFADO" width="1200" height="932" title="A Espanha Muçulmana - PARTE IV - O Califado Omíada 384" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/CORDOBA_CALIFADO.png 1200w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/CORDOBA_CALIFADO-300x233.png 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/CORDOBA_CALIFADO-1024x795.png 1024w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/CORDOBA_CALIFADO-768x596.png 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/CORDOBA_CALIFADO-160x124.png 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/CORDOBA_CALIFADO-541x420.png 541w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/CORDOBA_CALIFADO-640x497.png 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/CORDOBA_CALIFADO-681x529.png 681w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a></div>
<div style="text-align: justify;">A política exterior concentrou-se em três direções: os reinos cristãos do norte peninsular, o norte da África, e o Mediterrâneo. A influência do Califado sobre os reinos cristãos do norte chegou a ser tal que, entre 951 e 961, os reinos de Leão, Navarra e Castela, e o Condado de Barcelona, lhe rendiam tributo. As relações diplomáticas foram intensas.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">A Córdoba chegaram embaixadores do conde de Barcelona Borrell, de Sancho II de Navarra, de Elvira Ramírez de Leão, de García Fernández de Castela e do conde Fernando Ansúrez, entre outros. A política do califado no Magrebe foi igualmente intensa, particularmente durante o reinado de al-Hakam II. Eventos importantes como a conquista de Melilha, Tanger e Ceuta.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Após a tomada de Melilha em 927, em meados do século X, os omíadas controlaram o triângulo formado por Argel, Siyilmasa e o oceano Atlântico. Um terceiro objetivo político do califado esteve orientada para o Mediterrâneo. O Califado manteve relações com o Bizâncio de Constantino VII, mantendo emissários em Constantinopla. O poder do califado estendia-se também para norte, e ao redor do ano 950 o Sacro Império Romano-Germânico intercambiava embaixadores com Córdoba.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Igualmente, alguns anos antes, Hugo de Arles solicitara salvo-condutos para que os seus barcos mercantes pudessem navegar pelo Mediterrâneo, dando ideia portanto do poder marítimo que Córdoba detinha. A partir de 942 foram estabelecidas relações mercantis com a República amalfitana, e no mesmo ano foi recebida uma embaixada da Sardenha.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">O apogeu do califado manifestava-se na sua capacidade de centralização fiscal, que geria as contribuições e rendas do país: impostos territoriais, dízimos, arrendamentos, pedágios, impostos de capitação, taxas alfandegárias sobre mercadorias, bem como os direitos percebidos nos mercados sobre joias, aparelhos de navios, peças de ourivesaria, etc.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">A opulência do califado durante estes anos fica refletida na palavras do geógrafo Ibn Hawqal: <em>“A abundância e a despreocupação dominam todos os aspectos da vida; o gozo dos bens e os meios para adquirir a opulência são comuns aos grandes e aos pequenos, pois estes benefícios chegam até mesmo os operários e artesãos, graças às imposições leves, à condição excelente do país e à riqueza do soberano; além disso, este príncipe não faz sentir o gravoso das prestações e dos tributos.”  </em></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Para realçar a sua dignidade e seguindo o exemplo de outros califas anteriores, Abdrahman III edificou a sua própria cidade palaciana, Medina Azahara. Esta foi a etapa da presença islâmica na península Ibérica de maior esplendor, embora de curta duração, pois na prática terminou em 1009 com a fitna (guerra civil) pelo trono entre os partidários do último califa legítimo, Hisham II, e os sucessores do seu primeiro-ministro ou &#8220;hájibe&#8221; Almansor.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Oficialmente, porém, o califado continuou até 1031, com Hisham III, ano em que foi abolido dando lugar à fragmentação do estado omíada em múltiplos reinos conhecidos como Taifas.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">A economia do Califado baseou-se numa considerável capacidade econômica -fundada num comércio muito importante-, uma indústria artesã muito desenvolvida, e técnicas agrícolas mais desenvolvidas que em qualquer outra parte da Europa. Baseava a sua economia na moeda, cuja cunhagem teve um papel fundamental no seu esplendor financeiro.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">A moeda de ouro do Califado tornou-se das mais importantes à época, sendo provavelmente imitada pelo Império Carolíngio. À cabeça da rede de urbes estava a capital, Córdoba, a cidade mais importante do Califado, que superava os 250 000 habitantes em 935 e aflorou os 500 000 no ano 1000 (alguns historiadores ainda falam de 1 000 000 de habitantes, baseando-se em recentes achados arqueológicos de dimensões superiores às acreditadas, confirmando muitas crônicas até então tidas por exageradas), sendo durante o século X uma das maiores cidades do Mundo e um centro financeiro, cultural, artístico e comercial de primeira ordem. Outras cidades importantes foram Toledo (37 000), Almería (27 000), Zaragoza (17 000) e Valência (15 000).</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Abdrahman III não somente fez de Córdoba o centro nevrálgico de um novo império muçulmano no Ocidente, mas converteu-a na principal cidade da Europa Ocidental, rivalizando ao longo de um século com Bagdá e Constantinopla (capitais do Califado Abássida e do Império Bizantino, respectivamente) em poder, prestígio, esplendor e cultura. Segundo fontes árabes, sob o seu governo, a cidade alcançou o milhão de habitantes, que dispunham de mil seiscentas mesquitas, trezentas mil moradias, oitenta mil lojas e inúmeros banhos públicos.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Este califa omíada foi também um grande impulsionador da cultura: dotou Córdoba com cerca de setenta bibliotecas, fundou uma universidade, uma escola de medicina e outra de tradutores do grego e do hebraico para o árabe. Fez ampliar a Mesquita de Córdoba, reconstruindo as ameias, e mandou construir a extraordinária cidade palaciana de Madinat al-Zahr, na qual residiu até à morte.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">O aspecto do desenvolvimento cultural não é menos relevante com a chegada ao poder do califa al-Hakam II, a quem é atribuída a fundação de uma biblioteca que teria atingido os 400 000 volumes. Talvez isso provocou a assunção de postulados da filosofia clássica -tanto grega quanto latina- por parte de intelectuais da época como foram Ibn Masarra, Ibn Tufail, Averróis e o judeu Maimônides, embora os pensadores de Al-Andalus se destacassem, sobretudo, em medicina, matemáticas e astronomia.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Califas de Córdoba (929–1031) &#8211; Este califado se resumia à Espanha e partes do Marrocos:</div>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Abd-ar-Rahman III &#8211; 929–961</li>
<li style="text-align: justify;">Al-Hakam II &#8211; 961–976</li>
<li style="text-align: justify;">Hisham II al-Hakam &#8211; 976–1009</li>
<li style="text-align: justify;">Muhammad II &#8211; 1009</li>
<li style="text-align: justify;">Sulayman ibn al-Hakam &#8211; 1009–1010</li>
<li style="text-align: justify;">Muhammad II, restaurado &#8211; 1010</li>
<li style="text-align: justify;">Hisham II al-Hakam, restaurado &#8211; 1010–1013</li>
<li style="text-align: justify;">Sulayman ibn al-Hakam, restaurado &#8211; 1013–1016</li>
<li style="text-align: justify;">Ali ibn Hammud al-Nasir (Hamúdida) &#8211; 1016-1018</li>
<li style="text-align: justify;">Al-Qasim ibn Hammud al-Ma&#8217;mun (Hamúdida) &#8211; 1018-1021</li>
<li style="text-align: justify;">Abd ar-Rahman IV &#8211; 1021–1022</li>
<li style="text-align: justify;">Yahya ibn Ali al-Mu&#8217;tali (Hamúdida) &#8211; 1021-1023</li>
<li style="text-align: justify;">Al-Qasim ibn Hammud al-Ma&#8217;mun (Hamúdida) &#8211; 1023</li>
<li style="text-align: justify;">Abd ar-Rahman V &#8211; 1022–1023</li>
<li style="text-align: justify;">Muhammad III &#8211; 1023–1024</li>
<li style="text-align: justify;">Yahya ibn Ali al-Mu&#8217;tali (Hamúdida) &#8211; 1025-1026</li>
<li style="text-align: justify;">Hisham III &#8211; 1027–1031</li>
</ul>
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		<title>A Espanha Muçulmana &#8211; PARTE III &#8211; O Emirado Omíada</title>
		<link>https://markaz.org.br/a-espanha-muculmana-parte-iii-o-emirado-omiada/</link>
		
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 19:30:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[história islâmica]]></category>
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<p>Al-Andaluz, &#8221;terra dos vândalos&#8221;, em árabe, assim é conhecida a região da península ibérica ocupada pelos muçulmanos, a partir do século VIII até ao final do século XV, e que chegou a compreender grande parte do território espanhol. A extensão do estado islâmico na região conhecida por al-Andaluz, sofreu alterações no decorrer do tempo, pois, [&#8230;]</p>
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<p style="text-align: justify;">Al-Andaluz, &#8221;terra dos vândalos&#8221;, em árabe, assim é conhecida a região da península ibérica ocupada pelos muçulmanos, a partir do século VIII até ao final do século XV, e que chegou a compreender grande parte do território espanhol.</p>
<p style="text-align: justify;">A extensão do estado islâmico na região conhecida por al-Andaluz, sofreu alterações no decorrer do tempo, pois, à medida em que se modificavam as fronteiras, tanto hispano-muçulmanos como castelano-aragoneses avançavam conquistando território.</p>
<p><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/emirado_de_cordoba.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4488 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/emirado_de_cordoba.jpg" alt="emirado de cordoba" width="640" height="495" title="A Espanha Muçulmana - PARTE III - O Emirado Omíada 386" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/emirado_de_cordoba.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/emirado_de_cordoba-300x232.jpg 300w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/emirado_de_cordoba-160x124.jpg 160w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/emirado_de_cordoba-543x420.jpg 543w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O processo de expansão do Islam, em seus primórdios, tomou a direção do ocidente: Magrebe, Espanha e parte da Itália e França. Durante o século VIII, vindos do norte da África, uma série de grupos e famílias nobres árabes oriundas do oriente, e de grupos bérberes procedentes do Magrebe, pouco a pouco foram se assentando em terras andaluzas.</p>
<p style="text-align: justify;">Este processo, no entanto, não significou a ruptura com a cultura então reinante, pelo contrário, ambas se imbricaram, dando um resultado muito peculiar e deslumbrante, e que diferenciou, de forma bem característica, o Islam ocidental do oriental. A fusão entre os árabo-bérberes e os hispano-godos deu-se com muita naturalidade.</p>
<p>Durante a segunda metade do século VIII, começaram as dissenções no império muçulmano. O fim da dinastia omíada em Damasco, e a ascensão dos abássidas em Bagdá, mudaria o rumo dos acontecimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">A revolução abássida de 750, destruiu o poder omíada em quase todo o mundo muçulmano. Durante a revolução, Abdul Rahman, neto de um ex-califa omíada, conseguiu escapar de Damasco para a Espanha, estabelecendo lá seu próprio califado em nome dos omíadas. Esta dinastia manteve o controle da Espanha por 300 anos, até que os bérberes almorávidas, vindos do norte da África, tomassem o poder no século XI.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta casa omíada independente se intitulava Emirado, ao invés de califado, uma vez que seus governantes não acreditavam que pudesse haver mais de um califa. Esta foi a primeira instância regional de separação do califado abássida em Bagdá. Os abássidas fizeram inúmeras tentativas para retomar o controle da Espanha mas não conseguiram. A Espanha permaneceu sob o governo de dinastias locais até a completa rendição aos reis católicos, no final do século XV.</p>
<p style="text-align: justify;">O governo omíada na Espanha marcou profundamente a cultura espanhola &#8211; um legado de arte, arquitetura, língua e tradições que permanecem até hoje. Abdul Rahman transformou Córdoba em um centro de referência, a ponto de ela se tornar uma das mais importantes cidades da Europa e do mundo islâmico da época.</p>
<p style="text-align: justify;">A Grande Mesquita foi construída por ele em 785 e é um dos exemplos mais impressionantes do legado islâmico na Espanha.De 756 a 929, oito emires se sucederam, numa época brilhante do ponto de vista cultural, até que Abdul Rahman III decidiu fundar um califado, declarando-se o Emir al-Muminin (príncipe dos crentes), e se outorgando, além do poder temporal, o espiritual, sobre a ummah (comunidade muçulmana).</p>
<p style="text-align: justify;">Este califa, e seu sucessor, al-Hakam II, soube favorecer a integração étnico-cultural entre os bérberes, árabes, hispânicos e judeus. Ambos pactuaram com os cristãos, construíram e ampliaram numerosos edifícios, alguns tão notáveis como a Mesquita de Córdoba &#8211; e se cercaram do que havia de mais erudito na época. Mantiveram contatos comerciais com Bagdá, França, Túnis, Marrocos, Bizâncio, Itália e até a Alemanha.</p>
<p style="text-align: justify;">Emires de Córdoba (756–929):<br />
Abdul Rahman I (Abdul Rahman I) &#8211; 756–788<br />
Hisham I &#8211; 788–796<br />
al-Hakam I &#8211; 796–822<br />
Abdul Rahman II (Abdul Rahman II) &#8211; 822–852<br />
Mohammad I &#8211; 852–886<br />
Al-Mundhir &#8211; 886–888<br />
Abdallah ibn Mohammad &#8211; 888–912<br />
Abdul Rahman III (Abdul Rahman III) &#8211; 912–929 (se declarou &#8220;califa&#8221;)</p>
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		<title>A Espanha Muçulmana  &#8211; PARTE II &#8211; A História da Andaluzia II</title>
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		<dc:creator><![CDATA[adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Feb 2019 16:38:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[história islâmica]]></category>
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<p>Em meados do século VIII, os muçulmanos já tinham se estabelecido na Andaluzia e o príncipe Abdul Rahman I contando com o apoio de uma das tribos muçulmanas da península, em 755 se proclamou Emir de Córdoba, independente do Califado Abássida de Damasco. Na primeira parte do século X, um do seus sucessores, Abul Rahman [&#8230;]</p>
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<p style="text-align: justify;">Em meados do século VIII, os muçulmanos já tinham se estabelecido na Andaluzia e o príncipe Abdul Rahman I contando com o apoio de uma das tribos muçulmanas da península, em 755 se proclamou Emir de Córdoba, independente do Califado Abássida de Damasco.</p>
<p style="text-align: justify;">Na primeira parte do século X, um do seus sucessores, Abul Rahman III, ampliou o emirado Al-Andaluz e tornou-se o primeiro Califa da Espanha. A proclamação do califado tinha um duplo objetivo. Internamente, os omíadas queriam fortalecer o reino peninsular, e externamente, queriam consolidar as rotas comerciais do Mediterrâneo, garantir uma relação com Bizâncio oriental e assegurar o suprimento de ouro.</p>
<p style="text-align: justify;">Melilla foi integrada ao califado em 925 e, em meados desse mesmo século, os omíadas controlavam o triângulo formado pela Argélia, Siyimasa e Atlântico. O poder andaluzo do califado também se estendeu até a Europa ocidental e, em 950, o império germano-romano estava trocando embaixadores com o califado de Córdoba. Alguns anos antes, Hugo de Arles tinha pedido ao poderoso califado espanhol um salvo-conduto para seus navios mercantes navegaram o Mediterrâneo.</p>
<p style="text-align: justify;">As bases da hegemonia andaluza estavam assentadas na extraordinária capacidade econômica proveniente de um comércio importante, uma indústria desenvolvida e um conhecimento agrícola revolucionário para a época. A sua economia estava baseada na moeda e a emissão de dinheiro desempenhou um papel fundamental para o esplendor financeiro. A moeda de ouro de Córdoba tornou-se a moeda principal do período.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o califado de Córdoba foi a primeira economia urbana e comercial que floresceu na Europa, depois do desaparecimento do império romano. A capital, e a mais importante cidade do califado, Córdoba, tinha uma população de 400.000 habitantes. A fragmentação do califado aconteceu no final da primeira década do século XI, o califado dividiu-se em 39 taifas (reinos insignificantes), um nome que foi incorporado pelo vocabulário espanhol como sinônimo de ruína, em razão da fragmentação política da península. Esta divisão facilitou novas invasões e o consequente enfraquecimento da região.</p>
<p style="text-align: justify;">Em meados do século XIII, a Espanha islâmica estava reduzida à dinastia nasarida, em Granada, que resistiu aos constantes ataques dos cristãos até 1492, quando, então, foi conquistada. A Andaluzia foi uma civilização que irradiou uma personalidade própria, tanto para o ocidente quanto para o oriente.</p>
<p style="text-align: justify;">Situada na terra dos encontros, dos cruzamentos culturais e de fecunda miscigenação, al-Andaluz acabou sendo esquecida, depois de todo seu esplendor, tanto pela Europa como pelo universo muçulmano, como uma lenda que não tivesse pertencido a nenhum   dos dois mundos.  A seguir, as etapas principais de seus oito séculos de existência.</p>
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		<title>A Espanha Muçulmana &#8211; PARTE I &#8211; O Legado Muçulmano na Espanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[adm]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Feb 2019 16:25:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[história islâmica]]></category>
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<p>Quando se pensa na cultura europeia uma das primeiras coisas que podem vir à mente é a renascença.  Muitas das raízes da cultura europeia podem ser traçadas a partir daquele tempo glorioso de arte, ciência, comércio e arquitetura.  Mas você sabia que muito antes da renascença havia um lugar de beleza humanística na Espanha muçulmana? [&#8230;]</p>
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<div style="text-align: justify;">Quando se pensa na cultura europeia uma das primeiras coisas que podem vir à mente é a renascença.  Muitas das raízes da cultura europeia podem ser traçadas a partir daquele tempo glorioso de arte, ciência, comércio e arquitetura.  Mas você sabia que muito antes da renascença havia um lugar de beleza humanística na Espanha muçulmana?</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Não somente era artística, científica e comercial, mas também exibia tolerância, imaginação e poesia incríveis.  Os muçulmanos habitaram a Espanha por quase 800 anos.  Foi sua civilização que iluminou a Europa e a tirou da idade das trevas para introduzi-la na renascença.  Muitas das suas influências culturais e intelectuais continuam vivas conosco hoje.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Al-Andaluz, foi o nome dado à península Ibérica pelos árabes muçulmanos, a partir do ano de 711 (século VIII), tendo o nome sido utilizado para se referir à península, independentemente do território politicamente controlado pelos muçulmanos. A origem do nome Al-Andaluz é incerta, o nome fez a sua primeira aparição em 716, num dinar bilíngue cunhado na Península Ibérica e que se encontra hoje em dia no Museu Arqueológico Nacional em Madrid. Nessa moeda a palavra Span(ia), em latim, corresponde a Al-Andaluz, em árabe.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">A região ocidental da península era denominada Gharb Al-Andaluz (&#8220;o ocidente do Al-Andaluz&#8221;) e incluía o atual território português. De uma maneira geral, o Gharb Al-Andaluz foi uma região periférica em relação à vida econômica, social e cultural do Al-Andaluz.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">As circunstâncias que marcaram a chegada dos muçulmanos à Península Ibérica, foram deturpadas pelas lendas, quando o rei visigodo Vitiza morreu, os seus seguidores nomearam seu filho Agila, de dez anos de idade, herdeiro do trono, mas os mais conservadores, elegerem por sua vez como rei, a Rodrigo, duque da Bética, o que deu origem a uma guerra civil.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">O irmão de Vitiza, o conde Oppas, refugiou-se em Ceuta, governada pelo Conde Julião, possivelmente seu parente, e ambos resolveram pedir ajuda aos muçulmanos para consolidarem no trono de Toledo o jovem Ágila.</div>
<div style="text-align: justify;"><a href="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Espanha-e-Portugal.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class=" td-modal-image aligncenter wp-image-4476 size-full" src="https://cdial.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Espanha-e-Portugal.jpg" alt="Espanha e Portugal" width="1102" height="1586" title="A Espanha Muçulmana - PARTE I - O Legado Muçulmano na Espanha 388" srcset="https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Espanha-e-Portugal.jpg 1102w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Espanha-e-Portugal-208x300.jpg 208w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Espanha-e-Portugal-712x1024.jpg 712w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Espanha-e-Portugal-768x1105.jpg 768w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Espanha-e-Portugal-111x160.jpg 111w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Espanha-e-Portugal-1067x1536.jpg 1067w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Espanha-e-Portugal-292x420.jpg 292w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Espanha-e-Portugal-640x921.jpg 640w, https://markaz.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Espanha-e-Portugal-681x980.jpg 681w" sizes="(max-width: 1102px) 100vw, 1102px" /></a></div>
<div style="text-align: justify;">Em Abril de 711, Tarik Ibn Ziyad, governador de Tânger e comandante de Mussa Ibn Nusayr (698-714), desembarca à frente dos seus homens no monte que em sua honra se passará a chamar Jabal Tariq (Gibraltar), e derrota o rei Rodrigo na batalha do rio Guadarranque, entre a torre de Cartagena e Gibraltar, segundo algumas versões, a batalha dá-se junto ao rio Guadalete.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">A vitória árabe sobre Rodrigo vai derrubar toda a organização central de defesa do estado visigodo, e em vez de uma simples intervenção estrangeira num confronto civil, como pretendiam Oppas e Julião, os muçulmanos iniciam uma conquista em toda a linha, acabando em poucos anos com a escassa resistência apresentada pelos antigos senhores. Toledo perde o seu título de capital do império, que passaria para Córdoba, e a Espanha passará a designar-se Al Andaluz.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">Os árabes, ao conquistarem a Península não foram influenciados pelo cultura local, continuaram mantendo suas raízes, seguiram sendo muçulmanos, regendo-se pelas leis do Alcorão e pelos ensinamentos do profeta Muhammad ﷺ.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">A religião dos povo era-lhes indiferente, mas não houve perseguições nem conversões forçadas. A tolerância do estado islâmico permitiu a sobrevivência das raízes clássicas e cristãs durante vários séculos. A chegada dos árabes muçulmanos foi saudada pelos judeus, que tinham sido perseguidos nas últimas décadas do reino visigodo.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">As determinações de sucessivos concílios da Igreja peninsular tinham contribuído para a discriminação deste segmento populacional: o III Concílio de Toledo determinou o batismo forçado de crianças filhas de casamentos entre judeus e cristãos; o XVI proibiu os judeus de praticarem o comércio com cristãos, o que provocou a ruína de muitas famílias, e o XVII condenou-os à escravatura sob o pretexto de conspirarem, junto com os judeus do norte de África, para a queda do reino visigodo.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">O geógrafo árabe Ibn Haukal Annassibi, ao visitar a Andaluzia, referiu-se à região nos seguintes termos: &#8220;Andaluz é uma ilha extensa, medindo um pouco menos de um mês de marcha, de comprimento, e vinte e tantos dias de largura.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;">É rica em rios e mananciais, é repleta de árvores e plantas de todo feitio e é suprida com tudo que acrescente conforto à vida; os escravos são gentis e podem ser encontrados por um preço acessível por conta de sua grande quantidade; a comida é excessivamente farta e barata, devido também à fertilidade da terra, que rende toda a espécie de grãos, vegetais e frutas, assim como à quantidade e qualidade de suas pastagens, nas quais inúmeros rebanhos pastam&#8230;&#8221;</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">E Ibn Abd Al-Munin em um texto do final do século XIII) disse:  &#8220;O país do Andaluz é, como dissemos, de forma triangular. O mar rodeia-o pelos seus três lados: ao sul, o Mediterrâneo; a ocidente, o oceano Atlântico; ao norte, o mar dos Ingleses, que se contam entre os cristãos. O comprimento do Andaluz, desde a igreja do Corvo (Cabo de S. Vicente), que está situada no Atlântico, até ao monte chamado Templo de Vénus (Port Vendres), é de 1100 milhas. A sua largura é de 600 milhas.&#8221;</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Distinguem-se os seguintes períodos na história política do al-Andaluz:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Período da conquista territorial e dos governadores, durante o qual o al-Andaluz dependia do califado Omíada de Damasco (711–756)</div>
<div style="text-align: justify;">Emirado de Córdoba (756–929)</div>
<div style="text-align: justify;">Califado de Córdoba (929–1031)</div>
<div style="text-align: justify;">Primeiro período de Reinos de Taifas (1031–1090)</div>
<div style="text-align: justify;">Período almorávida (1090–1146)</div>
<div style="text-align: justify;">Segundo período de Reinos de Taifas (1145–1150)</div>
<div style="text-align: justify;">Período Almóada (1146–1228)</div>
<div style="text-align: justify;">Terceiro período de Reinos de Taifas (1228–1262)</div>
<div style="text-align: justify;">Reino Nasrida de Granada (1238–1492)</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
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